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23 julho 2008

FNPJ divulga Carta Aberta ao STF

O presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof divulgou nesta terça-feira, Carta Aberta ao STF a favor do diploma para o exercício profissional em jornalismo. A carta ressalta o avanço no jornalismo brasileiro com a exigência do diploma, largamente elogiado pelos jornalistas dos países desenvolvidos.

O presidente do FNPJ destaca também que "a obrigatoriedade do diploma é um requisito legal para o exercício de determinada profissão, e não para o exercício do direito de expressão". Spenthof ressalva ainda na carta que "o médico, o advogado e o engenheiro, assim como todo e qualquer profissional não-jornalista ou todo e qualquer cidadão, não estão impedidos, por nenhum mecanismo legal ou profissional, do jornalista ou de suas próprias profissões, de manifestar seu pensamento por intermédio do trabalho profissional do jornalista. Ao contrário, é dever do jornalista assegurar a todos o máximo de acesso aos espaços de opinião da sociedade representados pela mídia".

Leia a íntegra da Carta:

CARTA ABERTA DO FÓRUM NACIONAL DE PROFESSORES DE JORNALISMO (FNPJ) AOS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)


A formação superior prévia em jornalismo é fundamental para a democracia


Senhores ministros:


O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), entidade que congrega professores de jornalismo de todo o Brasil, vem manifestar perante essa Corte a sua preocupação com a possível eliminação da obrigatoriedade da formação superior específica e prévia em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista no Brasil, no julgamento do STF que se avizinha.
A entidade que representamos, senhores ministros, está convicta de que a medida pleiteada pelo Ministério Público terá efeito exatamente inverso ao pretendido, no seu principal aspecto. O fim da obrigatoriedade dessa formação prévia significará séria restrição a dois direitos fundamentais dos cidadãos e das cidadãs brasileiras, garantidos na Constituição Federal e inspirados na Declaração Universal dos Direitos Humanos: os direitos-irmãos de manifestação do pensamento e de acesso à informação. Também representará um grave revés no acesso democrático à profissão de jornalista, cujas normas são vigentes desde que o Decreto-Lei 972/69 (que ora se pretende modificar) entrou em vigor.
No primeiro caso, isso ocorre por uma simples questão sobre a natureza do que está em debate. A assim chamada obrigatoriedade do diploma é um requisito legal para o exercício de determinada profissão, e não para o exercício do direito de expressão. E não faz diferença se essa profissão é a do jornalista ou do médico, advogado, engenheiro. Isso porque o jornalista não é um opinador público ou o portador de um uma espécie de registro que supostamente lhe daria o mandato, exclusivo, para opinar. Ao contrário, por dever ético e eficácia técnica, o jornalista não manifesta seu pensamento no exercício profissional.
Entretanto, inversamente, o médico, o advogado e o engenheiro, assim como todo e qualquer profissional não-jornalista ou todo e qualquer cidadão, não estão impedidos, por nenhum mecanismo legal ou profissional, do jornalista ou de suas próprias profissões, de manifestar seu pensamento por intermédio do trabalho profissional do jornalista. Ao contrário, é dever do jornalista assegurar a todos o máximo de acesso aos espaços de opinião da sociedade representados pela mídia.
Em outras palavras, as notícias e reportagens – o produto do trabalho profissional do jornalista, pelo qual é remunerado ao final do mês – não contêm, e não devem conter, por norma profissional, as suas opiniões pessoais. Como profissional, o jornalista é um produtor de conhecimentos específicos sobre a dinâmica viva e imediata da realidade social e um mediador dos conhecimentos e opiniões que disputam o acesso à esfera pública social. É a melhor ferramenta de equilíbrio das diversas correntes de opinião em disputa por visibilidade pública.
Embora saibamos que a postura ética dependa de diversas condicionantes pessoais e sociais, podemos atestar, como professores de jornalismo, que a preparação dos futuros profissionais para o mundo do trabalho se dá com base na profunda problematização dos procedimentos éticos aplicados à profissão e no treinamento para o exercício dessa função de mediador da realidade social, e não para o exercício de “opinador”.
Toda a preparação acadêmica para o exercício do jornalismo está fundamentada na preocupação de que, aproveitar-se do acesso aos meios de comunicação para emitir a própria opinião, ou a do proprietário do veículo, constituiria privilégio inaceitável do ponto de vista ético.
E é exatamente a radicalização de privilégios inaceitáveis o que vai ocorrer caso seja aprovado o fim da obrigatoriedade do diploma, principalmente se essa medida vier embasada na compreensão, equivocada, de que o exercício do jornalismo é o exercício da opinião. O jornalismo opinativo – que, a rigor, nem poderia ser conceituado tecnicamente como jornalismo – faz parte de uma fase embrionária da imprensa, cuja essência é preservada nos espaços editoriais e de opinião dos veículos.
O jornalismo moderno, porém, é o jornalismo informativo, e seu produto por excelência é a notícia, mais complexa ética e tecnicamente de ser trabalhada. As notícias de qualidade, obra de profissionais capacitados, são essenciais para a vida democrática, pois contribuem para, entre tantas outras coisas, a própria formação da opinião fundamentada.
Vincular o direito de manifestação do pensamento, não por acaso inscrito entre as cláusulas pétreas da nossa Carta Magna, ao exercício profissional do jornalista, significa ferir drasticamente ambos: o direito à manifestação de pensamento estaria reservado de forma privilegiada, no âmbito dos meios de comunicação, a uma categoria profissional; o exercício do jornalismo seria reduzido à expressão de opiniões.
Se dependesse da inscrição de todos os cidadãos na atividade jornalística, e se esta o permitisse, o direito humano de manifestação do pensamento estaria restrito aos poucos que poderiam fazê-lo como atividade exclusiva ou semi-exclusiva (exigência feita a um profissional) e que estariam dispostos a se submeter a outras leis e outros constrangimentos que regem o mundo do trabalho.
Além de ser inócuo e, ao contrário, uma forma de inibição do direito à manifestação do pensamento, o fim da obrigatoriedade do diploma significaria um duro golpe em outro direito fundamental dos cidadãos: o direito à informação de qualidade, inclusive como direito-meio para o exercício de outros direitos, especialmente o de terem direitos. Isso porque o exercício da cidadania, inclusive a manifestação pública do pensamento, depende cada vez mais de uma informação jornalística de qualidade, equilibrada, e que reflita a pluralidade social.
A revogação dessa exigência legal da qual tratamos aqui significaria quebrar o único mecanismo que, num Brasil sem marco e sem órgãos regulatórios claros e ativos na área da comunicação social, estabelece um contraponto ao poder dos dirigentes de órgãos jornalísticos, sejam eles públicos ou privados, de definir soberanamente os conteúdos veiculados. Estamos falando de uma corporação profissional que se constitui não segundo o perfil determinado pelo empregador, mas a partir de normas e conhecimento prévio adquirido em instituição superior de ensino, que essa categoria tende a defender permanentemente.
Por último, lembramos que obrigatoriedade do diploma não significa impedir o acesso democrático ao trabalho. No caso, ao trabalho jornalístico. A nossa lei maior é clara ao dizer que é livre o exercício de qualquer profissão, respeitadas as condições estabelecidas em lei. E quis a lei que todos os cidadãos que desejarem ser jornalistas continuassem tendo esse direito assegurado. Contudo, e em sintonia com a nova Constituição, apesar de ter sido editada antes e em plena vigência do regime autoritário, estabeleceu uma condição de caráter indubitavelmente democrático: tirou das mãos do proprietário de mídia o poder de determinar o acesso à profissão e o transferiu para as instituições superiores de ensino de jornalismo. Trata-se de legítimas instituições da sociedade, uma vez que exercem atividade de natureza pública, mesmo quando se organizam sob regime jurídico privado.
Segundo a lei em vigor, e que precisa ser mantida e aperfeiçoada, é desse corpo profissional formado em instituições superiores de ensino, que cada dirigente de organização jornalística poderá escolher aqueles que exercerão, em seu veículo específico, de forma profissional e remunerada, a atividade técnico-intelectual e pública do jornalismo. Profissional preparado para o trabalho, segundo normas e técnicas profissionais que visam à informação de qualidade, produzida e publicada em respeito às regras democráticas. E um constante guardião destas, como membro do “quarto poder”, expressão cunhada pela tradição democrática não apenas para conferir legitimidade à profissão, mas também e principalmente para exigir dos jornalistas responsabilidade e competência à altura da sua missão de informar à sociedade.

