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11 junho 2008

Seminário de Ciberjornalismo terá conferência de Marcos Palacios

O Seminário de Ciberjornalismo promovido pelo CIBERJOR/UFMS terá a conferência do coordenador do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online da UFBA, professor Dr. Marcos Palacios (foto). O evento acontece na sexta-feira, 20 de junho, às 19h00, no auditório do CCHS no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

O professor Dr. Marcos Palacios apresentará reflexão com o tema "O alargamento do campo jornalístico: panorama atual e cenários futuros" que faz referência ao desenvolvimento e perspectivas do Ciberjornalismo.

Na palestra, o professor Palacios coloca em questão as idéias correntes de que o "jornalismo está se tornando cada vez mais um processo conversacional", no qual cresce a interatividade e a colaboração entre os produtores e consumidores da informação, a partir das suposições de que, primeiro, "as novas tecnologias de comunicação estão produzindo um alargamento do campo jornalístico e como conseqüência tensionando o lugar e as práticas do jornalista e de outros profissionais da comunicação enquanto agentes sociais produtores de informação/conhecimento na sociedade contemporânea"; segundo, "o campo alargado do jornalismo insere-se no fenômeno mais amplo da proliferação da informação na sociedade contemporânea, e portanto é afetado pelos parâmetros de economia da atenção com consequências nos modos de produzir, difundir e consumir o jornalismo" e terceiro, "essas transformações afetam os modelos de negócios vigentes nas empresas de comunicação em todo o mundo".

Serviço:
O que: Seminário sobre Ciberjornalismo
Data: 20 de junho de 2008
Local: Auditório CCHS/UFMS
Hora: 19h00

30 abril 2008

Jornais eletrônicos na pré-história do ciberjornalismo

Os portais de notícias do estado ainda vivem na segunda fase do desenvolvimento do ciberjornalismo, alguns na pré-história. Apesar de, há alguns anos, vários desses portais terem realizado uma reforma e disponibilizado uma "capa" onde apresenta as principais matérias do dia e fotos que trocam a cada 60 segundos, a estrutura do portal se distanciou da linguagem ciberjornalística e, em conseqüência, provocou o cansaço do leitor.

Os textos têm um formato mais para jornal impresso ou colunas pessoais de jornalismo impresso. Repórteres e colunistas não consideram o suporte "cibermeio" e o que demanda essa característica para a produção dos textos. Contudo, esse ser "tradicional", baseado na linguagem do jornalismo impresso, está penalizando o crescimento da audiência no momento em que os portais jornalísticos têm acentuada demanda. Num processo de transformações muito rápidas, os portais jornalísticos tornam-se obsoletos. Mantém uma audiência, considerada acima do satisfatório e que mantém a sobrevivência por meio da publicidade exibida, devido a “tradicionalidade” de alguns portais e ao apadrinhamento político de outros. Se quiserem se manter no ciberespaço e atender sua demanda de crescimento, deverão fazer ajustes que atendam à terceira fase do ciberjornalismo.

Embora alguns portais jornalísticos tenham um grande equipe de redação e reportagem, de fazer inveja a muitas redações de jornais impresso, essas equipe não estão preparadas ou não se atualizam no que se refere às características do ciberjornalismo. É importante ressaltar que, assim como o telejornalismo, o radiojornalismo, o ciberjornalismo é uma disciplina, área específica do jornalismo consolidada. Com o crescimento do numero de usuários da internet, essa audiência cresce a cada dia e somente aqueles que estiverem sintonizados com seu tempo poderão usufruir desse crescimento. E essa audiência, mais habituada a multimidialidade da rede e também mais jovem, vai exigir e demandar melhor conteúdo, melhor apresentação e participação nesse conteúdo. Essa audiência, esse consumidor de notícias rejeita os inúmeros anúncios publicitários com recursos de flash (imagem em movimento) que tornam a página pesada e lenta para carregar as informações, que é o que mais interesse à audiência. O professor Marcos Palácios, coordenador do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On Line da UFBA, ressalvou de forma muito perspicaz o desgaste para o portal jornalístico com as chamadas janelas “pop-up”, aquelas que se abrem sem o controle do usuário na tela do computador. Diz o professor Palácios, "mais rápido que o raio - o usuário FECHA a caixinha clicando no "X". E que - se por mero acaso - chega a perceber do que se trata, FECHA xingando o anunciante."

