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04 julho 2008

Fenaj divulga Manifesto em favor da regulamentação da profissão de jornalista

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgou nesta sexta-feira, 4 de julho, "Manifesto à Nação" em favor da regulamentação profissional do jornalista e da exigência do diploma para o exercício da profissão.

Leia a íntegra do Manifesto:

Em defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil

A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.

A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.

Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.

É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!

FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil

13 junho 2008

Ação do diploma de jornalista está na pauta do Supremo Tribunal Federal

Do Boletim da Fenaj

Está na pauta do Supremo Tribunal Federal o recurso extraordinário sobre a exigência do diploma de formação universitária específica para o exercício profissional do Jornalismo. A FENAJ considera que o momento é decisivo para a categoria. Por isso desencadeará nova e ampla mobilização em defesa dos interesses dos jornalistas.

A Executiva e a Coordenação Nacional da campanha em defesa do diploma reuniram-se em telereunião nesta quarta-feira (11/06). Foi definido um plano de Mobilização a ser implementado nos próximos dias. A idéia é envolver os Sindicatos da categoria, cursos de Jornalismo, entidades da área, movimentos sociais e todo o apoio material e político possíveis para sensibilizar o STF.

Para o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, o questionamento da exigência do diploma para o exercício do jornalismo revela “o inequívoco interesse empresarial em derrubar tal exigência como elemento central de desregulamentação da profissão”. Murillo considera, no entanto, que uma ampla movimentação da categoria neste momento será determinante.

Na próxima semana ,o advogado que defende o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e a FENAJ nesta ação, João Roberto Piza Fontes, entregará um memorial sobre esta questão aos ministros do STF.

29 abril 2008

Professores de Jornalismo aprovam proposta para estágio

Os professores de jornalismo reunidos em Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), no dia 21 de abril, aprovaram proposta para regulamentar o estágio dos estudantes. Segundo o presidente do FNPJ, Edson Spenthof, eleito nessa Assembléia, "após 30 anos de polêmica, os professores têm uma proposta nacional sobre o assunto", destacou ainda a importância de uma proposta advindo dos professores.

Spenthof destacou ainda pontos importantes da proposta em que a maioria dos associados presentes votou e decidiu por permitir a carga horária de estágio de 30 horas semanais, a realização do estágio a partir do momento julgado apropriado por cada curso de jornalismo, levando em consideração a sua estrutura curricular, o seu projeto pedagógico e as condições de supervisão, e deixar expresso que o estágio também será supervisionado nas organizações não-governamentais.

A proposta dos professores, denominada "proposta do FNPJ", será encaminhada para debate com os profissionais jornalistas no Congresso Nacional dos Jornalistas que acontece em agosto, em São Paulo. Segundo Spenthof, "pretende-se tirar uma proposta única, entre profissionais e professores, entre Fenaj e FNPJ para regulamentar os estágio nos cursos de Jornalismo do país".

08 abril 2008

Estágio estará em debate no VI Pré-Fórum da FENAJ

Do Boletim da Fenaj

A FENAJ promove, com a participação de profissionais, professores e estudantes de Jornalismo, o VI Pré-Fórum, que acontece no dia 18 de abril, antecedendo o XI Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo, em São Paulo. Nesta edição, o tema do Pré-forum será “O estágio como contribuição à formação do jornalista: as propostas da FENAJ e do FNPJ”. As inscrições ao XI ENPJ encerram no dia 15 de abril.

Os trabalhos do XI ENPJ, que tem como tema geral "Perfil e condições para o exercício da docência em Jornalismo", serão de 18 a 21 de abril, no Centro de Comunicação e Letras (CCL) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (Rua da Consolação, 930 - São Paulo). O VI Pré-Forum da FENAJ será às 14h30 do dia 18.

Alguns dos acúmulos obtidos com o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico, promovido pela FENAJ no final de março, deverão ser debatidos no VI Pré-Fórum.

Mediado pelo diretor do Departamento de Educação e Aperfeiçoamento Profissional da Federação Nacional dos Jornalistas, Alexandre Campello, o debate sobre o estágio contará com a participação do presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, do diretor científico do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Edson Spenthof, e do coordenador Sudeste I da ENECOS, Danilo Bueno Ipolito.