Brasília-DF, julho de 2008


Edson Luiz Spenthof
Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo

30 junho 2008

SBPJor abre inscrições para Prêmio Adelmo Genro Filho

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, SBPJor, abriu inscrições para o 3º Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo destina-se a reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado nas universidades ou nos centros/institutos de pesquisa credenciados/reconhecidos pelo MEC, valorizando a atuação individual dos pesquisadores. Sua finalidade é identificar anualmente quais os pesquisadores que apresentaram contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo, de modo a construir/consolidar a identidade do nosso campo científico.

O prêmio objetiva reconhecer a contribuição de estudos e pesquisadores que fortalecem o jornalismo como campo de conhecimento científico no Brasil. Para a edição 2008, poderão concorrer os trabalhos apresentados/defendidos no ano pleno de 2007 (de 01 de janeiro a 31 de dezembro), desde que os trabalhos não tenham sido publicados integralmente e/ou premiados em outros concursos.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo é atribuído em quatro modalidades:
A. Iniciação Científica, que premiará a melhor pesquisa em iniciação científica ou monografia de conclusão de curso no campo do jornalismo;
B. Mestrado, que premiará a melhor dissertação de mestrado no campo do jornalismo;
C. Doutorado, que premiará a melhor tese de doutorado no campo do jornalismo.
D. Sênior, que premiará a trajetória acadêmica e a contribuição do pesquisador para o campo do jornalismo.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que será entregue em cerimônia pública pelo presidente da SBPJor, consiste em “Diploma e placa ao agraciado e a seu orientador nas categorias Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado”, além do homenageado na categoria Sênior.

A avaliação dos trabalhos inscritos será feita com base nos critérios de (1) mérito científico, (2) adequação ao tema ao campo do jornalismo, (3) metodologia, (4) uso correto da bibliografia, (5) originalidade e (6) inovação conceitual/teórica ou experimental/aplicada sobre o jornalismo.