A convergência de mídias anunciada a todo momento, o desenvolvimento da telefonia celular e a chegada da TV digital são indicativos de uma integração iminente da internet com a televisão. Como afirmam os principais cientistas da área, num futuro muito próximo teremos um novo modelo de televisão, que pode ser vista em qualquer computador, em qualquer celular. A televisão integrada a internet determinará uma nova forma de consumir notícias, uma nova linguagem jornalística. Essa mudança não ocorrerá da noite para o dia, é um processo em que os portais jornalísticos devem, aos poucos, se adaptando. O modelo atual sobrecarregado de anúncios em flash, de notas e algumas notícias secas, sem atrativo, sem chamariz, sem o uso das propriedades do ciberespaço está fadado à falência.

29 abril 2008

Professores de Jornalismo aprovam proposta para estágio

Os professores de jornalismo reunidos em Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), no dia 21 de abril, aprovaram proposta para regulamentar o estágio dos estudantes. Segundo o presidente do FNPJ, Edson Spenthof, eleito nessa Assembléia, "após 30 anos de polêmica, os professores têm uma proposta nacional sobre o assunto", destacou ainda a importância de uma proposta advindo dos professores.

Spenthof destacou ainda pontos importantes da proposta em que a maioria dos associados presentes votou e decidiu por permitir a carga horária de estágio de 30 horas semanais, a realização do estágio a partir do momento julgado apropriado por cada curso de jornalismo, levando em consideração a sua estrutura curricular, o seu projeto pedagógico e as condições de supervisão, e deixar expresso que o estágio também será supervisionado nas organizações não-governamentais.

A proposta dos professores, denominada "proposta do FNPJ", será encaminhada para debate com os profissionais jornalistas no Congresso Nacional dos Jornalistas que acontece em agosto, em São Paulo. Segundo Spenthof, "pretende-se tirar uma proposta única, entre profissionais e professores, entre Fenaj e FNPJ para regulamentar os estágio nos cursos de Jornalismo do país".

1º Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo foi realizado em São Paulo

O 1º Colóquio Ibero-Americano de Professores de Jornalismo, que finalizou o terceiro dia do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, contou com a participação de Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha) e Nilson Lage, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Presente também, o professor Gerson Luiz Martins, como mediador, em seu último dia como presidente do FNPJ, e Leonel Aguiar, docente da PUC-Rio e novo diretor-científico do FNPJ.

Salaverría, especialista em mídia digital, acredita que o jornalismo digital não ameaça os demais meios de comunicação. Ele revelou que, na Espanha, a mídia televisiva atinge cerca de 90% da população, mas é a internet que serve como maior fonte de notícias para os espanhóis; a TV é tida mais como fonte de entretenimento. Uma observação relevante abordada pelo professor da Universidade de Navarra é que o ciberjornalismo apenas poderá ser considerado uma legítima fonte de informação quando tiver repórteres exclusivos, que produzam conteúdo de acordo com a linguagem da Internet.

Além disso, ele mostrou como o ciberjornalismo pode influenciar as mídias mais tradicionais. Um exemplo é o fato de grande parte dos jornais impressos voltados à temática esportiva atualmente possuirem editorias personalizadas para cada grande clube de futebol, tendência que começou com os sítios especializados.

O professor Nilson Lage, por sua vez, centrou sua palestra nos defeitos e vícios do Jornalismo. Ele comentou como os profissionais da área se apóiam nos chamados “especialistas”, que acabam sendo os que constroem a reportagem, em detrimento dos jornalistas, que muitas vezes não apuram a informação. “Não é o jornal que faz a notícia, mas sim um sistema complexo”, disse.

Quanto à questão do ensino, Lage observou que as universidades, em sua maioria, preocupam-se mais em formar os alunos ideologicamente do que em instruí-los de acordo com a realidade do mercado de trabalho. Por fim, o professor criticou a enorme quantidade de cursos de Jornalismo existente no país, pois não há possibilidade do mercado absorver todos os profissionais recém-formados, além de muitas graduações não apresentarem qualidade satisfatória.

Jornalismo e Contemporaneidade: grupo de pesquisa da UFPE inaugura sítio na internet

Por Marcos Palácios

Coordenado pelos Professores Alfredo Vizeu e José Afonso Jr., da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE, acaba de lançar seu sítio na internet.

