08 abril 2006

Voa Varig!

A Varig está com dias contados. Os freqüentes atrasos denotam a situação da empresa. Infelizmente, um país de dimensões continentais terá apenas duas empresas áereas. Mas a pergunta que fica é: por que tantas empresas aéreas quebram no país? É muita ganância pelo lucro fácil? Ou são as tetas do governo que abastecem? Foi a Transbrasil, foi a Vasp e agora a Varig!!! Muitas dúvidas literalmente no "ar"!

24 fevereiro 2006

Caso Nilson Lage exige uma reação do campo do jornalismo

É lamentável o fato ocorrido com o professor Nilson Lage conforme Nota divulgada pelo FNPJ, FENAJ e SBPJor. As entidades do campo do jornalismo devem disseminar o fato e encaminhar ações que objetivem reparação do constrangimento sofrido pelo professor Lage, um dos ícones do jornalismo brasileiro.

17 fevereiro 2006

Seca no sertão potiguar

A paisagem é desoladora! De Macaíba, região metropolitana de Natal, até Mossoró a cena é deprimente, de angústia. São kilometros e kilometros de mata seca, rios sem água, pontes que indicam nomes de rios que não existem. A população residente está habituada, afinal, como todos dizem, é um fenômeno cíclico e acontece todos os anos. Não há chuvas consistentes desde setembro de 2005. Estamos em fevereiro! Segundo os meteorologistas norte-rio-grandenses, depois do carnaval começa o chamado período do inverno, que na região nordeste quer dizer tempo de chuva, tanto que o "inverno" começa em março e termina em junho.

A viagem pelo sertão é repleta de pequenos arbustos totalmente secos. Na beira da estrada, pontas de cigarros dos viajantes provoca pequenos incendios, que não são de maiores proporções nem se sabe porque, pois o mato, o capim está totalmente seco. Qual a solução para isso? Como proporcionar condições dignas de vida para o sertanejo, para o morador da seca?

14 fevereiro 2006

Jornalismo x Publicidade

Um fato muito interessante. No dia 11 de fevereiro a InterTV Cabugi, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Norte, veiculou reportagem na segunda edição do RN TV, programa jornalístico estadual exibido pela emissora, conforme modelo adotado pela Rede Globo em todo país, sobre as condições fisícas e de infra-estrutura de uma escola pública estadual, localizada em Natal. A escola, segundo a reportagem e demonstrado pelas imagens, não possui cobertura, não tem carteiras, as paredes com a pintura em visível estado de sujeira, com rascunhos e pixações. Na reportagem também foi mostrado que a escola sofre contínuos ataques de vandalos e ladrões que deixam a situação mais precária ainda. Na seqüência, no intervalo comercial, a emissora apresenta um vídeo publicitário do governo estadual que tem como slogan, chamada principal "O Rio Grande do Norte tá melhor"! É e foi trágico, para não dizer cômico. A reportagem sobre as condições extremamente precários de uma escola estudual, onde os alunos não podem freqüentar as aulas e de outro lado a propaganda do governo que informa que "escolas estão em ordem, que as estradas são novas e estão pavimentadas em todo estado, que a população tem moradia..."

Essa é a diferença entre jornalismo e publicidade. O jornalismo deve informar o real, a situação, o fato. A publicidade passa uma maquiagem e mostra o ideal ou a fantasia, ou ainda o irreal, pois se maquia a realidade, não é mais a realidade. É uma fantasia, uma falsidade, uma mentira.

Assistir TV nestes últimos dias se tornou algo desagrádavel, pois a veiculação da propaganda "O Rio Grande do Norte tá melhor" é intensa. De cada 10 veiculações publicitárias na TV, em qualquer emissora, 8 são do governo estadual. É massivo! Tanto que a musiquinha do "Rio Grande do Norte tá melhor" está quase incorporada nas pessoas. E aí uma das propriedades da publicidade, só que neste caso, pela veiculação excessiva, que nem mesmo as multinacionais tem cacife para bancar.