No dia 19 de abril haverá eleição para a nova direção do FNPJ. A inscrição de chapas foi encerrada no dia 4 de abril. Professor da Universidade Federal de Goiás, Edson Spenthof é o candidato a presidente do FNPJ.

Veja, a seguir, a programação completa do XI ENPJ.

FNPJ e FENAJ coletam dados sobre as escolas de Jornalismo

Do Boletim da Fenaj

O FNPJ e a FENAJ vão promover um levantamento, em todo o país, sobre o número exato de escolas de Jornalismo em funcionamento. Serão coletados dados sobre a situação de cada escola, o número de professores, quantos são jornalistas e quantos estudantes formam por ano ou semestre, além de alguns outros dados importantes.

Para isso, a FENAJ recorreu aos Sindicatos e o FNPJ às suas diretorias regionais. Na semana passada foi solicitado que cada Sindicato de Jornalistas, com a ajuda dos diretores da FENAJ e FNPJ nos seus estados, providencie o levantamento, enviando os dados para a Federação o mais rápido possível. A idéia é fazer um cadastro com os dados completos de cada um dos cursos de Jornalismo existentes no país.

A diretora do Departamento de Educação e Aperfeiçoamento Profissional da FENAJ, Valci Zuculoto, considera que este levantamento possibilitará uma maior aproximação das duas entidades com as escolas de comunicação. Ele é de fundamental importância para fortalecermos nossa relação com os cursos e as campanhas que as entidades do campo do Jornalismo desenvolvem, diz.

Segundo a diretora, informações mais detalhadas sobre os cursos, onde funcionam, quantos professores integram seus quadros, e o número de acadêmicos em formação serão importantes para potencializar campanhas dos jornalistas como as da defesa do diploma, da qualidade do ensino, do estágio acadêmico, e da valorização da profissão.

07 abril 2008

DIA DO JORNALISTA - 7 DE ABRIL

Nota da Fenaj

Dia do Jornalista:
Hoje nós somos a pauta,
em defesa da liberdade de imprensa e da democracia na comunicação

Conscientes da sua função social, na qual se destaca a responsabilidade de defender o direito fundamental do cidadão à informação de qualidade, ética, plural e democrática, os jornalistas brasileiros comemoram o 7 de abril reafirmando as grandes lutas que, ultimamente, têm marcado a nossa pauta diária:
- a exigência de uma nova Lei de Imprensa e do fim da violência e ataques contra as liberdades de expressão, do jornalismo e dos jornalistas;
- a construção de uma Conferência Nacional de Comunicação com real participação da sociedade;
- a garantia das conquistas da categoria e o avanço na valorização da profissão.

Ratificamos a necessidade imperiosa de uma nova Lei de Imprensa em substituição a um dos entulhos da ditadura, a Lei 5.250 que já existe há 40 anos e além de ultrapassada, não atende aos interesses do jornalismo, da categoria e da sociedade. A FENAJ e seus 31 Sindicatos filiados defendem a imediata aprovação do PL 3.232/92, o chamado substitutivo Vilmar Rocha, que dorme na Câmara dos Deputados há mais de 10 anos, pronto para a votação em plenário desde agosto de 1997.

Conclamamos outras entidades representativas da sociedade e a categoria dos jornalistas como um todo para aderirem à campanha que a Federação e os Sindicatos dos Jornalistas já desenvolvem, com o objetivo de sensibilizar o Congresso Nacional e os parlamentares federais em cada estado para a urgência de revogar a lei atual e substituí-la por uma nova e democrática Lei de Imprensa.

Acreditamos que a aprovação desta nova Lei faz parte das nossas lutas-maiores pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação no Brasil, que vêm sofrendo ataques através das mais diversas formas de violência contra o jornalismo e os jornalistas: censuras e cerceamentos econômicos, políticos, sociais e morais externos ou pelos patrões, intimidações, perseguições, assédios judiciais, agressões verbais e físicas por agentes públicos e privados descontentes com a cobertura jornalística sobre seus atos e interesses.

Reafirmamos que igualmente é nossa tarefa cotidiana - e na qual também colocamos imenso empenho - construir a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação ampla, democrática, com efetiva interferência da população brasileira. Uma Conferência que envolva representação da sociedade civil, do governo e do empresariado, com três eixos temáticos: meios de comunicação, cadeia produtiva e sistemas de comunicação.