Segundo seus coordenadores, "o Grupo surge para desenvolver análises da natureza e história do Jornalismo, seus fundamentos epistemológicos, bem como o Jornalismo como forma de conhecimento e prática social.O grupo também realiza investigações sobre Os Estudos e as Teorias do Jornalismo, considerando os aspectos da organização, produção, conteúdo e circulação de notícias. São ainda objeto de estudos e de publicações: O Estatuto do Jornalismo como processo produtivo da notícia, as rotinas de produção; a cultura profissional; os constrangimentos organizacionais; os anunciantes e a linguagem, as novas tecnologias: impacto, efeito e produção de sentidos; o mercado jornalístico: desenvolvimento de projetos de cooperação e formação e a Ética e a deontologia jornalística."

O sítio traz informações sobre atividades do Grupo e disponibiliza na íntegra a produção de seus integrantes. Como primeira atividade do GJC, será realizado, em 28 de maio, o I Seminário de Jornalismo Contemporâneo, no mini-auditório do Centro de Artes e Comunicação da UFPE, no Recife. O evento, que contará com a participação de pesquisadores das universidades federais de Sergipe, Paraíba e Pernambuco, tratará de temas como jornalismo e cotidiano, novas tecnologias, objetividade e pesquisa/metodologia.
As inscrições, gratuitas, serão realizadas de 06 a 20 de maio, na secretaria do PPGCOM/UFPE. Vagas limitadas. Informações: (81) 2126.8960 ou pelo e-mail jornalismocontemporaneo@grupos.com.br

16 abril 2008

SBPJor lança edição 2008 do Prêmio Adelmo Genro Filho

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) lança a III edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que visa reconhecer a contribuição de estudos e pesquisadores que fortalecem o jornalismo como campo de conhecimento científico no Brasil. Para a edição 2008, poderão concorrer os trabalhos apresentados/defendidos no ano pleno de 2007 (de 01 de janeiro a 31 de dezembro), desde que os trabalhos não tenham sido publicados integralmente e/ou premiados em outros concursos.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo destina-se a reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado nas universidades ou nos centros/institutos de pesquisa credenciados/reconhecidos pelo MEC, valorizando a atuação individual dos pesquisadores. Sua finalidade é identificar anualmente quais os pesquisadores que apresentaram contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo, de modo a construir/consolidar a identidade do nosso campo científico.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo é atribuído em quatro modalidades:
A. Iniciação Científica, que premiará a melhor pesquisa em iniciação científica ou monografia de conclusão de curso no campo do jornalismo;
B. Mestrado, que premiará a melhor dissertação de mestrado no campo do jornalismo;
C. Doutorado, que premiará a melhor tese de doutorado no campo do jornalismo.
D. Sênior, que premiará a trajetória acadêmica e a contribuição do pesquisador para o campo do jornalismo.

O Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, que será entregue durante o 6º Encontro Anual da SBPJor, consiste em “Diploma e placa ao agraciado e a seu orientador nas categorias Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado”, além do homenageado na categoria Sênior.
A avaliação dos trabalhos inscritos será feita com base nos critérios de (1) mérito científico, (2) adequação ao tema ao campo do jornalismo, (3) metodologia, (4) uso correto da bibliografia, (5) originalidade e (6) inovação conceitual/teórica ou experimental/aplicada sobre o jornalismo.

Nas inscrições individuais são necessários:
A) Ficha de inscrição devidamente preenchida (enviada em arquivo digital anexo, separado).

B) Os trabalhos de iniciação científica e/ou monografia deverão ser apresentados na forma de um artigo para comunicação científica, conservando o título original, com um resumo de no máximo 10 linhas (em português), introdução, descrição da pesquisa, metodologia empregada, análise dos resultados, conclusões e referências bibliográficas. O trabalho deve ser enviado por e-mail (pagf2008@yahoo.com.br) em arquivo PDF), acompanhado de uma declaração da instituição (em arquivo anexo) que ateste se o trabalho é de iniciação científica ou de monografia, período em que foi desenvolvido e professor orientador. No caso de trabalhos de iniciação científica, podem ser enviados trabalhos relativos a pesquisas em andamento ou concluídas em 2007 e, no caso de haver dois bolsistas de um mesmo projeto, o artigo deverá ser individual. O tamanho do texto deve ficar entre 40 mil a 60 mil caracteres (com espaços), incluindo bibliografia, fonte Times New Roman, corpo 12, em espaço 1,5. As comissões julgadoras não apreciarão trabalhos enviados fora destas especificações.