28 janeiro 2006

Caos em Capim Macio

Essa é a única forma de classificar a situação de calamidade em que estão as ruas do bairro na cidade de Natal. O bairro reúne residências e edifícios de apartamentos e não tem ruas pavimentadas e nem sequer sistema de saneamento. São inúmeros edifícios, prédios que são construídos, erguidos a cada semana sem a menor infra-estrutura urbana. Todos os dias caminhões trafegam pelo bairro para fazer a coleta das "fezes" dos prédios. As contrutoras, ou melhor, os donos das contrutores não têm qualquer preocupação se os prédios e os apartamentos terão um sistema de esgotamento sanitário ou não, não são eles que vão morar nos prédios. Que se danem os proprietários! A situação é calamitosa. E a prefeitura usa o IPTU do Bairro para fazer propaganda na TV e acumular caixa de campanha. Essa situação, cedo ou tarde, chegará na Europa e o grande fluxo de turistas deixarão de visitar Natal, pois a cidade tem uma grande maquiagem. Para quem circular pela avenidas de acesso a hotéis e praias, algumas poucas e principalmente Ponta Negra, visualiza uma cidade bonita, mas ao entrar um pouco no interior dos bairros vai perceber o caos da cidade, onde o poder público arrecada, mas não tem qualquer preocupação.

25 janeiro 2006

Rali em Capim Macio

É bom esclarecer de imediato que este texto não vai tratar de um evento esportivo automobilístico no Bairro de Capim Macio em Natal (RN), embora seja importante registrar que foi promovido recentemente um evento nessa modalidade no bairro.

O tema deste texto serve para avaliar a situação das ruas no bairro. Quando não é a chuva que cria inúmeras lagoas e ameaçam residências, agora no verão o pesadelo dos moradores e principalmente dos motoristas que circulam no bairro é a areia movediça que impede o livre trânsito e danifica carros e caminhões. Recentemente, na Rua Presbítero Porfírio Silva, entre as ruas Neuza e Antonio Farache, um caminhão, tipo carreta, ficou “atolado” na areia! As ruas do bairro foram abandonadas pela Prefeitura que está cuidando da maquiagem da cidade para que os turistas não percebam o caos de alguns bairros. Assim, é fácil verificar as ruas do Tirol e de Petrópolis limpas e pavimentadas com asfalto. Até mesmo em locais onde não há necessidade de pavimentação asfáltica, como a Avenida Silvio Pedrosa em Areia Preta, está sendo recoberta.

No final de 2005, moradores do bairro fizeram uma reunião para discutir a urgência da urbanização de Capim Macio, principalmente a pavimentação das ruas. Estiveram presentes mais de 280 moradores reunidos com um representante da Prefeitura. Nessa reunião, realizada em novembro de 2005, o engenheiro da Prefeitura informou que se faria a pavimentação de 9 (nove) ruas do Bairro, cujos moradores reclamam de ter o mais alto valor de IPTU da cidade e não ter qualquer infra-estrutura.

No Bairro todas as ruas não têm pavimentação, não há saneamento básico, não há galerias pluviais e muitas vias não tem iluminação pública. Na realidade a prefeitura realizou o calçamento com paralelepípedo em 7 (sete) travessas e não 9 (nove) ruas como alardeou. Todas as travessas pavimentadas, para quem quiser conferir, ficam após o Praiashopping em direção ao interior do Bairro. Com a chegada dos carnês para pagamento do IPTU, muitos moradores avaliam a possibilidade de fazer o pagamento em juízo. Esse fato foi contestado pelo representante da prefeitura que argumentou não ser finalidade dos recursos do IPTU o custeio da infra-estrutura de uma cidade. Se o IPTU não é para custear a melhoria da infra-estrutura de uma cidade, além da educação e da saúde, então deverá ser para preparar as eleições. São urgentes as providências do poder público municipal e estadual na solução dos problemas de urbanização de Capim Macio, principalmente no que se refere às condições das ruas. Nesse meio tempo, necessário se faz que o poder público municipal realize obras para acabar com os bancos de areia movediça localizados em várias ruas do bairro. As ruas Presbítero Porfírio Silva e Missionário Joel Carlson são exemplos dos buracos e dos bancos de areia que impedem o trânsito, seja de pedestres ou de veículos.

E antes mesmo deste texto ser publicado, houve um contato com o Diretor de Redação da Tribuna do Norte para acrescentar mais informações. No trecho citado da Rua Porfírio Silva foi constatado, em apenas um dia, 5 (cinco) veículos atolados no seco. A rua está intransitável! O que se ouvia dos motoristas que estavam com seus carros atolados é que na Prefeitura do Natal não tem gente decente, que seja capaz de resolver o problemas das ruas de Capim Macio.

15 janeiro 2006

InterTV Cabugi faz reportagem sobre praias no Rio Grande do Norte

A InterTV Cabugi, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Norte, apresenta nesta segunda-feira, 16 de janeiro, uma reportagem sobre a exploração inadequada dos terrenos de marinha no litoral do estado. A reportagem da emissora fez uma entrevista com o professor Gerson Martins que abordou o assunto em sua coluna na edição do último dia 10 de janeiro no jornal Tribuna do Norte, matéria também publicada neste Blog. A reportagem será exibida no RN TV e vai tratar também da instalação desordenada e irregular dos hotéis na Via Costeira. Um hotel recém construído fez inúmeros aterros sobre a faixa de praia em frente ao prédio. Vale a pena conferir!

