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23 julho 2008

FNPJ divulga Carta Aberta ao STF

O presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof divulgou nesta terça-feira, Carta Aberta ao STF a favor do diploma para o exercício profissional em jornalismo. A carta ressalta o avanço no jornalismo brasileiro com a exigência do diploma, largamente elogiado pelos jornalistas dos países desenvolvidos.

O presidente do FNPJ destaca também que "a obrigatoriedade do diploma é um requisito legal para o exercício de determinada profissão, e não para o exercício do direito de expressão". Spenthof ressalva ainda na carta que "o médico, o advogado e o engenheiro, assim como todo e qualquer profissional não-jornalista ou todo e qualquer cidadão, não estão impedidos, por nenhum mecanismo legal ou profissional, do jornalista ou de suas próprias profissões, de manifestar seu pensamento por intermédio do trabalho profissional do jornalista. Ao contrário, é dever do jornalista assegurar a todos o máximo de acesso aos espaços de opinião da sociedade representados pela mídia".

Leia a íntegra da Carta:

CARTA ABERTA DO FÓRUM NACIONAL DE PROFESSORES DE JORNALISMO (FNPJ) AOS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)


A formação superior prévia em jornalismo é fundamental para a democracia


Senhores ministros:


O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), entidade que congrega professores de jornalismo de todo o Brasil, vem manifestar perante essa Corte a sua preocupação com a possível eliminação da obrigatoriedade da formação superior específica e prévia em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista no Brasil, no julgamento do STF que se avizinha.
A entidade que representamos, senhores ministros, está convicta de que a medida pleiteada pelo Ministério Público terá efeito exatamente inverso ao pretendido, no seu principal aspecto. O fim da obrigatoriedade dessa formação prévia significará séria restrição a dois direitos fundamentais dos cidadãos e das cidadãs brasileiras, garantidos na Constituição Federal e inspirados na Declaração Universal dos Direitos Humanos: os direitos-irmãos de manifestação do pensamento e de acesso à informação. Também representará um grave revés no acesso democrático à profissão de jornalista, cujas normas são vigentes desde que o Decreto-Lei 972/69 (que ora se pretende modificar) entrou em vigor.
No primeiro caso, isso ocorre por uma simples questão sobre a natureza do que está em debate. A assim chamada obrigatoriedade do diploma é um requisito legal para o exercício de determinada profissão, e não para o exercício do direito de expressão. E não faz diferença se essa profissão é a do jornalista ou do médico, advogado, engenheiro. Isso porque o jornalista não é um opinador público ou o portador de um uma espécie de registro que supostamente lhe daria o mandato, exclusivo, para opinar. Ao contrário, por dever ético e eficácia técnica, o jornalista não manifesta seu pensamento no exercício profissional.
Entretanto, inversamente, o médico, o advogado e o engenheiro, assim como todo e qualquer profissional não-jornalista ou todo e qualquer cidadão, não estão impedidos, por nenhum mecanismo legal ou profissional, do jornalista ou de suas próprias profissões, de manifestar seu pensamento por intermédio do trabalho profissional do jornalista. Ao contrário, é dever do jornalista assegurar a todos o máximo de acesso aos espaços de opinião da sociedade representados pela mídia.
Em outras palavras, as notícias e reportagens – o produto do trabalho profissional do jornalista, pelo qual é remunerado ao final do mês – não contêm, e não devem conter, por norma profissional, as suas opiniões pessoais. Como profissional, o jornalista é um produtor de conhecimentos específicos sobre a dinâmica viva e imediata da realidade social e um mediador dos conhecimentos e opiniões que disputam o acesso à esfera pública social. É a melhor ferramenta de equilíbrio das diversas correntes de opinião em disputa por visibilidade pública.
Embora saibamos que a postura ética dependa de diversas condicionantes pessoais e sociais, podemos atestar, como professores de jornalismo, que a preparação dos futuros profissionais para o mundo do trabalho se dá com base na profunda problematização dos procedimentos éticos aplicados à profissão e no treinamento para o exercício dessa função de mediador da realidade social, e não para o exercício de “opinador”.
Toda a preparação acadêmica para o exercício do jornalismo está fundamentada na preocupação de que, aproveitar-se do acesso aos meios de comunicação para emitir a própria opinião, ou a do proprietário do veículo, constituiria privilégio inaceitável do ponto de vista ético.
E é exatamente a radicalização de privilégios inaceitáveis o que vai ocorrer caso seja aprovado o fim da obrigatoriedade do diploma, principalmente se essa medida vier embasada na compreensão, equivocada, de que o exercício do jornalismo é o exercício da opinião. O jornalismo opinativo – que, a rigor, nem poderia ser conceituado tecnicamente como jornalismo – faz parte de uma fase embrionária da imprensa, cuja essência é preservada nos espaços editoriais e de opinião dos veículos.
O jornalismo moderno, porém, é o jornalismo informativo, e seu produto por excelência é a notícia, mais complexa ética e tecnicamente de ser trabalhada. As notícias de qualidade, obra de profissionais capacitados, são essenciais para a vida democrática, pois contribuem para, entre tantas outras coisas, a própria formação da opinião fundamentada.
Vincular o direito de manifestação do pensamento, não por acaso inscrito entre as cláusulas pétreas da nossa Carta Magna, ao exercício profissional do jornalista, significa ferir drasticamente ambos: o direito à manifestação de pensamento estaria reservado de forma privilegiada, no âmbito dos meios de comunicação, a uma categoria profissional; o exercício do jornalismo seria reduzido à expressão de opiniões.
Se dependesse da inscrição de todos os cidadãos na atividade jornalística, e se esta o permitisse, o direito humano de manifestação do pensamento estaria restrito aos poucos que poderiam fazê-lo como atividade exclusiva ou semi-exclusiva (exigência feita a um profissional) e que estariam dispostos a se submeter a outras leis e outros constrangimentos que regem o mundo do trabalho.
Além de ser inócuo e, ao contrário, uma forma de inibição do direito à manifestação do pensamento, o fim da obrigatoriedade do diploma significaria um duro golpe em outro direito fundamental dos cidadãos: o direito à informação de qualidade, inclusive como direito-meio para o exercício de outros direitos, especialmente o de terem direitos. Isso porque o exercício da cidadania, inclusive a manifestação pública do pensamento, depende cada vez mais de uma informação jornalística de qualidade, equilibrada, e que reflita a pluralidade social.
A revogação dessa exigência legal da qual tratamos aqui significaria quebrar o único mecanismo que, num Brasil sem marco e sem órgãos regulatórios claros e ativos na área da comunicação social, estabelece um contraponto ao poder dos dirigentes de órgãos jornalísticos, sejam eles públicos ou privados, de definir soberanamente os conteúdos veiculados. Estamos falando de uma corporação profissional que se constitui não segundo o perfil determinado pelo empregador, mas a partir de normas e conhecimento prévio adquirido em instituição superior de ensino, que essa categoria tende a defender permanentemente.
Por último, lembramos que obrigatoriedade do diploma não significa impedir o acesso democrático ao trabalho. No caso, ao trabalho jornalístico. A nossa lei maior é clara ao dizer que é livre o exercício de qualquer profissão, respeitadas as condições estabelecidas em lei. E quis a lei que todos os cidadãos que desejarem ser jornalistas continuassem tendo esse direito assegurado. Contudo, e em sintonia com a nova Constituição, apesar de ter sido editada antes e em plena vigência do regime autoritário, estabeleceu uma condição de caráter indubitavelmente democrático: tirou das mãos do proprietário de mídia o poder de determinar o acesso à profissão e o transferiu para as instituições superiores de ensino de jornalismo. Trata-se de legítimas instituições da sociedade, uma vez que exercem atividade de natureza pública, mesmo quando se organizam sob regime jurídico privado.
Segundo a lei em vigor, e que precisa ser mantida e aperfeiçoada, é desse corpo profissional formado em instituições superiores de ensino, que cada dirigente de organização jornalística poderá escolher aqueles que exercerão, em seu veículo específico, de forma profissional e remunerada, a atividade técnico-intelectual e pública do jornalismo. Profissional preparado para o trabalho, segundo normas e técnicas profissionais que visam à informação de qualidade, produzida e publicada em respeito às regras democráticas. E um constante guardião destas, como membro do “quarto poder”, expressão cunhada pela tradição democrática não apenas para conferir legitimidade à profissão, mas também e principalmente para exigir dos jornalistas responsabilidade e competência à altura da sua missão de informar à sociedade.