C) Os trabalhos de mestrado e doutorado devem ser enviados por e-mail (pagf2008@yahoo.com.br), com título, resumo e sumário descritivo dos capítulos do trabalho. O sumário descritivo deve ocupar no máximo 10 mil caracteres com espaço. Os trabalhos devem ser enviados com pseudônimo do autor e sem qualquer tipo de identificação do autor, do orientador e da instituição (no corpo do arquivo). Os trabalhos deverão ser encaminhados pelos próprios autores em arquivo PDF, via e-mail, acompanhados de uma declaração da Instituição atestando a aprovação e a nota obtida, bem como da ficha de inscrição com os dados de identificação, ambas em arquivo anexo, em separado. No corpo do texto do trabalho não deverá constar o nome do autor, e sim seu pseudônimo. Também não deverão constar os nomes do orientador nem da Instituição onde o trabalho foi desenvolvido, excluindo-se deste todos os agradecimentos ou citações que possam vir a identificar o autor do trabalho, sua instituição ou orientador.

D) Os trabalhos inscritos nas categorias Mestrado e/ou Doutorado devem, necessariamente, encaminhar, também em arquivo separado (versão PDF), a versão integral da dissertação e/ou tese, além do formato indicado na letra 'C', artigo 9º, deste Regulamento.

E) No caso da candidatura a Sênior, o proponente deverá enviar uma justificativa da indicação do pesquisador, em que conste um resumo de sua trajetória acadêmica e de sua contribuição para o campo da pesquisa em jornalismo, de, no máximo, 10 mil caracteres (com espaço), em arquivo PDF, via e-mail (pagf2008@yahoo.com.br).

Calendário da Edição 2008

Lançamento da edição 2008 do Prêmio AGF: Abril de 2008
Recebimento de trabalhos (inscrições): até 31 de julho de 2008
Prazo para Homologação das inscrições: 31 de agosto de 2008
Avaliação (julgamento) dos trabalhos inscritos: até 10 de outubro 2008
Solenidade de entrega do Prêmio aos vencedores: 19 de novembro de 2008

Inscrições: pagf2008@yahoo.com.br
Outras Informações: www.sbpjor.org.br

01 abril 2008

Conhecimento do Jornalismo foi tema de debate em Seminário de Florianópolis

Do Boletim da Fenaj

Com mais de 200 participantes, o I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo e o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico, realizados em Florianópolis de 27 a 29 de março, produziram importantes acúmulos para a reflexão sobre o jornalismo e a formação profissional. As propostas apresentadas serão submetidas ao XI Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo e ao XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, que ocorrem em abril e agosto, respectivamente, em São Paulo.

Na manhã de 28 de março, três painelistas fizeram exposições sobre o tema central do I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo. O professor Eduardo Meditsch (UFSC) citou conceitos de conhecimento de maneira geral, onde são construídas, as especificidades do Jornalismo como conhecimento e suas perspectivas. A seguir, o professor Carlos Franciscato (UFS), usou a linguagem para situar conhecimento e jornalismo. Ele falou do conhecimento no, do e para o Jornalismo. Por fim, o professor Gerson Martins (UFMS) apresentou sua visão do ensino do Jornalismo atualmente.

Posteriormente houve um debate com a participação dos professores. Tattiana Teixeira (UFSC), Celso Schröder (PUCRS) e Sérgio Luiz Gadini (UEPG-PR). Apesar das opiniões divergirem entre mais ou menos otimistas, todos concordaram que o Jornalismo segue para o amadurecimento de uma teoria própria. No período da tarde, teve início o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico que se estendeu até o dia seguinte, atualizando documentos sobre os temas aprovados em 1997 e 2006, respectivamente.

Os textos dos painelistas, bem como os relatórios e imagens dos eventos – o Mestrado em Jornalismo da UFSC organizou a transmissão ao vivo de atividades, via internet -, que estão sendo editados, serão disponibilizados no site da FENAJ nos próximos dias.

