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17 março 2008

The State of the News Media 2008 é lançado

Por Alberto Marques do GJOL

O relatório The State of the News Media 2008, produzido pelo Project for Excellence in Journalism, será lançado nesta segunda-feira (17), segundo informa o Journalism.org, site do projeto. No entanto, parece que o Estadão recebeu um release ou deu um furo na divulgação de alguns dados.

O periódico não cita o nome The State of the News Media 2008, mas faz referência ao Project for Excellence in Journalism. Procurei algum outro estudo do projeto, divulgado nesta domingo, mas não encontrei.

Diferente da informação do site oficial do projeto, eles dizem que o estudo foi divulgado neste domingo (16). Pode ser querer demais do jornal, que um dia desses tentou combater os blogs, mas bem que eles poderiam disponibilizar um link ou a íntegra da pesquisa para não acontecer esse tipo de confusão. Como também possibilitar aos seus leitores o acesso aos dados.

Algumas conclusões do estudo do Project for Excellence in Journalism:

O estudo conclui, de acordo com o periódico, que a internet mudou profundamente o jornalismo, mas não da maneira que se esperava no surgimento do jornalismo online. “Acreditava-se que a internet iria democratizar a informação, oferecendo novas vozes, histórias e perspectivas, mas a agenda de notícias continua limitada - os sites oferecem primordialmente as mesmas informações”, diz o texto.

A crescente habilidade do leitor em encontrar o que busca sem ser distraído por propagandas está obrigando a mídia a agir com cautela em algumas ocasiões. "Apesar da audiência das notícias tradicionais se manter sozinha, as redações tendem a encolher", afirmou Tom Rosenstiel, diretor do projeto. "A decisão recente da NBC de nomear David Gregory como âncora de um noticiário noturno, além de mantê-lo como correspondente na Casa Branca é um exemplo dessa redução", explica.

Mais informações podem ser encontradas na matéria.

O Journalism.org revela que, entre as novidades do The State of the News Media 2008, estão:

A Year in the News, a new comprehensive content analysis of 70,000 stories from 48 news outlets in five different kinds of media.
A survey of a cross-section of journalists that reveals how they feel about the future of the profession.
The view of the advertising industry from Madison Avenue
A content analysis study of 64 citizen media sites
Links to key industry statistics

Alberto Marques

10 março 2008

Inventário do pensamento jornalístico português

Por Marcos Palácios (GJOL) - UFBA

O pesquisador português Jorge Pedro Souza informa o lançamento da versão inicial e experimental do site de um projeto da Universidade Fernando Pessoa que visa recuperar o pensamento jornalístico português produzido até ao 25 de Abril de 1974.

A idéia é fazer do site uma espécie de biblioteca de resumos de livros sobre jornalismo publicados em Portugal, por autores portugueses, antes de 1974.
Dos 350 livros inventariados em bibliotecas (primeira fase do projeto), estão disponíveis fichas de leitura de cerca de 120, maioritariamente elaboradas pelos alunos de Ciências da Comunicação da UFP.Também se encontram no sítio do projeto textos de interpretação, contexto e resultados.

Jorge Pedro Souza pede a colaboração dos colegas na melhoria do site, através do envio de informações sobre livros (exclusivamente livros) sobre jornalismo publicados em Portugal até 1974 e da autoria de autores portugueses que não surjam no inventário. Igualmente benvindas são fichas de leitura, para inserção no sítio.
O projeto deverá estar concluído no próximo ano e tem o apoio financeiro da Fundação Fernando Pessoa.

Marcos Palacios - UFBA

12 fevereiro 2008

Revista Veja processa jornalista por série de reportagens no Google Pages

De um post de Alberto Marques - Blog GJOL

Consideramos muito importante dar divulgação a estes fatos.

"Como era de esperar, os artigos publicados em capítulos no Google Pages, sobre a recete história da Revista Veja, rendeu ao jornalista Luis Nassif um processo. Para Nassif, "o maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico".

O jornalista foi processado por dois figurões da revista - Lauro Jardim, editor da seção "Radar", e Eurípedes Alcântara, diretor de redação. Nesta segunda-feira (11), Nassif minimizou o contra-ataque e declarou que a "guerra santa" continua. "Eu dei a cara pra bater, alguém tinha que fazer isso. Eu sei que é um adversário imenso. Mas alguém tem que falar", afirmou Nassif. "Essa disputa jurídica vai ser importante para uma discussão mais ampla. Em toda a minha carreira, eu nunca vi alguém fazer um jornalismo como o que a Veja está fazendo."

Nassif considerou a decisão "um direito dos dois", mas fez uma ponderação: "Eles podiam tentar explicar a situação. A Abril mandou uma carta contestando alguma coisa e foi publicada no meu blog e no iG. Já a Veja não tem por hábito permitir o direito de resposta. Isso é uma afronta maior. Para mim, ferir a liberdade de expressão é não permitir o direito de resposta".

A carta a que Nassif se refere foi enviada pela editora Abril ao iG, reivindicando um pedido de resposta à série. A editora afirmou que "repudia veementemente as informações" divulgadas na página do jornalista, entre os meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008.

A editora Abril não tomará nenhuma atitude jurídica em relação às afirmações de Nassif, que vai contratar um advogado. Ele acha que os jornalistas estão sendo precipitados em iniciar o processo tão cedo. "Eles deveriam esperar o fim da série para me processar, porque eu vou apresentar um conjunto de elementos e provar minhas teses".

Um episódio a acompanhar!!!
Via Vermelho.

Alberto Marques

27 setembro 2007

Campo Grande News não adequa conteúdo às características do ciberjornalismo


O portal de notícias Campo Grande News, mais antigo de Mato Grosso do Sul, ainda vive na segunda fase do desenvolvimento do ciberjornalismo. Apesar de, há alguns anos, ter realizado uma reforma e disponibilizado uma "capa" onde apresenta as principais matérias do dia e fotos que trocam a cada 60 segundos, a estrutura do portal se distanciou da linguagem ciberjornalística e, em conseqüência, provocou o cansaço do leitor.

Por se tratar do portal jornalístico mais antigo de Mato Grosso do Sul, é também o mais tradicional, que lhe garante uma audiência superior aos congêneres no estado. Contudo, esse ser "tradicional" está penalizando o crescimento da audiência no momento em que os portais jornalísticos têm acentuada demanda.

Num processo de transformações muito rápidas, o Campo Grande News ficou para trás. Se quiser se manter no ciberespaço e atender sua demanda de crescimento, deverá fazer ajustes que atendam à terceira fase do ciberjornalismo.

Por outro lado, é um dos portais jornalísticos que têm um grande equipe de redação e reportagem. Além do Diretor de Redação e "dono" do portal, Lucimar Couto, de uma chefia de redação, o Campo Grande News tem 11 repórteres/redatores e mais dois fotógrafos. Redação que deixa para trás muitos jornais impressos tradicionais.