Neste 2008, quando celebramos 200 anos de imprensa no Brasil, 70 anos da nossa primeira regulamentação profissional, 100 anos de fundação da ABI e 90 anos do primeiro congresso nacional da categoria, também assinalamos como agenda diária dos jornalistas a denúncia do arrocho salarial, do desemprego e da precarização das relações trabalhistas e a reivindicação de melhores condições de trabalho. Com o mesmo peso, pautamos a defesa da obrigatoriedade da formação universitária especifica, um dos pilares da nossa regulamentação, e da constituição de um Conselho Federal dos Jornalistas que, como os demais conselhos profissionais existentes no país, garanta à nossa categoria a auto-regulação da profissão.

A FENAJ e seus Sindicatos, neste 7 de abril de 2008, nosso Dia, parabenizam os jornalistas do Brasil - profissionais e professores -, além dos estudantes de jornalismo. Celebramos com vocês e com a sociedade, cujo direito à informação é a razão maior das nossas grandes e pequenas lutas, as vitórias já alcançadas ao longo destes 200 anos de imprensa no país. Ao mesmo tempo, fazemos uma convocação: pelo papel social desempenhado pelo jornalismo e jornalistas, continuemos firmes nas batalhas pelo fortalecimento e valorização da profissão, pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação.

01 abril 2008

Conhecimento do Jornalismo foi tema de debate em Seminário de Florianópolis

Do Boletim da Fenaj

Com mais de 200 participantes, o I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo e o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico, realizados em Florianópolis de 27 a 29 de março, produziram importantes acúmulos para a reflexão sobre o jornalismo e a formação profissional. As propostas apresentadas serão submetidas ao XI Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo e ao XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, que ocorrem em abril e agosto, respectivamente, em São Paulo.

Na manhã de 28 de março, três painelistas fizeram exposições sobre o tema central do I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo. O professor Eduardo Meditsch (UFSC) citou conceitos de conhecimento de maneira geral, onde são construídas, as especificidades do Jornalismo como conhecimento e suas perspectivas. A seguir, o professor Carlos Franciscato (UFS), usou a linguagem para situar conhecimento e jornalismo. Ele falou do conhecimento no, do e para o Jornalismo. Por fim, o professor Gerson Martins (UFMS) apresentou sua visão do ensino do Jornalismo atualmente.

Posteriormente houve um debate com a participação dos professores. Tattiana Teixeira (UFSC), Celso Schröder (PUCRS) e Sérgio Luiz Gadini (UEPG-PR). Apesar das opiniões divergirem entre mais ou menos otimistas, todos concordaram que o Jornalismo segue para o amadurecimento de uma teoria própria. No período da tarde, teve início o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico que se estendeu até o dia seguinte, atualizando documentos sobre os temas aprovados em 1997 e 2006, respectivamente.

Os textos dos painelistas, bem como os relatórios e imagens dos eventos – o Mestrado em Jornalismo da UFSC organizou a transmissão ao vivo de atividades, via internet -, que estão sendo editados, serão disponibilizados no site da FENAJ nos próximos dias.

Repercussão positiva
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, avaliou que os eventos foram muito bem organizados pelo Sindicato dos Jornalistas de SC. Ele destacou que as atividades cumpriram seus objetivos. “Nós tínhamos uma dívida já há algum tempo com o debate teórico do Jornalismo como área de conhecimento e também precisávamos atualizar o debate sobre a formação profissional e o estágio”, disse. Para Murillo, o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico teve o mérito de organizar a discussão a ser travada no XXXIII Congresso Nacional da categoria, a realizar-se em São Paulo, em agosto.

Para o Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Gerson Martins, a escolha dos temas dos dois seminários foi feliz e apropriada para o momento, em função da necessidade de discutir as perspectivas do conhecimento do Jornalismo para ampliar a qualificação das escolas, dos professores e dos estudantes da área. “Estes seminários nos deram importantes contribuições, pois o XI ENPJ também debaterá estes temas e qualificando os docentes naturalmente estaremos qualificando as escolas e a formação dos futuros profissionais”, disse. Destacando a grande identidade entre o FNPJ, a FENAJ e a SBPJor, Martins considera que, o grande desafio será fazer com que os programas de formação acadêmica e estágio sejam de conhecimento das escolas de comunicação no país para sua efetiva implementação.