Brasília-DF, julho de 2008


Edson Luiz Spenthof
Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo

04 julho 2008

Fenaj divulga Manifesto em favor da regulamentação da profissão de jornalista

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgou nesta sexta-feira, 4 de julho, "Manifesto à Nação" em favor da regulamentação profissional do jornalista e da exigência do diploma para o exercício da profissão.

Leia a íntegra do Manifesto:

Em defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil

A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.

A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.

Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.

É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!

FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil

19 junho 2008

Seminário de Ciberjornalismo acontece na UFMS

O Seminário de Ciberjornalimo promovido pelo CIBERJOR, Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo da UFMS, acontece nesta sexta-feira, dia 20 de junho. O evento terá a palestra do professor Dr. Marcos Palácios no auditório do CCHS/UFMS, em Campo Grande (MS).

O professor Dr. Marcos Palacios apresentará reflexão com o tema "O alargamento do campo jornalístico: panorama atual e cenários futuros" que faz referência ao desenvolvimento e perspectivas do Ciberjornalismo.

O professor Dr. Marcos Palacios é jornalista profissional, com experiência no jornalismo baiano (Tribuna da Bahia) e Ph.D. em Sociologia pela University of Liverpool, Inglaterra. Começou sua carreira acadêmica como docente na University College of Swansea, na Grã-Bretanha, em 1980, tendo trabalhado posteriormente no Centro de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (UFPA), antes de se transferir para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1986. Foi coordenador de vários programas de pós-graduação nas áreas de Sociologia do Desenvolvimento e Comunicação Social, tendo sido um dos idealizadores do Centro de Estudos em Cibercultura da Faculdade de Comunicação (FACOM) da Universidade Federal da Bahia e do Projeto Sala de Aula de Educação à Distância. Atualmente, conjuntamente com o Prof. Elias Machado, coordena o Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online (GJOL) da Faculdade de Comunicação da UFBA, onde é Professor Titular de Jornalismo.

O evento também marca o ato inaugural do Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo (CIBERJOR) que possui 9 professores pesquisadores e 4 estudantes de graduação. Fazem parte do Grupo os professores José Márcio Licerrre, Gerson Luiz Martins, Taís Tellaroli, Éser Cáceres e Davi Santos da UFMS; Lucas Reino da Faculdade Estácio de Sá; Thaísa Bueno e Alexandre Maciel da Uniderp e Inara Silva da UCDB; e ainda os estudantes de Jornalismo da UFMS, Fernanda Lopes, Kleomar Carneiro, Laryssa Caetano e Catarine Sturza.