Nas inscrições individuais são necessários:
A) Ficha de inscrição devidamente preenchida (enviada em arquivo digital anexo, separado).
B) Os trabalhos de iniciação científica e/ou monografia deverão ser apresentados na forma de um artigo para comunicação científica, conservando o título original, com um resumo de no máximo 10 linhas (em português), introdução, descrição da pesquisa, metodologia empregada, análise dos resultados, conclusões e referências bibliográficas. O trabalho deve ser enviado por e-mail (pagf2008@yahoo.com.br em arquivo PDF), acompanhado de uma declaração da instituição (em arquivo anexo) que ateste se o trabalho é de iniciação científica ou de monografia, período em que foi desenvolvido e professor orientador. No caso de trabalhos de iniciação científica, podem ser enviados trabalhos relativos a pesquisas em andamento ou concluídas em 2007 e, no caso de haver dois bolsistas de um mesmo projeto, o artigo deverá ser individual. O tamanho do texto deve ficar entre 40 mil a 60 mil caracteres (com espaços), incluindo bibliografia, fonte Times New Roman, corpo 12, em espaço 1,5. As comissões julgadoras não apreciarão trabalhos enviados fora destas especificações.
C) Para os trabalhos de mestrado e doutorado exigir-se-á o encaminhamento, vai e-mail (pagf2008@yahoo.com.br), com título, resumo e sumário descritivo dos capítulos do trabalho. O sumário descritivo deve ocupar no máximo 10 mil caracteres com espaço. Os trabalhos devem ser enviados com pseudônimo do autor e sem qualquer tipo de identificação do autor, do orientador e da instituição (no corpo do arquivo). Os trabalhos deverão ser encaminhados pelos próprios autores em arquivo PDF, via e-mail, acompanhados de uma declaração da Instituição atestando a aprovação e a nota obtida, bem como da ficha de inscrição com os dados de identificação, ambas em arquivo anexo, em separado. No corpo do texto do trabalho não deverá constar o nome do autor, e sim seu pseudônimo. Também não deverão constar os nomes do orientador nem da Instituição onde o trabalho foi desenvolvido, excluindo-se deste todos os agradecimentos ou citações que possam vir a identificar o autor do trabalho, sua instituição ou orientador.
D) Os trabalhos inscritos nas categorias Mestrado e/ou Doutorado devem, necessariamente, encaminhar, também em arquivo separado (versão PDF), a versão integral da dissertação e/ou tese, além do formato indicado na letra 'C', artigo 9º, deste Regulamento.
E) No caso da candidatura a Sênior, o proponente deverá enviar uma justifica da indicação do pesquisador, em que conste um resumo de sua trajetória acadêmica e de sua contribuição para o campo da pesquisa em jornalismo, de, no máximo, 10 mil caracteres (com espaço), em arquivo PDF, via e-mail (pagf2008@yahoo.com.br).

As inscrições encerram no dia 31 de julho.

13 junho 2008

Ação do diploma de jornalista está na pauta do Supremo Tribunal Federal

Do Boletim da Fenaj

Está na pauta do Supremo Tribunal Federal o recurso extraordinário sobre a exigência do diploma de formação universitária específica para o exercício profissional do Jornalismo. A FENAJ considera que o momento é decisivo para a categoria. Por isso desencadeará nova e ampla mobilização em defesa dos interesses dos jornalistas.

A Executiva e a Coordenação Nacional da campanha em defesa do diploma reuniram-se em telereunião nesta quarta-feira (11/06). Foi definido um plano de Mobilização a ser implementado nos próximos dias. A idéia é envolver os Sindicatos da categoria, cursos de Jornalismo, entidades da área, movimentos sociais e todo o apoio material e político possíveis para sensibilizar o STF.

Para o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, o questionamento da exigência do diploma para o exercício do jornalismo revela “o inequívoco interesse empresarial em derrubar tal exigência como elemento central de desregulamentação da profissão”. Murillo considera, no entanto, que uma ampla movimentação da categoria neste momento será determinante.

Na próxima semana ,o advogado que defende o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e a FENAJ nesta ação, João Roberto Piza Fontes, entregará um memorial sobre esta questão aos ministros do STF.

05 junho 2008

Vice-presidente do FNPJ faz conferência em Dourados (MS)

O vice-presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), professor Dr. Juliano Carvalho fez a conferência de abertura do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Mato Grosso do Sul, realizado na Unigran em Dourados (MS).

O tema do evento, "Ensino de Jornalismo e a crise no mercado regional", foi a base de reflexão do professor Juliano Carvalho no evento que aconteceu no dia 4 de junho, como parte da programação do Intercom regional Centro-Oeste 2008.

Segundo os professores da Unigran e estudantes presentes, a palestra foi considerada de alto nível, em que o conferencista abordou temas de muita importância para o ensino de jornalismo. A coordenadora local do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Mato Grosso do Sul, professora Maria Alice Otre, destacou a conferência como excepcional, brilhante. Ressalvou que o professor Juliano Carvalho "fui muito competente, teve um brilhantismo na exposição do tema, o que surpreendeu a todos os presentes". A professora Maria Alice destacou ainda que "a conferência foi de tal excelência que valeu por todo esforço para realizar o evento". E enfatizou que "foi realmente lamentável que muitos professores de jornalismo do estado não puderam estar presentes, pois perderam uma excelente oportunidade de ouvir a fala do professor Juliano Carvalho".