Carlos Franciscato, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, também considerou os seminários fundamentais para a formulação de um modelo de formação em Jornalismo com qualidade. “E o mais importante é que, para além de meramente assinarem os documentos sobre formação acadêmica e estágio, nossas entidades discutam e contribuam com propostas que façam avançar a formação em Jornalismo”, disse. Ele informou que as contribuições dos seminários serão debatidas também no encontro anual da SBPjor, que acontece de 19 a 21 de novembro, em São Paulo.

Annelize Tozetto, representante Regional Sul da Comissão Gestora da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, lamentou a falta de participação dos estudantes nos dois eventos: “os debates foram muito ricos e válidos, mas na maior parte das atividades só teve participação estudantil minha e de um colega de Brasília”. Ela diz que existe um preconceito quanto ao estágio, um debate que interessa bastante aos estudantes. “Existe uma imagem de que a FENAJ é contra o estágio, mas não foi o que eu vi”, conta, considerando que a regulamentação do estágio é fundamental para qualificar a formação acadêmica. Apesar da pouca participação estudantil, ficou empolgada. “Vou produzir um relatório e levar para os colegas da ENECOS uma impressão muito positiva dos debates realizados em Florianópolis”, assegurou.

21 março 2008

Última semana de inscrições para os Seminários do campo do Jornalismo

Estão abertas, até o dia 26 de março, as inscrições para o I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo e o II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico promovidos pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) em parceria com o FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo) e a SBPJor(Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo) com realização do SJSC(Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina). Os eventos serão realizados em Florianópolis, de 27 a 30 de março.

O I Seminário tem o objetivo de aprofundar a formulação e debate sobre o Conhecimento do Jornalismo, reunindo representantes dos vários segmentos do campo do jornalismo.

O II Seminário é consultivo e visa a elaboração de propostas de atualizações do Programa Nacional de Projetos de Estágio Acadêmico 2006 e do Programa de Estímulo à Qualidade de Ensino 2004. Estas propostas serão encaminhadas para deliberação no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas, a realizar-se em São Paulo, em agosto.

As contribuições de propostas encaminhadas até 18 de março, data em que encerrou o prazo para envio de teses, estarão disponíveis aos interessados no site da FENAJ a partir de segunda-feira(24/03). Também é possível baixar do site da Federação e veicular os seguintes produtos de divulgação: um Spot de rádio e dois VTs (um, de menor resolução, para divulgação via internet, e o outro para veiculação em TVs).

A conferência de abertura dos dois Seminários será com o Professor Doutor Nilson Lage, autor de dezenas de livros sobre Jornalismo. Também são painelistas, debatedores ou coordenadores de mesa dos eventos os professores, pesquisadores e jornalistas Carlos Franciscato, Gerson Martins, Sérgio Murillo de Andrade, Eduardo Meditsch, Celso Schröder, Tattiana Teixeira, Sérgio Gadini, Rubens Lunge, Maria José Braga, Marjorie Moura, Valci Zuculoto e a estudante de jornalismo Annelise Tosetto. Abaixo, confira a programação completa dos eventos. E para mais informações e inscrições para acesse www.fenaj.org.br ou www.sjsc.org.br.


I Seminário Nacional sobre o Conhecimento do Jornalismo

II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico

Reunião do Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Jornalistas

27, 28, 29 e 30 de Março de 2008
Florianópolis ˆ Santa Catarina
Promoção: FENAJ ˆ Federação Nacional dos Jornalistas
Realização: SJSC ˆ Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina

Programação:

1º dia ˆ 27/03/2008, quinta-feira

16 às 17h: Credenciamento

Local: Floph- Florianópolis Palace Hotel. Rua Artista Bittencourt, 14, Centro ˆ Florianópolis - SC

18h: Cerimônia de abertura oficial dos Seminários Local: Auditório do Centro de Comunicação e Expressão (CCE)/UFSC

Mesa:
Reitor da UFSC ˆ Lúcio José Botelho
Diretora do CCE - Viviane Heberle
Presidente da FENAJ ˆ Sérgio Murillo de Andrade
Presidente da SBPJor ˆ Carlos Franciscato
Presidente do FNPJ ˆ Gerson Martins
Presidente do SJSC ˆ Rubens Lunge

19h: Conferência de abertura Prof. Dr. Nilson Lage

Lançamento do Livro sobre Formação em Jornalismo e Coquetel de abertura.