Serviço
Data: 20 de junho
Local: Auditório do CCHS/UFMS
Hora: 19h00
Inscrições: Gratuitas no Local
Emissão de Certificado

13 junho 2008

Ação do diploma de jornalista está na pauta do Supremo Tribunal Federal

Do Boletim da Fenaj

Está na pauta do Supremo Tribunal Federal o recurso extraordinário sobre a exigência do diploma de formação universitária específica para o exercício profissional do Jornalismo. A FENAJ considera que o momento é decisivo para a categoria. Por isso desencadeará nova e ampla mobilização em defesa dos interesses dos jornalistas.

A Executiva e a Coordenação Nacional da campanha em defesa do diploma reuniram-se em telereunião nesta quarta-feira (11/06). Foi definido um plano de Mobilização a ser implementado nos próximos dias. A idéia é envolver os Sindicatos da categoria, cursos de Jornalismo, entidades da área, movimentos sociais e todo o apoio material e político possíveis para sensibilizar o STF.

Para o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, o questionamento da exigência do diploma para o exercício do jornalismo revela “o inequívoco interesse empresarial em derrubar tal exigência como elemento central de desregulamentação da profissão”. Murillo considera, no entanto, que uma ampla movimentação da categoria neste momento será determinante.

Na próxima semana ,o advogado que defende o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e a FENAJ nesta ação, João Roberto Piza Fontes, entregará um memorial sobre esta questão aos ministros do STF.

02 maio 2008

XI ENPJ reúne fundadores da entidade

O XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo foi oportunidade de encontro também de alguns professores de jornalismo que participaram da fundação do FNPJ, no Seminário realizado em Campinas, em abril de 1994.

Estiveram em São Paulo, no XI ENPJ, os professores Paulo Roberto Botão, Carmen Pereira, Joaquim Lannes, Ivete Cardoso, Aline Grego, Marcel Cheida e Gerson Luiz Martins. Este grupo participou do Seminário de Atualização para Professores de Jornalismo, promovido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo - LABJOR e coordenado pelo professor José Marques de Melo e pelo jornalista Alberto Dines. Os professores que participaram desse Seminário foram desafiados pelo professor José Marques de Melo a se organizarem em prol dos problemas comuns do ensino de jornalismo.

Dessa forma, o professor Marques de Melo é, mais uma vez, o responsável principal pela organização dos professores de jornalismo, hoje concretizado no Fórum Nacional de Professores de Jornalismo que, em 2008, realizou seu 11º Encontro Nacional.

29 abril 2008

12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo será em Belo Horizonte

A Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo aprovou, no último dia 21 de abril, na Universidade Mackenzie, Belo Horizonte como local em que será realizado o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (12º ENPJ).

A proposta foi apresentada pela professora Sandra Freitas da PUC de Minas Gerais com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, Governo de Minas Gerais, da direção da Faculdade de Comunicação da PUC e da reitoria da instituição.

O evento está previsto para os dias 30 de abril, 1 e 2 de maio de 2009. A diretoria do FNPJ deverá propor, nos próximos dias, o tema do Encontro.

Professores de Jornalismo aprovam proposta para estágio

Os professores de jornalismo reunidos em Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), no dia 21 de abril, aprovaram proposta para regulamentar o estágio dos estudantes. Segundo o presidente do FNPJ, Edson Spenthof, eleito nessa Assembléia, "após 30 anos de polêmica, os professores têm uma proposta nacional sobre o assunto", destacou ainda a importância de uma proposta advindo dos professores.

Spenthof destacou ainda pontos importantes da proposta em que a maioria dos associados presentes votou e decidiu por permitir a carga horária de estágio de 30 horas semanais, a realização do estágio a partir do momento julgado apropriado por cada curso de jornalismo, levando em consideração a sua estrutura curricular, o seu projeto pedagógico e as condições de supervisão, e deixar expresso que o estágio também será supervisionado nas organizações não-governamentais.

A proposta dos professores, denominada "proposta do FNPJ", será encaminhada para debate com os profissionais jornalistas no Congresso Nacional dos Jornalistas que acontece em agosto, em São Paulo. Segundo Spenthof, "pretende-se tirar uma proposta única, entre profissionais e professores, entre Fenaj e FNPJ para regulamentar os estágio nos cursos de Jornalismo do país".

1º Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo foi realizado em São Paulo

O 1º Colóquio Ibero-Americano de Professores de Jornalismo, que finalizou o terceiro dia do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, contou com a participação de Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha) e Nilson Lage, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Presente também, o professor Gerson Luiz Martins, como mediador, em seu último dia como presidente do FNPJ, e Leonel Aguiar, docente da PUC-Rio e novo diretor-científico do FNPJ.

Salaverría, especialista em mídia digital, acredita que o jornalismo digital não ameaça os demais meios de comunicação. Ele revelou que, na Espanha, a mídia televisiva atinge cerca de 90% da população, mas é a internet que serve como maior fonte de notícias para os espanhóis; a TV é tida mais como fonte de entretenimento. Uma observação relevante abordada pelo professor da Universidade de Navarra é que o ciberjornalismo apenas poderá ser considerado uma legítima fonte de informação quando tiver repórteres exclusivos, que produzam conteúdo de acordo com a linguagem da Internet.