Participaram da solenidade de abertura do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Mato Grosso do Sul a pró-reitora de Ensino e Extensão da Unigran, professora Terezinha Bazé de Lima, o vice-presidente do FNPJ, Juliano Carvalho; o coordenador dos cursos da área de comunicação da Unigran, Bruno Barreto e o Diretor de Relações Institucionacionais do FNPJ, Gerson Luiz Martins.

Após a conferência, o vice-presidente do FNPJ e o diretor de Relações Institucionais, Gerson Luiz Martins, foram recebidos pela reitora da Unigran, professora Dra. Rosa Maria D’ Amato De Déa.

02 maio 2008

Pesquisador de Ciberjornalismo participa de Encontro em São Paulo

O professor Dr. Ramón Salaverría, pesquisador e cientista na área de ciberjornalismo, esteve presente no 1º Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo, realizado em São Paulo, no dia 20 de abril, na programação do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo - ENPJ.

Salaverría, que atua na Universidade de Navarra, Espanha, falou da situação do ensino de jornalismo na Espanha e ainda respondeu muitas perguntas sobre o processo de transformação que perpassa o jornalismo espanhol no que se refere ao ciberjornalismo.

Segundo informações da pesquisadora Carla Schwingel no Blog Sistemas para o Ciberjornalismo, Salaverría "ressaltou que a maioria dos veículos e organizações jornalísticas que buscam profissionais nas faculdades espanholas procura por especialistas no meio digital. A crescente importância desta modalidade jornalística, foi confirmada por uma pesquisa que mapeou, em 2005, a situação dos meios na Espanha, que possuía 135 jornais impressos; mais de 7 mil revistas, mais de quatro mil emissoras de rádio, 900 emissoras de televisão e 1.274 publicações online. Os professores de jornalismo da Espanha nos últimos anos formalizaram redes de pesquisa e alteraram os currículos dos cursos com vistas a ensinar as ferramentas do meio digital para além de questões instrumentais".

XI ENPJ reúne fundadores da entidade

O XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo foi oportunidade de encontro também de alguns professores de jornalismo que participaram da fundação do FNPJ, no Seminário realizado em Campinas, em abril de 1994.

Estiveram em São Paulo, no XI ENPJ, os professores Paulo Roberto Botão, Carmen Pereira, Joaquim Lannes, Ivete Cardoso, Aline Grego, Marcel Cheida e Gerson Luiz Martins. Este grupo participou do Seminário de Atualização para Professores de Jornalismo, promovido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo - LABJOR e coordenado pelo professor José Marques de Melo e pelo jornalista Alberto Dines. Os professores que participaram desse Seminário foram desafiados pelo professor José Marques de Melo a se organizarem em prol dos problemas comuns do ensino de jornalismo.

Dessa forma, o professor Marques de Melo é, mais uma vez, o responsável principal pela organização dos professores de jornalismo, hoje concretizado no Fórum Nacional de Professores de Jornalismo que, em 2008, realizou seu 11º Encontro Nacional.

12 abril 2008

I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo terá participação de Nilson Lage

O I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo, programado para o dia 20 de abril, às 18h00, como parte da programa do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, terá a presença do professor Dr. Nilson Lage, representante do Brasil, como um dos debatedores.

O professor Dr. Nilson Lage é um dos fundadores do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo e professor do Programa de Mestrado em Jornalismo da UFSC, primeiro da área no Brasil. Nilson Lage tem graduação em Letras (Português Russo) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1977), mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978) e doutorado em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986). Aposentado compulsoriamente em 21 de novembro de 2006 do cargo de professor titular do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, trabalha como voluntário em cursos de pós-gradduação da mesma universidade. Tem experiência na área de Jornalismo, com ênfase em Técnicas de Jornalismo, atuando principalmente nos seguintes temas: teorias da cognição; jornalismo científico;semântica, semiótica e pragmática; ensino de jornalismo; linguagem jornalística, jornalismo audiovisujal, webjornalismo, divulgação de História do Brasil, teoria do jornalismo e lógica aplicada à linguagem mediática.

Participam ainda do I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo os professores Ramón Salaverría da Espanha, João Canavilhas de Portugal, Paulina Emanuelli da Argentina e Tomas Bass do Estados Unidos.

Mais informações no sítio web: www.fnpj.org.br/11enpj

10 abril 2008

FENAJ distribui boletim em defesa do diploma e da regulamentação profissional

Do Boletim da Fenaj

Na semana em que se comemora o Dia do Jornalista, uma das grandes lutas da categoria é intensificada com o lançamento de novas peças de mobilização. Você está recebendo o Boletim da campanha em defesa da formação específica em jornalismo. Reenvie esta mensagem para a sua lista de endereços. Nos próximos dias, os 31 Sindicatos de Jornalistas vão receber a versão impressa do Boletim, produzida com o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.

E os Sindicatos, escolas e outras entidades que ainda não têm o Cartaz da Campanha, impresso também com o valioso auxílio do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, podem solicitar a remessa à FENAJ, pelo e-mail fenaj@fenaj.org.br.