Técnicos da Prefeitura de Natal têm problemas com a matemática

Os técnicos (engenheiros e funcionários, até mesmo o prefeito) da prefeitura do munícipio de Natal (RN) têm problemas com a matemática. Na reunião que realizou, em novembro de 2005, com moradores do Bairro de Capim Macio informou que faria a pavimentação de 9 (nove) ruas do Bairro, cujos moradores reclamam de ter o mais alto valor de IPTU da cidade e não ter qualquer infra-estrutura. No Bairro todas as ruas não têm pavimentação, não há saneamento básico, não galerias pluvias e muitas não tem iluminação pública. Na realidade a prefeitura realizou o calçamento com paralelepípedo em 7 (sete) travessas e não nove ruas como alardeou. Todas as travessas pavimentadas, para quem quiser conferir, ficam após o Praiashopping em direção ao interior do Bairro.

06 janeiro 2006

Praias do Rio Grande do Norte privatizadas III


Mais algumas fotos que comprovam o loteamento e privatização da praias no Rio Grande do Norte.

Praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas II


Aqui o leitor confere mais algumas fotos que testemunham a privatização das praias no litoral do Rio Grande do Norte. Um fato chama a atenção: os veranistas, turistas, aqueles que desejam usufruir de um litoral de praias lindas, em conseqüência da privatização das praias e da impossibilidade de acesso, terminam por congestionar alguns poucos pontos das praias. São centenas de banhistas em poucos locais. É um paradoxo num estado que possui uma grande faixa litorânea e quase 100% de balneabilidade.

As residências contruídas sobre a areia da praia impedem o acesso. Da estrada que leva aos balneários não existe como se chegar à praia. Pode-se observar o exemplo na foto acima. Na maré cheia, a água do mar bate nos muros da casa!

03 janeiro 2006

Praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas

As praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas! O que deveria ser um patrimônio público, aqui pertence a alguns poucos privilegiados. No trânsito pelo litoral potiguar é muito comum se deparar com dezenas de praias sem qualquer forma de acesso, praias que estão privatizadas. A ocupação é feita de forma irregular e sabe-se lá que lei permite esse tipo de construção, mas encontram-se muitos imóveis construídos sobre a areia da praia. Há inúmeros exemplos em Pitangui, Tabatinga, Búzios, Camurupim, Muriú. Esse tipo de ocupação começa pelos hotéis na Via Costeira e em Ponta Negra. Há uma apropriação do espaço público.

O Governo Federal está a delimitar as áreas de praias públicas e o espaço em que não é permitido construções. Mas chegou tarde. A maior parte das praias potiguares está loteada. Há absurdos de casas construídas sobre a areia da praia. Os muros dessas casas sofrem o impacto do movimento das marés, mas nada que venha prejudicar as muralhas. Resultado: não há espaço para o lazer nem mesmo para o morador dessas residências. Há exemplos dessa ocupação em Tabatinga. Tanto do litoral sul quanto no litoral norte não há como ver as praias, pois uma barreira de casas impede a visão e não possibilita que veranistas, famílias, turistas e visitantes possam ver a praia, a beleza das praias potiguares.

O Rio Grande do Norte possui belíssimas paisagens, belíssimas praias, mas não há como admira-las. A paisagem está suja. Os casos mais esdrúxulos e gritantes estão em Búzios, Tabatinga, Pitangui e Muriú, mas há muitos mais.

A lei 7.661, de 16 de maio de 1988, que foi regulamentada pelo Decreto 5.300 de 7 de dezembro de 2004, no 21 do decreto diz que as praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse da segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica. E diz, no parágrafo primeiro que o Poder Público Municipal, em conjunto com o órgão ambiental, assegurará no âmbito do planejamento urbano, o acesso às praias e ao mar, ressalvadas as áreas de segurança nacional ou áreas protegidas por legislação específica.