Além disso, ele mostrou como o ciberjornalismo pode influenciar as mídias mais tradicionais. Um exemplo é o fato de grande parte dos jornais impressos voltados à temática esportiva atualmente possuirem editorias personalizadas para cada grande clube de futebol, tendência que começou com os sítios especializados.

O professor Nilson Lage, por sua vez, centrou sua palestra nos defeitos e vícios do Jornalismo. Ele comentou como os profissionais da área se apóiam nos chamados “especialistas”, que acabam sendo os que constroem a reportagem, em detrimento dos jornalistas, que muitas vezes não apuram a informação. “Não é o jornal que faz a notícia, mas sim um sistema complexo”, disse.

Quanto à questão do ensino, Lage observou que as universidades, em sua maioria, preocupam-se mais em formar os alunos ideologicamente do que em instruí-los de acordo com a realidade do mercado de trabalho. Por fim, o professor criticou a enorme quantidade de cursos de Jornalismo existente no país, pois não há possibilidade do mercado absorver todos os profissionais recém-formados, além de muitas graduações não apresentarem qualidade satisfatória.

Nova diretoria do FNPJ toma posse em São Paulo

A nova diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo(FNPJ) tomou posse na assembléia de encerramento do 11º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, realizada na manhã de 21 de abril, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Eleita com a unanimidade dos votos dos sócios presentes ao evento, a nova direção terá mandato até 2010.

Após ser empossado, o presidente da nova diretoria, professor Edson Spenthof (UFG-GO) destacou a importância da atuação do FNPJ no processo de defesa da qualidade do ensino de jornalismo no Brasil. Reafirmou o compromisso de manter o diálogo e o trabalho conjunto com as demais instituições da área, como a SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo), Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância).

Spenthof chamou a atenção para o caráter singular do FNPJ, graças a sua atuação no campo acadêmico e também no campo político, no seu trabalho de interlocução com o Governo Federal e outros organismos que regulam e interferem na organização do ensino superior no país. Segundo ele, a entidade dá sinais visíveis de consolidação no cenário brasileiro da educação, o que qualifica os desafios da nova direção.

Antes de transmitir o cargo a Spenthof, o presidente no biênio 2006/2008, professor Gerson Luiz Martins (UFMS – MS), apresentou um breve balanço das atividades desenvolvidas nos últimos anos. Ressaltou a realização dos encontros regionais e estaduais de professores, a edição da Rebej (Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo), sob a coordenaççao do professor Juliano Carvalho, vice-presidente da entidade e as parcerias com a SBPJor, a Fenaj e a Andi.

A nova diretoria do Fórum está constituída da seguinte forma:

Diretoria Executiva
1. Presidente: Edson Spenthof (UFG – GO)
2. Vice-presidente: Juliano Carvalho (UNESP – SP)

3. Secretário-Geral: Carmen Pereira (Univ. Castelo Branco – RJ)
4. Segunda Secretária: Ana Prado (Unama – PA)

5. Tesoureiro-Geral: Marcel Cheida (PUC-Campinas – SP)
6. Segundo Tesoureiro: Vitor Menezes (Uniflu – Campos-RJ)

7. Diretor Científico: Leonel Aguiar (PUC-Rio – RJ)
8. Vice-Diretor Científico: Josenildo Guerra (UFS – SE)

9. Diretor Editorial e de Comunicação: Paulo Roberto Botão (UNIMEP – SP)
10. Vice-Diretor Editorial e de Comunicação: Mirna Tonus (UNIUBE - Uberaba-MG)

11. Diretor de Relações Institucionais: Gerson Luiz Martins (UFMS – MS)
12. Vice-Diretor de Relações Institucionais: Sérgio Gadini (UEPG - Ponta Grossa –PR)

Diretorias Regionais

1. Diretor(a) Regional Norte I: Lúcia Helena Mendes Pereira (UFT – TO
2. Diretor(a) Regional Norte II: Manuel Dutra (Unama – PA)

3. Diretor(a) Regional Nordeste I: Ricardo Mello (UCP – PE)
4. Diretor(a) Regional Nordeste II: Mônica Celestino (FSBA – BA)

5. Diretor (a) Regional Sudeste I: Marcelo José Abreu Lopes (Mackenzie – SP)
6. Diretor(a) Regional Sudeste II: Sandra Freitas (PUC-Minas – MG)

7. Diretor (a) Regional Centro-Oeste I: Thaïs Mendonça (UnB – DF)
8. Diretor (a) Regional Centro-Oeste II: Eliani Covem (UCG – GO)

9. Diretor (a) Regional Sul I: Elisa Leonardi (Unicentro – Guarapuava-PR)
10. Diretor (a) Regional Sul II: Tomás Barreiro (Unicenp – PR)

Conselho Consultivo

Ivete Roldão (PUC-Campinas – SP)
Valci Zuculoto (UFSC – SC)
Boanerges Lopes (UFJF – MG)
José Marques de Melo (UMESP/USP – SP)
Joaquim Lannes (UFV – MG)
Antonio Francisco Magnoni (Unesp – SP)
Franklin Valverde (Universidade São Marcos – SP)

Conselho Fiscal

Sandra de Deus (UFRGS – RS)
Jorge Kanehide Ijuim (UFSC – SC)
Narciso Lobo (UFAM – AM)

15 abril 2008

ANDI faz lançamento de livro no XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) realiza, na programação do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, o lançamento do livro "Políticas Públias Sociais e os desafios para o jornalismo". O evento acontece no dia 18 de abril, às 10h30, no auditório Piauí da Universidade Mackenzie com a palestra de um dos autores do livro, jornalista Eugênio Bucci. O livro, organizado pelo jornalista Guilherme Canela da Andi, tem ainda artigo do presidente do FNPJ, Gerson Luiz Martins; do repórter da TV Globo, Marcelo Canellas; do professor da UnB, Luiz Gonzaga Motta, Darcy Ribeiro, Eugênio Bucci, José Carlos Libânio, Mauro Porto, Raul Velloso, Regina Festa, Maria Helena Guimarães de Castro e outros autores de renome nacional.