2º dia ˆ 28/03/2008, sexta-feira
I Seminário sobre o Conhecimento do Jornalismo

Promoção: FENAJ, FNPJ e SBPJor.
Realização: SJSC
8h30 às 12h30: Painel sobre o Conhecimento do Jornalismo
Local: Auditório do CCE ˆ Centro de Comunicação e Expressão da UFSC

Painelistas:
Professor Dr. Eduardo Meditsch (UFSC)
Professor Dr. Carlos Franciscato (UFS)
Professor Dr. Gerson Martins (UFMS)

Debatedores: Prof. Celso Schröder (PUCRS)
Profa. Dra. Tattiana Teixeira (UFSC)
Prof. Dr. Sérgio Luiz Gadini (UEPG PR)

13h às 15h ˆ Almoço
II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e de Estágio Acadêmico
Promoção: FENAJ
Realização: SJSC
Local: Auditório do Floph ˆ Florianópolis Palace Hotel
15h às 19h - Mesa: Programa Nacional de Estímulo à Qualidade de Ensino em Jornalismo: O que atualizar 10 anos depois?
Coordenadores: Presidente do FNPJ, Gerson Martins, Secretária-Geral da FENAJ, Maria José Braga, e Diretora de Educação da FENAJ Valci Zuculoto
19h30 ˆ Jantar no Floph
21h30 ˆ Noite Cultural na Lagoa da Conceição

3º dia ˆ 29/03/2008, sábado

II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e de Estágio Acadêmico
Local: Auditório do Floph - Florianópolis Palace Hotel
9h às 13h - MESA: Revisão do Programa Nacional de Estágio Acadêmico em Jornalismo
Coordenadores: Presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, Presidente do SJSC, Rubens Lunge, Diretora de Educação da FENAJ Marjorie Moura, e Annelize Tozetto, da Comissão Gestora da ENECOS

13h às 15h ˆ Almoço

Reunião do Conselho de Representantes da FENAJ:
29 e 30 de março de 2008
Participam conselheiros representantes dos Sindicatos de Jornalistas do país filiados à FENAJ e dirigentes das entidades
Local: Auditório do Floph ˆ Florianópolis Palace Hotel

Agência Oficial dos Eventos:
Campus Viagens e Turismo
Fone/fax: (48) 3233-6525
e-mail: campus@campusturismo.com.br
www.campusturismo.com.br
Endereço: rua Lauro Linhares, 2123 ˆ Shopping Trindade
Trindade ˆ Florianópolis - SC

22 fevereiro 2008

Fenaj publica nota de repúdio contra a Igreja Universal

A Federação Nacional dos Jornalistas publicou nota de repúdio contra as ações de intimidação da Igreja Universal. Leia a nota completa abaixo:

A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos do país filiados à FENAJ repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus, que desencadeia campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.

Também apelam aos Tribunais e ao Superior Tribunal de Justiça no sentido de alertá-los para ações que se multiplicam a fim de inibir o trabalho de jornalistas em todo o país. O acesso e a divulgação da informação garantem o sistema democrático, são direitos do cidadão, e o cerceamento de ambos constitui violação dos direitos humanos.

A TV Record, controlada pela Universal, chegou ao extremo, inadmissível, de estampar no domingo, em cadeia nacional, a foto da jornalista Elvira Lobato, autora de uma matéria sobre a evolução patrimonial da Igreja, publicada na Folha de S.Paulo. Por esse motivo, Elvira responde a dezenas de ações propostas por fiéis e bispos em vários estados brasileiros.

Trata-se de uma clara incitação à intolerância e do uso de um meio de comunicação social de modo frontalmente contrário aos princípios democráticos, ao debate civilizado e construtivo entre posições divergentes.

O fato de expor a imagem da profissional em rede nacional de televisão, apontando-a como vilã no relacionamento com os fiéis, transfere para a Igreja a responsabilidade pela garantia da integridade moral e física da jornalista.