A lei determina a faixa de domínio a ser respeitada, de cinqüenta metros em áreas urbanizadas ou duzentos metros em áreas não urbanizadas, demarcados na direção do continente a partir da linha de preamar ou do limite final de ecossistemas, tais como as caracterizadas por feições de praias, dunas, áreas de escarpas, falésias, costões rochosos, restingas, manguezais, marismas, lagunas, estuários, canais ou braços de mar, quando existentes. Muitas residências do litoral potiguar estão, sem qualquer dúvida, em situação ilegal, desrespeitam a lei e não existe autoridade pública competente para fazer cumprir a legislação. Todos perdem com isso. Os norte-rio-grandenses que não podem acessar e usufruir das belas praias do seu estado; perdem os turistas que nem podem conhecer a beleza desse litoral; perdem comerciantes, empresários da indústria hoteleira, pois teríamos uma demanda de turistas para conhecer nosso litoral.

São necessárias medidas urgentes para desocupar as praias, garantir o espaço público e, mais urgente ainda, criar mecanismos que garantam o cumprimento da legislação em possíveis novos loteamentos e posses irregulares. Provavelmente muitos natalenses devem ter visto algum turista estrangeiro ou brasileiro ficar perplexo ao saber que as dunas têm dono!

De outro lado, não podemos negligenciar a ação da natureza quando seus espaços são invadidos. A situação na praia de Ponta Negra é um exemplo disso. Estabelecimentos comerciais foram construídos quase dentro da água. O resultado disso é que a praia, os usuários, turistas e moradores sofrem com o esgoto na areia. Devido a ação das marés, a água do mar não poupa essa invasão e freqüentemente expõe a canalização do esgoto na praia. O fato traz poluição, mal cheiro e suja a praia. Não demora muito e a praia de Ponta Negra, na área do Morro do Careca, será interditada. O cartão postal de Natal ficará sujo devido a irresponsabilidade das autoridades políticas e de empresários gananciosos.

Notícia publicada pelo jornal TRIBUNA DO NORTE , edição do dia 5 de janeiro de 2006, mostra a situação em Maxaranguape e como o entendimento das autoridades e dos proprietários das praias para resolver o problema está na contramão das leis da natureza. Segundo as informações do jornal, se pretende construir barreiras de pedra para diminuir o impacto das marés. O cenário que se apresenta a partir da construção dessas barreiras é o de praias linda, mas cheia de barreiras de pedras. O leitor pode imaginar a paisagem cheia dessas barreiras? O correto seria retirar esses imóveis da faixa de praia e deixar a natureza em seu curso. E como diz o ditado: "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", não demorará muito tempo para que essas barreiras sejam destruídas e tragam mais prejuízo à praia, pois as pedras ficarão no meio da areia e vão estragar a praia como área de lazer. Em poucos anos o Rio Grande do Norte ficará sem praias! É um absurdo fazer uma afirmação dessas! Parece algo apocalíptico! Se o governo não tomar providências imediatas, é isso o que vai acontecer.

08 dezembro 2005

Uma proposta de fuso horário para o extremo leste do Brasil


O Brasil é um país de dimensões continentais. No inconsciente coletivo da população é um país que vai do Oiapoque ao Chuí, embora essa referencia tenha sido alterada pelos geógrafos, que corrigiram a localização dos pontos extremos do Brasil, tanto no norte quanto no sul. Devido a essa verdadeira “marca” imposta na consciência das pessoas, não se percebe que o Brasil é também imenso, comprido, longo, distante no sentido leste – oeste. A distância entre os extremos longitudinais é tão grande quanto os extremos latitudinais. É um país verdadeiramente continental! Essa realidade impõe diferenças regionais, culturais, sociais também no sentido leste-oeste. E não somente no sentido norte-sul. Uma dessas diferenças está relacionada aos diferentes horários adotados em cada região, o chamado fuso-horário.

A realidade de um Brasil tão distante, também no sentido longitudinal, faz com que tenhamos o tempo do nascente e o tempo do poente de forma muito díspare que penaliza as pessoas, o ritmo biológico, o ritmo de trabalho e a economia. O poder oficial brasileiro impôs ao país um divisão de fuso horário que não satisfaz a realidade natural e tampouco a realidade sócio-econômica. Em Natal, por exemplo, temos o nascente em torno das 4h30 praticamente o ano todo. Pela proximidade da linha do Equador, a variação do horário de nascente e de poente é muito pequena ao longo do ano, entre inverno e verão. No Estados Unidos, país que possui – visualmente – uma longa distância leste-oeste, há seis diferentes fusos horários. Esses horários foram definidos com objetivo de qualificar o ritmo natural, biológico das pessoas e assim proporcionar conforto nas atividades sócio-econômicas. Se temos no Brasil também uma longa distância leste-oeste, por que possuímos apenas três fusos horários? O primeiro diz respeito ao chamado horário de Brasília, o segundo que abrange oeste do Pará e os estados do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e o terceiro referente ao Acre. Há um quarto fuso que atende Fernando de Noronha, mas pouco considerado. A realidade natural da extensão leste-oeste impõe a inclusão do extremo da região nordeste no fuso de Fernando de Noronha. Com o nascente às 4h30 e o poente às 17h30, a região dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte tem um grande prejuízo sócio-econômico.