A publicação insere-se no contexto do “InFormação - Programa de Cooperação para a Qualificação de Estudantes de Jornalismo”, que promove o aprimoramento da cobertura da agenda social pelas redações jornalísticas, a partir do acompanhamento sistemático das políticas públicas. O programa, lançado em 2006 pela ANDI, tem o apoio da Fundação W. K. Kellog e do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.

Útil para profissionais da comunicação, professores e estudantes de jornalismo, além de formuladores de políticas públicas, o livro, dividido em onze capítulos, contempla desde a questão da cobertura jornalística das políticas públicas sociais até o ensino do jornalismo e a agenda social.

Encerra hoje o prazo para pagamento e inscrição do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo

Encerra hoje, 15 de abril, o prazo para pagamento e inscrições para o XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece em São Paulo, na Universidade Mackenzie, na Rua Piauí, 143.

O XI ENPJ tem como tema Perfil e condições para o exercício da docência em Jornalismo, começa no próximo dia 18 de abril e vai até 21. A programação completa do evento está disponível no endereço: www.fnpj.org.br/11enpj.

O endereço para inscrição é: http://www.fnpj.org.br/soac/ocs/registration.php?cf=12

12 abril 2008

I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo terá participação de Nilson Lage

O I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo, programado para o dia 20 de abril, às 18h00, como parte da programa do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, terá a presença do professor Dr. Nilson Lage, representante do Brasil, como um dos debatedores.

O professor Dr. Nilson Lage é um dos fundadores do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo e professor do Programa de Mestrado em Jornalismo da UFSC, primeiro da área no Brasil. Nilson Lage tem graduação em Letras (Português Russo) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1977), mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978) e doutorado em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986). Aposentado compulsoriamente em 21 de novembro de 2006 do cargo de professor titular do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, trabalha como voluntário em cursos de pós-gradduação da mesma universidade. Tem experiência na área de Jornalismo, com ênfase em Técnicas de Jornalismo, atuando principalmente nos seguintes temas: teorias da cognição; jornalismo científico;semântica, semiótica e pragmática; ensino de jornalismo; linguagem jornalística, jornalismo audiovisujal, webjornalismo, divulgação de História do Brasil, teoria do jornalismo e lógica aplicada à linguagem mediática.

Participam ainda do I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo os professores Ramón Salaverría da Espanha, João Canavilhas de Portugal, Paulina Emanuelli da Argentina e Tomas Bass do Estados Unidos.

Mais informações no sítio web: www.fnpj.org.br/11enpj

10 abril 2008

FENAJ distribui boletim em defesa do diploma e da regulamentação profissional

Do Boletim da Fenaj

Na semana em que se comemora o Dia do Jornalista, uma das grandes lutas da categoria é intensificada com o lançamento de novas peças de mobilização. Você está recebendo o Boletim da campanha em defesa da formação específica em jornalismo. Reenvie esta mensagem para a sua lista de endereços. Nos próximos dias, os 31 Sindicatos de Jornalistas vão receber a versão impressa do Boletim, produzida com o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.

E os Sindicatos, escolas e outras entidades que ainda não têm o Cartaz da Campanha, impresso também com o valioso auxílio do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, podem solicitar a remessa à FENAJ, pelo e-mail fenaj@fenaj.org.br.

A coordenação nacional da Campanha em Defesa da Obrigatoriedade e Qualidade da Formação e da Regulamentação Profissional é formada pelos diretores dos Sindicatos dos Jornalistas do Paraná, Márcio Rodrigues, e de São Paulo, Rudi Gonçalves, e pelos diretores da FENAJ Alexandre Campello, Marjorie Moura, Valci Zuculoto (Depto de Educação), Edvânia Kátia e Aloísio Lopes (Depto de Relações Institucionais). Para enviar sugestões e se comunicar com eles, também basta enviar um e-mail para fenaj@fenaj.org.br, indicando que se destina à coordenação da Campanha do Diploma.

O Boletim também está disponível em: www.fenaj.org.br/diploma.php

08 abril 2008

Estágio estará em debate no VI Pré-Fórum da FENAJ

Do Boletim da Fenaj

A FENAJ promove, com a participação de profissionais, professores e estudantes de Jornalismo, o VI Pré-Fórum, que acontece no dia 18 de abril, antecedendo o XI Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo, em São Paulo. Nesta edição, o tema do Pré-forum será “O estágio como contribuição à formação do jornalista: as propostas da FENAJ e do FNPJ”. As inscrições ao XI ENPJ encerram no dia 15 de abril.

Os trabalhos do XI ENPJ, que tem como tema geral "Perfil e condições para o exercício da docência em Jornalismo", serão de 18 a 21 de abril, no Centro de Comunicação e Letras (CCL) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (Rua da Consolação, 930 - São Paulo). O VI Pré-Forum da FENAJ será às 14h30 do dia 18.