A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos exigem que os responsáveis pela Igreja Universal intervenham para impedir qualquer tipo de manifestação de intolerância contra a jornalista.

O episódio nos remete à perseguição religiosa, absurda e violenta, praticada por extremistas contra o escritor Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, e as charges de Maomé publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten.

O jornalista Bruno Thys do jornal carioca Extra também é processado pela Universal em cinco cidades do Estado do Rio de Janeiro. O repórter Valmar Hupsel Filho, na capital baiana, já responde a pelo menos 36 ações ajuizadas em vários estados do Brasil, nenhuma delas em Salvador, sede do jornal A Tarde, onde trabalha.

Há evidência de que essas ações, com termos idênticos, estão sendo elaboradas de forma centralizada, distribuídas e depois impetradas em locais distantes, para dificultar e prejudicar a defesa, além de aumentar o custo com as viagens dos jornalistas ou seus representantes.

Encaminhados à Justiça com o nítido objetivo de intimidar jornalistas, em particular, e a imprensa, em geral, esses processos intranqüilizam e desestabilizam emocionalmente a vida dos profissionais e de seus familiares. Ao mesmo tempo, atentam claramente contra os princípios básicos da liberdade de expressão e manifestação do pensamento.

Em um ambiente democrático e laico, é preciso compreender e aceitar posições antagônicas e, mais ainda, absorver as críticas contundentes, sem estimular reações de revanche ou mesmo de pura perseguição.

Este episódio repete, com suas consideráveis diferenças, outras situações em que os meios de comunicação exorbitaram os fins para os quais foram criados. A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos sustentam que a imprensa não pode se confundir com partidos políticos, crenças religiosas ou visões particulares de mundo.

Brasília, 20 de fevereiro de 2008.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Diretoria Sindicato dos Jornalistas da Bahia

14 fevereiro 2008

Fenaj divulga nota sobre demissões no Jornal de Brasília

A Federação Nacional dos Jornalistas, Fenaj, divulgou nota em que condena a demissão de jornalistas no Jornal de Brasília e exorta o jornal a rever o processo de demissão em massa.

Leia a íntegra da nota:
A Federação Nacional dos Jornalistas repudia a demissão de mais de trinta jornalistas, além de uma dezena de outros trabalhadores por parte do Jornal de Brasília. Entende que este velho receituário de resolver supostas crises financeiras, além de desumano é medíocre e ineficiente.

Por outro lado solidariza-se com seus trabalhadores, em especial os jornalistas, na expectativa que sua qualidade de vida e seus direitos sejam garantidos. Exorta também a empresa a rever sua decisão e que aposte numa saída negociada com seus trabalhadores e instituições trabalhistas.

Se os atuais administradores não se sentem em condições de fazer uma gestão positiva, que entreguem o Jornal de Brasília para os trabalhadores, que certamente tornarão o veículo rentável, com informação qualificada e ética, como já ocorreu em situações semelhantes em outros locais do país.

Brasília, 14 de fevereiro de 2008.
Diretoria da FENAJ

13 fevereiro 2008

TV Pública: uma necessidade democrática

Fenaj divulga Nota Oficial sobre a criação da EBC - Empresa Brasil de Comunicação:

As entidades abaixo-assinadas, diante da iminente votação da MP 398/07, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e espinha dorsal do sistema público de comunicação, afirmam:

1. Ratificamos nosso apoio à criação da EBC, na expectativa de um sistema público de comunicação, ressaltando sua importância para a democracia brasileira e sua necessidade para a consolidação da comunicação como direito social e humano.

2. Diferentemente das principais democracias consolidadas no mundo, que contam com um sistema público de radiodifusão, o Brasil até hoje não deu esse passo necessário.

3. Defendemos que a nova TV Pública deve ser uma referência para as demais televisões no que diz respeito à qualidade da programação e ao estabelecimento de mecanismo de participação e envolvimento da sociedade na sua gestão, produção e programação, bem como no encaminhamento de críticas e sugestões pela população.

4. Entendemos que a TV Pública deve manter independência tanto em relação aos governos como ao mercado, produzindo conteúdo de interesse público, sintonizada com as necessidades da sociedade.

5. Ressaltamos que a TV pública deve considerar o cenário de convergência tecnológica, buscando formas de agregar à sua rede uma oferta de serviços digitais, viabilizando a inclusão social.