A população desses estados perde, diariamente, duas horas de sol, portanto de atividade econômica e social pela manhã e mais uma hora no final do dia, com o poente às 17h30. O horário de verão brasileiro não somente deveria ser adotado na região nordeste, como deveria ser implantado definitivamente. No caso dos estados em referencia o nascente ocorrerá às 5h30 – um horário apropriado para o inicio das atividades sócio-econômicas – e o poente às 18h30, também adequado para o encerramento das atividades, principalmente econômicas, ou seja, de trabalho, de aulas e ainda com um tempo para uma gostosa caminhada nos calçadões.

16 novembro 2005

Estágio em Jornalismo

Este é um tema caro para estudantes, profissionais e professores de jornalismo. Os estudantes quando chegam nos últimos semestres visualizam na oportunidade de estágio uma garantia de trabalho após a conclusão do curso e uma forma de se integrarem no mercado profissional e atuar ao lado de “jornalistas profissionais”, alem é claro do fato da visibilidade pessoal. Esse mercado por sua vez é cruel com os estudantes. Antes de continuar é importante esclarecer uma premissa deste texto: estágio em jornalismo é ilegal. A atuação na atividade jornalística é restrita aos profissionais diplomados. Os estudantes têm um destino triste. Quando concluem o curso e alimentam uma esperança de garantir o emprego com o diploma na mão, são dispensados. E em seu lugar a empresa admite novo estagiário. Por que acontece isso? Simples. O salário pago aos “estagiários” não passa de um salário mínimo. O contrato de estágio não dispende a empresa de várias obrigações trabalhistas, o que torna essa atividade muito interessante.

De outro lado o “estagiário” cumpre as mesmas tarefas e, muitas vezes, sem qualquer demérito em relação ao jornalista profissional. Importante destacar que os contratos de estágio administrados pelas instituições que gerenciam a atividade, como IEL ou CIEE, não garantem a legalidade da situação. Do lado dos cursos de jornalismo e dos professores, a figura do estágio não tem controle, não há supervisão e não se tem como garantir que aconteça o processo de aprendizagem, objetivo claro de qualquer procedimento de estágio nas demais áreas profissionais. Além disso, sem supervisão, o estagiário acaba realizando tarefas relativas ao serviço de cafezinho ou de entrega e recebimento de documentos, é um multitarefa. Sem supervisão o estudante assimila todos os vícios comuns da profissão, existente no cotidiano de qualquer prática profissional.

A partir da pseudo-experiência há um convencimento de que aprendeu o suficiente e necessário e que o estudo, a pesquisa é dispensável, pois está entre o olimpianos do jornalismo e portanto se sente integrante. A realidade despenca nos momentos que sente a angústia de produzir um bom texto, nos momentos em que a chefia de redação cobra um trabalho melhor realizado e, principalmente, no momento que é dispensado do “estágio”. Para estudantes, profissionais e professores de jornalismo é importante lembrar que o Ministério Público do Trabalho realiza fiscalização periódica, pois há abusos e irregularidades no processo de estágio. Ter clareza que o “estágio” realizado muitas vezes sem qualquer remuneração ou por meio de pagamento simbólico é considerado fraude e portanto passível de processo judicial. Mas nem tudo está perdido.

Existe em vários estados uma regulamentação de estágio que é estabelecida entre as universidades, o sindicato dos jornalistas e as empresas que desejam oferecer oportunidade de estágio, além disso o estágio deve estar previsto no Projeto Pedagógico do Curso. Os estudantes de jornalismo devem conhecer bem a legislação que regulamenta a profissão, principalmente o que trata o Decreto n.º 83.284 de 13 de março de 1979, no artigo 19 que diz: “Constitui fraude a prestação de serviços profissionais gratuitos, ou com pagamentos simbólicos, sob pretexto de estágio, bolsa de estudo, bolsa de complementação, convênio ou qualquer outra modalidade, em desrespeito à legislação trabalhista e a este regulamento”.