Alguns dos acúmulos obtidos com o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico, promovido pela FENAJ no final de março, deverão ser debatidos no VI Pré-Fórum.

Mediado pelo diretor do Departamento de Educação e Aperfeiçoamento Profissional da Federação Nacional dos Jornalistas, Alexandre Campello, o debate sobre o estágio contará com a participação do presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, do diretor científico do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Edson Spenthof, e do coordenador Sudeste I da ENECOS, Danilo Bueno Ipolito.

No dia 19 de abril haverá eleição para a nova direção do FNPJ. A inscrição de chapas foi encerrada no dia 4 de abril. Professor da Universidade Federal de Goiás, Edson Spenthof é o candidato a presidente do FNPJ.

Veja, a seguir, a programação completa do XI ENPJ.

FNPJ e FENAJ coletam dados sobre as escolas de Jornalismo

Do Boletim da Fenaj

O FNPJ e a FENAJ vão promover um levantamento, em todo o país, sobre o número exato de escolas de Jornalismo em funcionamento. Serão coletados dados sobre a situação de cada escola, o número de professores, quantos são jornalistas e quantos estudantes formam por ano ou semestre, além de alguns outros dados importantes.

Para isso, a FENAJ recorreu aos Sindicatos e o FNPJ às suas diretorias regionais. Na semana passada foi solicitado que cada Sindicato de Jornalistas, com a ajuda dos diretores da FENAJ e FNPJ nos seus estados, providencie o levantamento, enviando os dados para a Federação o mais rápido possível. A idéia é fazer um cadastro com os dados completos de cada um dos cursos de Jornalismo existentes no país.

A diretora do Departamento de Educação e Aperfeiçoamento Profissional da FENAJ, Valci Zuculoto, considera que este levantamento possibilitará uma maior aproximação das duas entidades com as escolas de comunicação. Ele é de fundamental importância para fortalecermos nossa relação com os cursos e as campanhas que as entidades do campo do Jornalismo desenvolvem, diz.

Segundo a diretora, informações mais detalhadas sobre os cursos, onde funcionam, quantos professores integram seus quadros, e o número de acadêmicos em formação serão importantes para potencializar campanhas dos jornalistas como as da defesa do diploma, da qualidade do ensino, do estágio acadêmico, e da valorização da profissão.

03 abril 2008

I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo terá participação de José Marques de Melo

O I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo, programado para o dia 20 de abril, às 18h00, como parte da programa do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, terá a presença do professor Dr. José Marques de Melo, representante do Brasil, como um dos debatedores.


O professor Dr. José Marques de Melo é presidente da Intercom e membro fundador do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo. A figura do professor Marques de Melo está marcada como uma das pessoas que incentivzaram, no Seminário de Aperfeiçoamento para Professores de Jornalismo, realizado na Unicamp em 1994, a criação de uma entidade que congregasse os professores de jornalismo para debate de suas peculiaridades, problemas e inovações. Nos primeiros anos, os professores reuniram-se no âmbito dos Congressos da Intercom. Em dois momentos, Belo Horizonte e Santos, foram organizadas reuniões em separado.  Depois dessas reuniões o grupo denominou-se Fórum de Professores de Jornalismo e daí em diante, houveram encontros anuais, mas não ainda de forma regular. Foi somente a partir de 2001, com o IV Encontro Nacional de Professores de Jornalismo de Campo Grande (MS) que os associados ao Fórum resolveram organizar encontros anuais. Desde 2004, o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo se constitui numa entidade jurídica de representação da categoria em todo Brasil.

Participam ainda do I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo os professores Ramón Salaverría da Espanha, João Canavilhas de Portugal, Paulina Emanuelli da Argentina e Tomas Bass do Estados Unidos.

Mais informações no sítio web: www.fnpj.org.br/11enpj

Inscrições para o XI ENPJ encerram no dia 15 de abril

Encerram no dia 15 de abril as inscrições para o XI ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES DE JORNALISMO. A diretora científica do FNPJ, Ivete Cardoso, lembrou ainda que os autores dos trabalhos aceitos deverão efetivar sua inscrição, para que possam apresentar os trabalhos. A inscrição para o XI ENPJ é realizada pelo sítio web, no endereço www.fnpj.org.br/11enpj.

O XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo acontece entre os dias 18 e 21 de abril, na Universidade Mackenzie em São Paulo. O tema geral do evento é "Perfil e condições para o exercício da docência em Jornalismo".

Segundo o coordendor geral local, professor Dr. José Carlos Marques, ainda nesta semana as escolas de jornalismo, sindicatos e associados ao FNPJ receberão os cartazes e folders do encontro para difusão do evento. Segundo Marques, o atraso no envio do material de divulgação se deu em razão das confirmações de convidados.

Informações sobre o evento estão disponíveis na internet, no endereço www.fnpj.org.br/11enpj ou com o Coordenador Local, professor Dr. José Carlos Marques, pelo e-mail: zeca.marques@mackenzie.br.

01 abril 2008

Conhecimento do Jornalismo foi tema de debate em Seminário de Florianópolis

Do Boletim da Fenaj

Com mais de 200 participantes, o I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo e o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico, realizados em Florianópolis de 27 a 29 de março, produziram importantes acúmulos para a reflexão sobre o jornalismo e a formação profissional. As propostas apresentadas serão submetidas ao XI Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo e ao XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, que ocorrem em abril e agosto, respectivamente, em São Paulo.