A coordenação nacional da Campanha em Defesa da Obrigatoriedade e Qualidade da Formação e da Regulamentação Profissional é formada pelos diretores dos Sindicatos dos Jornalistas do Paraná, Márcio Rodrigues, e de São Paulo, Rudi Gonçalves, e pelos diretores da FENAJ Alexandre Campello, Marjorie Moura, Valci Zuculoto (Depto de Educação), Edvânia Kátia e Aloísio Lopes (Depto de Relações Institucionais). Para enviar sugestões e se comunicar com eles, também basta enviar um e-mail para fenaj@fenaj.org.br, indicando que se destina à coordenação da Campanha do Diploma.

O Boletim também está disponível em: www.fenaj.org.br/diploma.php

31 março 2008

I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo terá participação de Ramón Salaverría

O I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo terá a participação do professor espanhol Ramón Salaverría, professor da Universidade de Navarra, é especialista em ciberjornalismo, autor dos livros Cibermedios (Comunicación Social, 2005), Redacción periodística en internet (Eunsa, 2005) e Manual de Redacción Ciberperiodística (Ariel, 2003), também tem vários artigos e capítulos de livros publicados sobre gêneros e ciberjornalismo.

Ramón Salaverría é doutor em Jornalismo, diretor do Laboratório de Comunicação Multimídia da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, onde trabalha com as disciplinas Jornalismo Especializado e Tecnologia da Informação. Professor de ciberjornalismo em vários cursos de pós-graduação nacionais e internacionais. Participa de diversos projetos de pesquisa espanhóis e europeus sobre o impacto da internet nos meios de comunicação. É subdiretor da seção de Jornalismo da comunidade européia de pesquisa em comunicação.

O I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo será realizado durante o XI ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES DE JORNALISMO, no dia 20 de abril, às 18h00 na Universidade Mackenzie, em São Paulo (SP).

Professor de jornalismo português confirma participação no I Colóquio Ibero-americano

O professor Dr. João Canavilhas, da Universidade da Beira Interior, confirmou participação no I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo, que acontece no dia 20 de abril, às 18h00, na programação do XI ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES DE JORNALISMO e terá a participação, como mediador, do vice-presidente do FNPJ, professor Dr. Juliano Carvalho.

João Canavilhas no texto "Webjornalismo: da pirâmide invertida à primâmide deitada", sustenta que usar a técnica da pirâmide invertida (padrão adotado pelas mídias impressas, onde as informações mais importantes da matérias devem constar na introdução - lead - do texto) na web é cercear o webjornalismo de uma das suas potencialidades mais interessantes: a adoção de uma arquitetura noticiosa aberta e livre navegação. É de João Canavilhas a proposta da pirâmide deitada como alternativa à pirâmide invertida como modelo para a construção da narrativa jornalística nos cibermeios.

O I Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo terá ainda a participação do professor Dr. José Marque de Melo (Brasil), Ramón Salaverría (Espanha), Paulina Emanuelli (Argentina) e Thomas Bass (USA).

18 março 2008

Presidente do FNPJ convida Coordenadores de Curso de Jornalismo para II Encontro no XI ENPJ

O presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Gerson Luiz Martins, fez convite especial para os Coordenadores de Curso de Jornalismo participarem do XI Encontro Nacional, que acontece em São Paulo (SP), entre os dias 18 e 21 de abril.

Lembrou ainda o presidente do FNPJ que os coordenadores poderão solicitar apoio financeiro, como passagens e diárias, para as instituições de ensino, pois há interesse dos reitores e diretores de faculdades que os cursos tenham uma melhoria a partir da qualificação do coordenador.

Nos encontros do FNPJ, em 2001 e 2002, houve sessões com os coordenadores. Nesse período os encontros dos professores de jornalismo se realizavam em período conjunto ao seminário do INEP. No encontro de 2001, em Campo Grande, os coordenadores de cursos das universidades federais puderam se organizar para uma reunião com o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza e garantir que os laboratórios de comunicação recebessem os equipamentos aguardados há quase uma década.

A sessão "II Encontro dos Coordenadores de Curso de Jornalismo" programada para o XI ENPJ pretende reativar a organização dos coordenadores para debater questões comuns e encaminhar propostas de melhorias dos cursos, seja para a instituições privadas, seja para a rede pública de ensino superior. A sessão será coordenada pela professora Carmen Pereira.

A programação do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo e outras informações estão disponíveis no endereço: www.fnpj.org.br/11enpj.

22 fevereiro 2008

Um golpe contra a Lei de Imprensa

Texto de Rogério Christofoletti publicado no Blog Monitorando:

O Supremo Tribunal Federal concedeu liminar contra artigos essenciais da Lei de Imprensa. Com a medida - provisória até que o STF julgue o mérito da ação -, ficam suspensas penas de prisão por calúnia, injúria e difamação que tiveram como base a Lei de Imprensa (5250/67). O Código Penal já trata da matéria.
O STF deu liminar com base em ação do PDT, que - capitaneado pelo deputado, jornalista e ex-ministro das Comunicações Miro Teixeira - quer derrubar a lei como um todo. Segundo argumenta o PDT, a 5250 é inconstitucional.
(Para ler matéria do G1 sobre isso, clique aqui ou da Folha de S.Paulo, aqui)
(Para saber da medida, tim-tim por tim-tim, vá ao Consultor Jurídico)
(Quer ler a liminar? Leia aqui em pdf)
A lei é inconstitucional? É sim, em diversas partes, ainda mais quando trata da censura de espetáculos e diversões (um dos trechos atingidos pela liminar). A lei é de 1967, e é tida como um dos entulhos autoritários, aquela legislação que restou após a queda da ditadura militar em janeiro de 1985.
Diversos países não têm lei de imprensa, e em alguns - como nos Estados Unidos - é inclusive proibido legislar sobre a mídia, de forma a constrangê-la ou impedir o seu trabalho. Quem garante isso é a tal Primeira Emenda, que os americanos tanto arrotam nos filmes.
De qualquer forma, a liminar não é uma surpresa por três motivos:
1. Miro Teixeira e o PDT fizeram alarde no Congresso reunindo assinaturas para um pedido de revogação da 5250/67.
2. A lei é flagrantemente obsoleta, inconstitucional e inóqua, já que muitos juristas e cortes já nem mais a levavam a sério. Para processos do tipo, recorriam ao Código Penal, mais forte e sem contestação jurídica.
3. Nem a mídia, nem a sociedade defendiam mais a lei, o que abre largos flancos para a sua derrota.
Há décadas, tramitam no Congresso diversos substitutivos da 5250. O mais avançado - para se ter uma idéia é de 1992.
A liminar do STF vem num momento oportuníssimo de discussões acirradas na mídia brasileira. Dois embates de grandes proporções estão em campo: um que envolve a Igreja Universal do Reino de Deus e a Rede Record contra Folha de S.Paulo, Extra e A Tarde; e outro que mobiliza o jornalista Luís Nassif contra a poderosa Veja (aqui o estopim da história, um resumo do Código Aberto, e sua sequência, aqui).

04 fevereiro 2008

Editor da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (REBEJ) publica Chamada de Trabalhos

O editor da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (REBEJ), Juliano Carvalho, lançou nesta segunda-feira, 4 de fevereiro a Chamada de Trabalhos (Call for Papers) para a nova edição da revista. Segundo o professor Dr. Juliano Carvalho que também é vice-presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, visa ser um espaço para a reflexão e troca de experiências na docência de graduação em jornalismo. O prazo final para envio é 10 de março de 2008.

As principais normas para a submissão dos textos estão disponíveis em http://www.fnpj.org.br/rebej/ojs/policies.php.

A revista pode ser acessado no endereço: http://www.fnpj.org.br/rebej/ojs.

09 dezembro 2007

Diretoria do FNPJ publica Chamada de Trabalhos para 11º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo


A diretoria científica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo e a Comissão Organizadora Local do 11º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo publicaram a Chamada de Trabalhos para o evento que acontece em São Paulo, na Universidade Mackenzie, entre os dias 18 e 21 de abril de 2008. O tema central do evento será "Perfil e condições para o exercício da docência em Jornalismo". A conferência de abertura será realizada pela professora da Escola de Comunicações e Artes da USP, Cremilda Medina.

O 11º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo terá ainda a realização do 1º Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo, para o qual estão convidados os professores José Marques de Melo (Brasil), Ramón Salaverría (Espanha), Nelson Traquina (Portugal), Thomas Bass (Estados Unidos) e Paulina Beatriz Emanuelli (Argentina).

As inscrições de trabalhos vão até o dia 31 de janeiro de 2008. Os coordenadores de GT tem até o dia 17 de fevereiro para encaminhar os aceites e os autores até o dia 3 de março para efetivar a sua inscrição.

Mais informações no sítio web do evento, no endereço: www.fnpj.org.br/11enpj.

07 novembro 2007

Coordenação de Curso de Jornalismo e qualidade do ensino


Com o título "Coordenação de Curso e qualidade da educação" foi publicado na edição desta semana do Observatório da Imprensa, na seção Diretório Acadêmico, um artigo do professor Gerson Luiz Martins. O autor faz uma análise da realidade atual do trabalho dos coordenadores de curso de jornalismo e sua relação com a qualidade do ensino de jornalismo.

Para conferir o texto da seção Diretório Acadêmico do Observatório da Imprensa, clique aqui.
A seção Diretório Acadêmico é editada pelo jornalista Luiz Egypto.

16 outubro 2007

Professores de Jornalismo de São Paulo fazem homenagem ao Dr. José Marques de Melo


Os professores de jornalismo de São Paulo realizam homenagem ao professor Dr. José Marques de Melo, durante a solenidade de abertura do 3º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo, que acontece em Piracicaba, entre os dias 19 e 20 de outubro. Também receberá homenagem, o presidente do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, professor Dr. Gerson Luiz Martins.

Segundo o coordenador local do evento, professor Dr. Paulo Roberto Botão, as homenagens aos professores é devido a contribuição de ambos para a organização dos professores de jornalismo no Brasil. O professor Marques de Melo foi o organizador do Seminário de Atualização para Professores de Jornalismo, realizado pela Labjor/Unicamp, em abril de 1994, evento que marcou o início do Fórum de Professores, que se institucionalizou 10 anos depois, em 2004.

Mais informações sobre o 3º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo, no endereço www.fnpj.org.br/3eppj.

15 outubro 2007

Encontro Paulista de Professores de Jornalismo divulga trabalhos aceitos


O 3º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo, que acontece na Unimep nos dias 19 e 20 de outubro, terá a apresentação de 44 relatos de pesquisa e ensino. As apresentações acontecem no dia 20, no período da tarde, em 11 sessões paralelas com média de quatro exposições por sessão.