05 novembro 2005

A insensatez de um governo desequilibrado

O resultado do Referendo foi mais uma das muitas atrapalhadas do governo atual. Cercado de fatos que mais atrapalham a normalidade democrática do que ajudam na manutenção de uma economia estável e de uma política consistente. O resultado das urnas no último domingo não representa a vontade popular cansada de tanta violência. Os fatos do cotidiano fazem refém a população que está na mão dos bandidos. É uma violência generalizada desde os pequenos roubos do supermercado, da padaria da esquina, passa pelos assaltos, roubos de carro e chega aos roubos milionários comandados pelos políticos corruptos. Mas numa república de bananas ladrão de galinha vai para a cadeia, ladrão da economia nacional faz festa de aniversário para centenas de convidados em sua chácara no interior do país.

E muito pior que o resultado do Referendo, onde, verdadeiramente, a população deu um recado aos políticos e ao governo federal, é o próprio Referendo. Num país carente de escolas, hospitais, onde professores universitários estão parados há mais de 60 dias sem qualquer sinal do governo para resolver a situação, onde o ministro da Educação diz que não há como melhorar a educação se os professores recebem salários de fome, mas não passa de discurso, pois as verbas estão destinadas ao caixa 2; a despesa para organizar e realizar o Referendo chegou a quase 1 milhão de reais, dinheiro suficiente para equipar muitas escolas e hospitais. O Congresso Nacional decide, nos conluios ou no voto, matérias muito mais importantes que o que foi decidido pelo Referendo, não há justificativa para essa gastança. O fato apenas demonstra o desequilíbrio de um governo desgastado e inócuo, que para demonstrar seu compromisso com a democracia leva milhões de brasileiros às urnas. E um fato que deveria ser tratado de forma mais coerente, de forma mais séria, é decidido a partir de um desgaste político do governo federal e impõe, portanto, uma decisão que não corresponde aos anseios da população, ou seja, acabar com a escalada exacerbada da violência, acabar com a insegurança em que vive cada brasileiro.

A mídia de maneira geral não apresenta claramente o caos em que vive o país, até mesmo para não criar convulsão social. No entanto, a institucionalização da violência, os altos índices de desemprego, a miséria que assola cada dia mais a população de um lado e de outro o gasto desenfreado da classe política, seja representada pelo congresso, seja representada pelo palácio do Planalto, em que se falam em milhões de reais com uma naturalidade absurda, diante de uma população miserável que sobrevive com R$ 300,00 por mês. Muitos condenaram o SIM, muitos condenaram o NÃO, mas poucos avaliaram a desfaçatez de um plebiscito sem propósito e de orçamento milionário. E a uma mídia que mostra a população “exercendo seu papel de cidadão”. É cômico verificar o trabalho de produção, produção mesmo, das emissoras de TV e assistir as reportagens em que se mostram senhoras idosas, pessoas simples “orgulhosas por exercerem sua cidadania por meio do voto”.

03 setembro 2005

Congresso Nacional no fundo do poço

O Congresso Nacional perdeu todo respeito. Os políticos, regra geral, não tem moral para falar qualquer coisa. Espera-se que a população tenho boa memória e não recoloque essa turma em Brasília. O povo tem memória! Tanto é verdade que a cada ano aumenta sensivelmente o números de votos brancos, nulos e não votantes. O problema é que o governo, o judiciário e os parlamentares não querem ver isso e mesmo que um candidato seja eleito por 1 voto, tomará posse e é isso que importa para eles. Se o voto não fosse obrigatório no Brasil, com certeza teríamos candidatos eleitos por míseros votos. Talvez o poder judiciário avaliasse melhor o processo eleitoral.

2005, caos e catástrofe!

Sem dúvida alguma 2005 se constitui a cada semana, a cada mês num ano singular para todos. Os fato começam a efervescer a partir de maio. Primeiro são as denúncias de corrupção nas estatais, o que, para a maioria da população não é segredo e nem algo supreendente. Contudo esses fatos se tornam agravantes e aí sim supreendentes quando a corrupção é escancarada e realizada num governo que se diz democrático, trabalhador, ético, sério; um governo que se elegeu com a bandeira da ética e da não corrupção. Uma pausa nesse tema, necessária, pois todos conhecem bem o enredo, se trata de procedimentos regulares em todos os governos brasileiros. Do outro lado estão os fatos que também chocam a população e a deixa perplexa e assustada. São os revéses da natureza: a rotina do ciclone no sul do país, as mudanças bruscas de temperatura quando num dia há um calor abafante e noutro um frio de bater o queixo. Num outro ponto do planeta furacões que arrasam cidades, muito bem anotado por uma fonte de uma revista semanal que afirmou estar vivendo no terceiro mundo, tal a situação de caos da cidade após a passagem do furacão. E ainda em outro ponto a terra pega fogo, em queimadas gigantescas que ameaçam cidades. A natureza, mais do que as pessoas, reclama do trato que recebe. Contudo a natureza não amorfa, não está anestesiada como estão todos com tanta balbúrdia, com tanto roubo da "coisa pública". Os homens deveriam se mirar nas manifestações da natureza, assim como os primitivos faziam. Aconteceram fatos que não estão corretos, em acordo com os mais elementares e éticos processos de relacionamento humano, se manifestar como a natureza agredida. Se formar observar de forma mais detalhada e com olhar mais distante, poderemos perceber o caos neste minúsculo planeta. As relações de corrupção, de favorecimento, de se levar vantagem em tudo, de estabelecer critérios como "aos amigos tudo, aos inimigos a lei", ou ainda, fomentar um único e padronizado pensamento em instituições que deveriam desenvolver e defender a universalidade e a diversidade de idéias, teses e posições. De outro lado, governantes que estão completamente insensíveis aos problemas da população, seja neste terceiro mundo ou na "América". Os fatos nas cidades atingidas pela fúria da natureza demonstra que os dirigentes não desenvolvem ações para atender a população. Se a casa dos mesmos não for atingida, não querem saber o que acontece com os outros. Somente lembram "dos outros" em épocas de eleição. É o caos! Organizado ou desorganizado? Momento complicado este!