Na manhã de 28 de março, três painelistas fizeram exposições sobre o tema central do I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo. O professor Eduardo Meditsch (UFSC) citou conceitos de conhecimento de maneira geral, onde são construídas, as especificidades do Jornalismo como conhecimento e suas perspectivas. A seguir, o professor Carlos Franciscato (UFS), usou a linguagem para situar conhecimento e jornalismo. Ele falou do conhecimento no, do e para o Jornalismo. Por fim, o professor Gerson Martins (UFMS) apresentou sua visão do ensino do Jornalismo atualmente.

Posteriormente houve um debate com a participação dos professores. Tattiana Teixeira (UFSC), Celso Schröder (PUCRS) e Sérgio Luiz Gadini (UEPG-PR). Apesar das opiniões divergirem entre mais ou menos otimistas, todos concordaram que o Jornalismo segue para o amadurecimento de uma teoria própria. No período da tarde, teve início o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico que se estendeu até o dia seguinte, atualizando documentos sobre os temas aprovados em 1997 e 2006, respectivamente.

Os textos dos painelistas, bem como os relatórios e imagens dos eventos – o Mestrado em Jornalismo da UFSC organizou a transmissão ao vivo de atividades, via internet -, que estão sendo editados, serão disponibilizados no site da FENAJ nos próximos dias.

Repercussão positiva
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, avaliou que os eventos foram muito bem organizados pelo Sindicato dos Jornalistas de SC. Ele destacou que as atividades cumpriram seus objetivos. “Nós tínhamos uma dívida já há algum tempo com o debate teórico do Jornalismo como área de conhecimento e também precisávamos atualizar o debate sobre a formação profissional e o estágio”, disse. Para Murillo, o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico teve o mérito de organizar a discussão a ser travada no XXXIII Congresso Nacional da categoria, a realizar-se em São Paulo, em agosto.

Para o Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Gerson Martins, a escolha dos temas dos dois seminários foi feliz e apropriada para o momento, em função da necessidade de discutir as perspectivas do conhecimento do Jornalismo para ampliar a qualificação das escolas, dos professores e dos estudantes da área. “Estes seminários nos deram importantes contribuições, pois o XI ENPJ também debaterá estes temas e qualificando os docentes naturalmente estaremos qualificando as escolas e a formação dos futuros profissionais”, disse. Destacando a grande identidade entre o FNPJ, a FENAJ e a SBPJor, Martins considera que, o grande desafio será fazer com que os programas de formação acadêmica e estágio sejam de conhecimento das escolas de comunicação no país para sua efetiva implementação.

Carlos Franciscato, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, também considerou os seminários fundamentais para a formulação de um modelo de formação em Jornalismo com qualidade. “E o mais importante é que, para além de meramente assinarem os documentos sobre formação acadêmica e estágio, nossas entidades discutam e contribuam com propostas que façam avançar a formação em Jornalismo”, disse. Ele informou que as contribuições dos seminários serão debatidas também no encontro anual da SBPjor, que acontece de 19 a 21 de novembro, em São Paulo.

Annelize Tozetto, representante Regional Sul da Comissão Gestora da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, lamentou a falta de participação dos estudantes nos dois eventos: “os debates foram muito ricos e válidos, mas na maior parte das atividades só teve participação estudantil minha e de um colega de Brasília”. Ela diz que existe um preconceito quanto ao estágio, um debate que interessa bastante aos estudantes. “Existe uma imagem de que a FENAJ é contra o estágio, mas não foi o que eu vi”, conta, considerando que a regulamentação do estágio é fundamental para qualificar a formação acadêmica. Apesar da pouca participação estudantil, ficou empolgada. “Vou produzir um relatório e levar para os colegas da ENECOS uma impressão muito positiva dos debates realizados em Florianópolis”, assegurou.

27 março 2008

Seminários de Jornalismo começam hoje, 27

Encerrou ontem, 26, as inscrições para o I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo e o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico promovidos pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) em parceria com o FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo) e a SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo) com realização do SJSC (Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina). Os eventos serão realizados em Florianópolis, de 27 a 30 de março.

O I Seminário tem o objetivo de aprofundar a formulação e debate sobre o Conhecimento do Jornalismo, reunindo representantes dos vários segmentos do campo do jornalismo. Já o II Seminário é consultivo e visa a elaboração de propostas de atualizações do Programa Nacional de Projetos de Estágio Acadêmico 2006 e do Programa de Estímulo à Qualidade de Ensino 2004. Estas propostas serão encaminhadas para deliberação no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, em São Paulo, no mês de agosto.

A conferência de abertura dos dois Seminários será com o Professor Doutor Nilson Lage, autor de dezenas de livros sobre Jornalismo. Também são painelistas, debatedores ou coordenadores de mesa dos eventos os professores, pesquisadores e jornalistas Carlos Franciscato, Gerson Martins, Sérgio Murillo de Andrade, Eduardo Meditsch, Celso Schröder, Tattiana Teixeira, Sérgio Gadini, Rubens Lunge, Maria José Braga, Marjorie Moura, Valci Zuculoto e a estudante de jornalismo Annelise Tosetto.

Os painelistas já confirmaram participação e a abertura e o painel na UFSC (o I Seminário) serão transmitidos em tempo real, via internet.