Os relatos foram encaminhados por professores de 27 instituições de ensino superior do Estado de São Paulo, do interior e campital, que mantém cursos de jornalismo. As escolas que enviaram maior número de trabalhos, pela ordem, foram: Universidade Presbiteriana Mackenzie (9); Unimep e Unesp de Bauru (7) e PUC-Campinas (3).

A relação completa de trabalhos e as sessões de apresentação podem ser conferidos no site do evento, no link "programação'.

O evento tem início da sexta-feira, 19, às 15 horas, com o I Encontro de Coordenadores de Curso de Jornalismo do Estado de São Paulo, que vai debaer o tema "Estágio Acadêmico". No mesmo dia, a partir das 19h30, no Teatro Unimep, acontecem uma sessão de homenagens ao Prof. Dr. José Marques de Melo (presidente da Intercom) e ao Prof. Dr. Gerson Luiz Martins (presidente do FNPJ), e a conferência Brasil Digital: Televisão e Rádio, que será proferida pelo jornalista e prof. da ECA/USP André Barbosa Filho, assessor especial da Casa Civil.

O 3º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo é uma promoção do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, numa realização do Curso de Jornalismo e Faculdade de Comunicação da Unimep.

As inscrições para participação no Encontro podem ser feitas até o dia 19/10.

Mais informações:

Site do Encontro: www.fnpj.org.br/3eppj
E-mail: 3eppj@fnpj.org.br
Fones: (19) 3124.1676 ou 3124.1677

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Foto: Coordenador do 3º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo, professor Dr. Paulo Roberto Botão

14 outubro 2007

Professores de Jornalismo do Paraná e Santa Catarina divulgam Carta de Guarapuava


Os professores de jornalismo do Paraná e de Santa Catarina, reunidos durante o 3º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e 1º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, divulgaram na última terça-feira a Carta de Guarapuava com os pontos e temas resultado dos debates ocorridos no evento. Segundo o Diretor Regional Sul do FNPJ, Sérgio Gadini, a próxima edição do Encontro PR-SC acontece no IELUSC, em Joinville/SC, em princípio no mês de outubro de 2008, com apoio do SJPPR e SJPSC.

Confira os principais resultados do evento que teve abertura com conferência do jornalista Marcelo Beraba da Folha de São Paulo.

Plenária Final

- Próxima edição do Encontro PR-SC acontece no IELUSC, em Joinville/SC, em princípio no mês de outubro de 2008, com apoio do SJPPR e SJPSC. Ficou aprovado o indicativo de que, a partir do próximo Encontro, será avaliada a possibilidade de realizar o evento a cada dois anos.

- Memória bibliográfica (digital, impressa, talvez em vídeo) dos 10 anos do FNPJ. Reitor da UNICENTRO se dispôs a custear impressão da publicação. Proposta a ser apresentada ao FNPJ. Sistematizar uma versão inicial para apresentar no Encontro Nacional (abril 08). Juntar fotos, vídeos, textos (tanto de palestras quanto de papers, cartas, manifestos, documentos etc) para elaborar uma prévia. Um grupo formado pelos professores Tomas (UNICENP), Rozinaldo (UEL) e Márcio (UNICENTRO) ficou de pensar um proposta para edição.

GT Impressos (Tomás): 5 trabalhos
GT Produção Laboratorial Eletrônicos (Ana Paula): 4 trabalhos
GT Pesquisa na Graduação (Rozinaldo): 7 trabalhos
GT Extensão (Zaclis) e GT Ética no Ensino (Elisa): 9 trabalhos
GT Projetos Pedagógicos e Metodologias do Ensino (Márcio): 6 trabalhos

Após discussões, ficou aprovado que os trabalhos apresentados por estudantes devem ter um professor, não apenas como co-autor, mas presente no momento da apresentação. Sugeriu-se, ainda, que os autores devem apresentar apenas um trabalho, evitando o deslocamento de participantes entre diferentes GTs. Não se trata de excluir os estudantes, mas de comprometer os professores, seja na produção autoral, quanto na apresentação e, pois, no debate que o evento deve propiciar. Tal decisão já considera que a orientação do FNPJ é de apenas um trabalho no evento, com texto completo, podendo ser em co-autoria e, pois, com a participação de estudantes, uma vez que muitos dos referidos trabalhos são resultados, parciais ou conclusivos de pesquisa realizada. Foi aprovado, ainda, que os trabalhos devem ser enviados na íntegra e não em duas etapas, resumo e depois o texto completo. Quanto ao sistema, a coordenação do evento em 2007 sugere que o mesmo seja revisto.

Foi aprovado, também por unanimidade, a junção dos GTs de Impressos e Produção Laboratorial Eletrônicos num único grupo. Sugeriu-se, ainda, a indicação, ao FNPJ, de valorização do GT de Extensão, dado a importância e desafio em aliar ensino com atividades de extensão como possibilidade de qualificar o ensino. É fundamental prestigiar o GT de Extensão. E aí também é importante a participação dos estudantes envolvidos nos referidos trabalhos. As coordenações de GTs ficaram com as mesmas indicações vigentes. Os atuais coordenadores, no entanto, indicaram que, caso algum docente do IELUSC, que vai sediar a próxima edição do Encontro, tenha disposição, a troca poderá ser feita pela lista de discussão ou por e-mail. O representante do SJPPR, que integra a Comissão Nacional em Defesa da Obrigatoriedade do Diploma para o exercício do Jornalismo, solicitou apoio dos participantes no Encontro. Proposta que foi aceita por unanimidade.