30 agosto 2005

Imprensa colabora com a pizza das CPI's

O processo em curso nas Comissões Parlamentares de Inquérito realizada no Congresso Nacional, sejam as CPI’s mistas (CPMI) – deputados e senadores – ou formadas exclusivamente por deputados ou senadores, apresentam informações sob, pelo menos, dois aspectos. O primeiro e também o principal se trata das informações que os parlamentares, no processo de investigação, questionamentos e apuração diante dos depoentes, produzem e que enriquecem a população brasileira no que diz respeito ao conhecimento dos mecanismos de corrupção e da identificação dos possíveis envolvidos nesse crime. Esse lado do trabalho da imprensa é o mais conhecido e é o que mais a população visualiza e percebe. No entanto existe o “outro” lado não tão claro assim, mas não menos importante. As sessões das CPI’s se tornaram um palco onde dezenas de atores se revezam em performances dignas dos melhores atores de Hollywood. Comentário em sala de aula recentemente sobre a cobertura da imprensa nas CPI’s enfatizou o trabalho incessante dos assessores de imprensa ou comunicação no trabalho de confecção dos releases eletrônicos. Deputados e Senadores se acotovelam para aparecer mais e melhor na frente das câmeras. O fato chega ao ridículo quando alguns políticos solicitaram intervenção para dizer que esqueceu o que ia perguntar ou então, como aconteceu recentemente com uma senadora sulista, fazer a mesma pergunta realizada anteriormente há alguns minutos, cena acompanhada por milhões de pessoas, pois uma rede de televisão veiculou o episódio de forma capciosa. Não obstante ao objetivo pouco ética da emissora, o fato é que há uma nova novela no ar. Parece que os maquiadores de plantão no Congresso estão com as agendas lotadas. Sim, pois cada “ator” deseja aparecer com visual impecável. E o que deveria ser uma sessão séria, uma investigação para apurar a corrupção e os crimes eleitorais, se torna um espetáculo. E pior, um espetáculo em que será distribuído no final uma grande rodada de pizza para a platéia. Do lado da imprensa, o denuncismo, a espetacularização da notícia agrava o enredo. A imprensa se delicia com os novos “galãs” de plantão. Esse comportamento não contribui para o esclarecimento público, para o legítimo e ético papel de produção e distribuição da informação, um bem público. A imprensa contribui para distorcer as informações. Não atua de forma objetiva. Há um processo crucial para a democracia no país e uma irresponsabilidade dos parlamentares e da imprensa na execução desse processo.

29 agosto 2005

Calçadas perigosas e inadequadas em Natal (RN)