Leia a programação nos endereços - www.fenaj.org.br ou www.sjsc.org.br

21 março 2008

Última semana de inscrições para os Seminários do campo do Jornalismo

Estão abertas, até o dia 26 de março, as inscrições para o I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo e o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico promovidos pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) em parceria com o FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo) e a SBPJor(Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo) com realização do SJSC(Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina). Os eventos serão realizados em Florianópolis, de 27 a 30 de março.

O I Seminário tem o objetivo de aprofundar a formulação e debate sobre o Conhecimento do Jornalismo, reunindo representantes dos vários segmentos do campo do jornalismo.

O II Seminário é consultivo e visa a elaboração de propostas de atualizações do Programa Nacional de Projetos de Estágio Acadêmico 2006 e do Programa de Estímulo à Qualidade de Ensino 2004. Estas propostas serão encaminhadas para deliberação no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, a realizar-se em São Paulo, em agosto.

As contribuições de propostas encaminhadas até 18 de março, data em que encerrou o prazo para envio de teses, estarão disponíveis aos interessados no site da FENAJ a partir de segunda-feira(24/03). Também é possível baixar do site da Federação e veicular os seguintes produtos de divulgação: um Spot de rádio e dois VTs (um, de menor resolução, para divulgação via internet, e o outro para veiculação em TVs).

A conferência de abertura dos dois Seminários será com o Professor Doutor Nilson Lage, autor de dezenas de livros sobre Jornalismo. Também são painelistas, debatedores ou coordenadores de mesa dos eventos os professores, pesquisadores e jornalistas Carlos Franciscato, Gerson Martins, Sérgio Murillo de Andrade, Eduardo Meditsch, Celso Schröder, Tattiana Teixeira, Sérgio Gadini, Rubens Lunge, Maria José Braga, Marjorie Moura, Valci Zuculoto e a estudante de jornalismo Annelise Tosetto. Abaixo, confira a programação completa dos eventos. E para mais informações e inscrições para acesse www.fenaj.org.br ou www.sjsc.org.br.


I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo

II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico

Reunião do Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Jornalistas

27, 28, 29 e 30 de Março de 2008
Florianópolis ˆ Santa Catarina
Promoção: FENAJ ˆ Federação Nacional dos Jornalistas
Realização: SJSC ˆ Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina

Programação:

1º dia ˆ 27/03/2008, quinta-feira

16 às 17h: Credenciamento

Local: Floph- Florianópolis Palace Hotel. Rua Artista Bittencourt, 14, Centro ˆ Florianópolis - SC

18h: Cerimônia de abertura oficial dos Seminários Local: Auditório do Centro de Comunicação e Expressão (CCE)/UFSC

Mesa:
Reitor da UFSC ˆ Lúcio José Botelho
Diretora do CCE - Viviane Heberle
Presidente da FENAJ ˆ Sérgio Murillo de Andrade
Presidente da SBPJor ˆ Carlos Franciscato
Presidente do FNPJ ˆ Gerson Martins
Presidente do SJSC ˆ Rubens Lunge

19h: Conferência de abertura Prof. Dr. Nilson Lage

Lançamento do Livro sobre Formação em Jornalismo e Coquetel de abertura.

2º dia ˆ 28/03/2008, sexta-feira
I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo

Promoção: FENAJ, FNPJ e SBPJor.
Realização: SJSC
8h30 às 12h30: Painel sobre o Conhecimento do Jornalismo
Local: Auditório do CCE ˆ Centro de Comunicação e Expressão da UFSC

Painelistas:
Professor Dr. Eduardo Meditsch (UFSC)
Professor Dr. Carlos Franciscato (UFS)
Professor Dr. Gerson Martins (UFMS)

Debatedores: Prof. Celso Schröder (PUCRS)
Profa. Dra. Tattiana Teixeira (UFSC)
Prof. Dr. Sérgio Luiz Gadini (UEPG PR)

13h às 15h ˆ Almoço
II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e de Estágio Acadêmico
Promoção: FENAJ
Realização: SJSC
Local: Auditório do Floph ˆ Florianópolis Palace Hotel
15h às 19h - Mesa: Programa Nacional de Estímulo à Qualidade de Ensino em Jornalismo: O que atualizar 10 anos depois?
Coordenadores: Presidente do FNPJ, Gerson Martins, Secretária-Geral da FENAJ, Maria José Braga, e Diretora de Educação da FENAJ Valci Zuculoto
19h30 ˆ Jantar no Floph
21h30 ˆ Noite Cultural na Lagoa da Conceição

3º dia ˆ 29/03/2008, sábado

II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e de Estágio Acadêmico
Local: Auditório do Floph - Florianópolis Palace Hotel
9h às 13h - MESA: Revisão do Programa Nacional de Estágio Acadêmico em Jornalismo
Coordenadores: Presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, Presidente do SJSC, Rubens Lunge, Diretora de Educação da FENAJ Marjorie Moura, e Annelize Tozetto, da Comissão Gestora da ENECOS

13h às 15h ˆ Almoço

Reunião do Conselho de Representantes da FENAJ:
29 e 30 de março de 2008
Participam conselheiros representantes dos Sindicatos de Jornalistas do país filiados à FENAJ e dirigentes das entidades
Local: Auditório do Floph ˆ Florianópolis Palace Hotel

Agência Oficial dos Eventos:
Campus Viagens e Turismo
Fone/fax: (48) 3233-6525
e-mail: campus@campusturismo.com.br
www.campusturismo.com.br
Endereço: rua Lauro Linhares, 2123 ˆ Shopping Trindade
Trindade ˆ Florianópolis - SC