Repercussão positiva
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, avaliou que os eventos foram muito bem organizados pelo Sindicato dos Jornalistas de SC. Ele destacou que as atividades cumpriram seus objetivos. “Nós tínhamos uma dívida já há algum tempo com o debate teórico do Jornalismo como área de conhecimento e também precisávamos atualizar o debate sobre a formação profissional e o estágio”, disse. Para Murillo, o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico teve o mérito de organizar a discussão a ser travada no XXXIII Congresso Nacional da categoria, a realizar-se em São Paulo, em agosto.

Para o Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Gerson Martins, a escolha dos temas dos dois seminários foi feliz e apropriada para o momento, em função da necessidade de discutir as perspectivas do conhecimento do Jornalismo para ampliar a qualificação das escolas, dos professores e dos estudantes da área. “Estes seminários nos deram importantes contribuições, pois o XI ENPJ também debaterá estes temas e qualificando os docentes naturalmente estaremos qualificando as escolas e a formação dos futuros profissionais”, disse. Destacando a grande identidade entre o FNPJ, a FENAJ e a SBPJor, Martins considera que, o grande desafio será fazer com que os programas de formação acadêmica e estágio sejam de conhecimento das escolas de comunicação no país para sua efetiva implementação.

Carlos Franciscato, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, também considerou os seminários fundamentais para a formulação de um modelo de formação em Jornalismo com qualidade. “E o mais importante é que, para além de meramente assinarem os documentos sobre formação acadêmica e estágio, nossas entidades discutam e contribuam com propostas que façam avançar a formação em Jornalismo”, disse. Ele informou que as contribuições dos seminários serão debatidas também no encontro anual da SBPjor, que acontece de 19 a 21 de novembro, em São Paulo.

Annelize Tozetto, representante Regional Sul da Comissão Gestora da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, lamentou a falta de participação dos estudantes nos dois eventos: “os debates foram muito ricos e válidos, mas na maior parte das atividades só teve participação estudantil minha e de um colega de Brasília”. Ela diz que existe um preconceito quanto ao estágio, um debate que interessa bastante aos estudantes. “Existe uma imagem de que a FENAJ é contra o estágio, mas não foi o que eu vi”, conta, considerando que a regulamentação do estágio é fundamental para qualificar a formação acadêmica. Apesar da pouca participação estudantil, ficou empolgada. “Vou produzir um relatório e levar para os colegas da ENECOS uma impressão muito positiva dos debates realizados em Florianópolis”, assegurou.

28 março 2008

Seminário discute o conhecimento do Jornalismo

Do sítio web PósJor/UFSC

O I Seminário sobre Jornalismo e Conhecimento, sediado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), contou com opiniões divergentes sobre o tema central, mas foi a conclusão unânime sobre o campo que marcou o encerramento. O evento começou no dia 27 com cerimônia de abertura seguida por conferência do Prof. Dr. Nilson Lage (USFC).

No dia 28, três painelistas fizeram exposições sobre o tema central do evento. O Prof. Dr. Eduardo Meditsch (UFSC) citou conceitos de conhecimento de maneira geral e da perspectiva do jornalismo, onde são construídos e as especificidades do Jornalismo como conhecimento. A seguir, o Prof. Dr. Carlos Franciscato (UFS), usou a linguagem para situar conhecimento e jornalismo. Ele falou do conhecimento no, do e para o Jornalismo. Por fim, o Prof. Dr. Gerson Martins (UFMS) apresentou sua visão do ensino do Jornalismo atualmente. Entre outros fatores, ele acredita que o ensino na área está sendo prejudicado pela falta de professores formados em Jornalismo e/ou com experiência prática como jornalistas. Afora isso, Martins ressaltou o crescente desinteresse de alunos em fim de graduação, além do declínio da procura de alunos nos cursos.

Ao final, o Seminário contou com um debate no qual participaram a Prof. Dra. Tattiana Teixeira (UFSC), o Prof. Celso Schröder (PUCRS) e o Prof. Dr. Sérgio Luiz Gadini (UEPG- PR). Os debatedores concentraram-se nas exposições anteriores. Apesar das opiniões divergirem entre mais ou menos otimistas, todos concordaram que o Jornalismo segue para o amadurecimento de uma teoria própria.