Uma observação mais atenta da cidade faz perceber o também descalabro com os portadores de deficiência física e mesmo para os próprios pedestres. A situação das calçadas é lamentável. É um desrespeito àqueles que necessitam transitar pelas ruas e avenidas e se estão impedidos devido ao completo desnivelamento. Em alguns casos, em algumas ruas de Capim Macio, novas calçadas estão em construção prevendo escadas. É isso mesmo! Embora exista uma lei federal e uma lei complementar municipal que obriga os proprietários na adequação das calçadas, o que se percebe é a construção de verdadeiros obstáculos nesses passeios. Duas situações totalmente ilegais e inconvenientes estão localizadas na mesma via pública em Capim Macio, apenas para citar um exemplo entre centenas que ocorrem em Natal. Essas situações ocorrem na rua Walter Fernandes, local em que a cada chuva mais intensa forma uma lagoa, denunciada várias vezes pela TRIBUNA DO NORTE e pela imprensa em geral, e a prefeitura não toma providências. Nesse local um novo supermercado construiu a calçada para atender os seus interesses e nivelou quase um metro acima do piso da via. O fato criou uma barreira que represa a água, o que vai agravar o problema até então existente. Para atingir o nível do prolongamento da calçada estão a construir uma escada. Uma escada também existe nessa mesma via alguns metros adiante, na direção do bairro. Esses, infelizmente, não são exemplos isolados. Estão espalhados pelo bairro e pela cidade. A organização não-governamental Natal Voluntários, por meio do projeto 7º e 8º tempo, realizou duas campanhas de conscientização para o nivelamento das calçadas que tiveram como tema “Livre acesso às calçadas, Vitória da Cidadania”. Nada adiantou. A lei municipal nº 4090 de 3 de julho de 1992, em cumprimento à constituição federal regulamenta a “eliminação de barreiras arquitetônicas” e obriga aos proprietários a corrigir os desníveis para atender aos portadores de deficiência física para seu livre trânsito. A lei é completamente ignorada e o poder público é inoperante para fazer cumprir a lei. A situação de desnivelamento das calçadas obriga até mesmo pessoas não portadoras de deficiência a realizar uma verdadeira “corrida de obstáculos”. Em algumas o desnivelamento é tão elevado que obriga às pessoas a realizarem “saltos ornamentais” para conseguir transitar. Esta é uma tarefa de moradores, proprietários e do poder público: se faz urgente o nivelamento de todos os passeios públicos, calçadas de Natal. O poder público deve agir e fiscalizar esses problemas, exigir, cobrar dos proprietários a adequação de suas calçadas às leis, sob pena de rigorosas multas. É um completo desrespeito ao contribuinte, ao público que necessita transitar pelas calçadas e pior ainda quando se trata do respeito às pessoas portadoras de deficiência física.

26 agosto 2005

A qualidade de um Curso de Jornalismo e o Sindicato de Santa Catarina

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina - www.sjsc.org.br - realizou na última semana as eleições para a diretoria da entidade. Segundo o sítio da Sindicato, de todos os profissionais aptos a votar, 62,55% compareceram para o pleito. O texto relata ainda que o número de eleitores superou o quórum mínimo, de 146 votantes, que representam 30% do total de associados que estavam em dia com as mensalidades sindicais em 22 de julho. Esse fato representa, de forma sensível, a consciência profissional dos jornalistas no estado. Também representa a qualidade do Curso de Jornalismo da UFSC e dos demais oferecidos na região. Ou seja, até mesmo no momento da participação nas atividades sindicais se comprova o trabalho realizado num curso. Esse não é um fato isolado. A participação do SJSC nas atividades do Cursos da UFSC e, de outro lado, a participação dos alunos nas atividades do Sindicato demonstram a conscientização dos jornalistas e dos estudantes de jornalismo no que diz respeito à sua atividade profissional.
Que este fato sirva de exemplo para professores, coordenadores e dirigentes sindicais do jornalismo em todo o Brasil.

Jorge Pedro reafirma importância de Cursos de Jornalismo


O jornalista e professor da Universidade Fernando Pessoa, em Portugal, Jorge Pedro de Sousa, ressaltou a importância da estruturação de Cursos de Jornalismo. Em sua palestra realizada no último dia 24 de agosto no auditório do CCET, na UFRN, Jorge Pedro disse que a organização dos cursos da área de comunicação que formam jornalistas em CURSOS DE JORNALISMO é necessária e imprescindível para a qualidade do ensino e da formação profissional. Diz ele que há muitas áreas no jornalismo que devem ser estudadas no período do curso e que um curso que seja organizado em módulos de comunicação e de ciências humanas pode prejudicar a qualificação do profissional. Jorge Pedro entende que os estudos de filosofia, sociologia, antropologia, psicologia e outros devem ser diluídos no decorrer do curso e sempre associados às práticas do jornalismo. Não se trata de separar aquilo que é técnico do que é teoria ou ciências humanas, mas realizar a integração das matérias. A atividade jornalística requer do profissional amplo conhecimento em ciências sociais, humanas e exatas, mas esse conhecimento não pode ser apartado da sua prática, pois no cotidiano da produção jornalística não se fará qualquer separação.
A palestra foi promovida pela Base de Pesquisa Comunicação, Cultura e Mídia da UFRN, como parte das atividades do Curso de Especialização em Jornalismo Econômico.