Carta de Guarapuava

Os professores e estudantes presentes no III Encontro Paranaense de Professores de Jornalismo e I Encontro de Professores de Jornalismo PR-SC, eventos realizados, simultaneamente, em Guarapuava-PR, entre os dias 5 e 6 de outubro de 2007, reafirmam o compromisso em defesa da qualidade do ensino e, pois, a uma formação profissional em sintonia com demandas sociais de informação, sem ficar restritos à lógica do mercado. O questionamento ao sistema de avaliação do ensino superior (SINAES) é um dos pontos que os professores precisam discutir, inclusive para pensar formas de cobrar dos órgãos governamentais responsáveis e, ao mesmo tempo, buscar mecanismos paralelos e próprios de avaliação em Jornalismo, seja do ponto de vista das instituições que ofertam cursos como também do nível de ensino e formação profissional. Por fim, os participantes ratificaram a defesa da obrigatoriedade do diploma para o exercício em jornalismo, como uma das formas de legitimar a produção de uma informação de qualidade e efetivamente preocupada com as lutas sociais, demandas da informação e ampla defesa da condição de cidadania.

Guarapuava, 6 de outubro de 2007.

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Foto: Representante do Sindijor-PR, Márcio Rodrigues; Reitor da Unicentro, Vitor Hugo Zanette; Presidente do FNPJ, Gerson Luiz Martins e Coordenadora do Curso de Jornalismo da Unicentro, Elisa Leonardi.

02 outubro 2007

Encontro Paulista de Jornalismo abre inscrições para estudantes


A Coordenação Local do 3º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo, que acontece na Unimep nos dias 19 e 20 de outubro, decidiu abrir a possibilidade de participação de estudantes de jornalismo no evento. Ao todo serão disponibilizadas 100 vagas nesta categoria.

A iniciativa levou em conta a decisão tomada no 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, promovido pelo FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo) em abril deste ano, que facultou aos encontros estaduais permitir a participação de estudantes da área nos eventos. O próprio Encontro Nacional contou com presença significativa de alunos.

A taxa de inscrição para os alunos será a mesma cobrada dos demais participantes não sócios do FNPJ, ou seja, R$ 25,00, e a inscrição deverá ser feita no site do evento. Os alunos poderão participar de todas as atividades do Encontro (conferência de abertura, mesa-redonda e grupos de trabalho), exceto o Encontro de Coordenadores de Curso (sexta-feira à tarde) e a assembléia de encerramento (sábado às 17h00).

As inscrições podem ser feitas até o dia 18/10 e as vagas são limitadas (100).

Mais informações e inscrições: www.fnpj.org.br/3eppj
Fones: (19) 3124.1676 - 3124.1677
E-mail: 3eppj@fnpj.org.br

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Foto: Prof. Paulo Roberto Botão, coordenador do 3º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo.

Divulgado relação de trabalhos do Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e Santa Catarina


O coordenador local do 3º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e 1º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, professor Márcio Fernandes, divulgou a relação dos trabalhos que serão apresentados no evento. O encontro acontece em Guarapuava (PR) entre os dias 5 e 7 de outubro, no Hotel Spa Med Vale. O presidente da Abraji e ex-ombudsman da Folha de S.Paulo, jornalista Marcelo Beraba (foto), fará a conferência de abertura do evento que terá como tema "Ensino do Jornalismo: profissionalização, mercado e avaliação de cursos".

Segundo Márcio Fernandes, foram 30 trabalhos inscritos, número que revela o crescimento do encontro e o interesse dos professores em debater experiências e questões que afetam suas atividades no cotidiano da formação do jornalista.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de outubro, pela internet no endereço: http://www.fnpj.org.br/soac/ocs/index.php?cf=5. Estudantes de jornalismo podem participar e fazer a inscrição nesse mesmo endereço. Se preferir, clique no link para acessar o sítio web do Encontro.

Confira aqui (PDF) a relação dos trabalhos inscritos no 3º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e 1º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina.

Abraji

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo foi criada por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas.
A iniciativa nasceu no seminário 'Jornalismo Investigativo: Ética, Técnicas e Perigos'. O evento foi organizado pelo Centro Knight de Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas, dirigido pelo jornalista brasileiro Rosental Calmon Alves. No final, vários de nós passamos a nos perguntar porque não temos ainda no Brasil uma instituição parecida com a IRE (Investigative Reporters & Editors), criada pelos jornalistas dos Estados Unidos, ou o Centro de Periodismo de Investigación, de nossos colegas mexicanos.

Tema do Encontro
O tema do 3º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná foi proposto pelo Diretor Regional Sul do FNPJ, professor Dr. Sérgio Luiz Gadini e depois acatado pelo professores de Santa Catarina durante o 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, quando decidiram agregar esforços e realizar os dois encontros em mesmo local e data. O tema reflete a preocupação dos professores de jornalismo dos dois estados sobre a qualidade do ensino e a inserção dos novos profissionais no mercado de trabalho.