6. Repudiamos as tentativas de desqualificação da TV Pública que tentam obstaculizá-la ou retirar-lhe as prerrogativas indispensáveis para o seu bom desempenho, cerceando a pluralidade da sua programação e a busca de fontes de financiamento não governamentais.

7. Por tudo isso, defendemos a aprovação da Medida Provisória 398/07, entendendo que ela é o primeiro passo na direção da criação do sistema público de comunicação no Brasil.

8. Reivindicamos, todavia, o aperfeiçoamento da MP, mediante a consideração das contribuições formuladas pela sociedade civil, movimentos sociais, movimentos que lutam pela democratização da comunicação, pesquisadores e trabalhadores da comunicação. Tais contribuições dizem respeito especialmente aos conceitos de gestão, programação e financiamento, de modo a aperfeiçoar o caráter público da EBC e da TV Brasil e garantir sua continuidade nos governos futuros.

9. Por fim, afirmamos que estamos mobilizados para defender a implantação da TV Pública brasileira.

Brasília, 13 de fevereiro de 2008.

Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações

1)FNDC – FÓRUM NACIONAL PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

2) MNDH – MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

3) FENAJ – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS

4) CUT – CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

5) CFP – CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA

6) ABCCOM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CANAIS COMUNITÁRIOS

7) CDHM – COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

8) SUBCOMISSÃO DE TV E RADIODIFUSÃO DA COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

9) INTERVOZES – COLETIVO BRASIL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

10) FITERT – FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO

11) LAPCOM-UNB – LABORATÓRIO DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO - UnB

12) ABRAÇO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA

13) PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO - MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

14) AMARC-BRASIL – ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS

15) ENECOS – EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

16) MST – MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA

17) ARPUB – ASSOCIAÇÃO DAS RÁDIOS PÚBLICAS DO BRASIL

18) CAMPANHA QUEM FINANCIA A BAIXARIA É CONTRA A CIDADANIA

19) OAB – ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL.

18 setembro 2007

FENAJ disponibiliza texto atualizado do Código de Ética


Do Boletim da Fenaj

Atualizado no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, realizado em Vitória (ES) de 3 a 5 de agosto, o novo texto do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros está disponível a seguir. Aprovadas por delegações de 23 estados, as mudanças tiveram seu texto final elaborado por uma comissão eleita no Congresso.

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros vigora há 20 anos. Os debates para sua atualização foram iniciados em 2004 e no XXXII Congresso Nacional da categoria, realizado no ano passado, deliberou-se que as alterações seriam definidas em congresso extraordinário e específico sobre o tema, precedido de consulta pública à sociedade.

Após 12 colaborações de sindicatos, professores e jornalistas e 290 sugestões encaminhadas ao sistema de consulta pública que a FENAJ manteve aberto em seu site durante três meses, o texto foi encaminhado aos Sindicatos de Jornalistas para novos debates e, finalmente, submetido à votação no Congresso Extraordinário de Vitória.

Cercado de expectativas após longo e democrático processo de debates, eis o texto na integra.

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

Capítulo I - Do direito à informação

Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.

Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:

I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.

II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;

III - a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;

IV - a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não-governamentais, é uma obrigação social.

V - a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.

Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista

Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao presente Código de Ética.

Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.

Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.

Art. 6º É dever do jornalista:

I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;

II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;

III - lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;

IV - defender o livre exercício da profissão;

V - valorizar, honrar e dignificar a profissão;

VI - não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;

VII - combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;

VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;

IX - respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;

X - defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;

XI - defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias;

XII - respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;

XIII - denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;

XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Art. 7º O jornalista não pode:

I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;

II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;

III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;

IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;

V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;

VI - realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;

VII - permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;

VIII - assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;

IX - valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

Capítulo III - Da responsabilidade profissional do jornalista

Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.

Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.

Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.

Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:

I - visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;

II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;

III - obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;

Art. 12. O jornalista deve:

I - ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;

II - buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;

III - tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;

IV - informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;

V - rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;

VI - promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;

VII - defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;

VIII - preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;

IX - manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;

X - prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.

Capítulo IV - Das relações profissionais

Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.

Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.

Art. 14. O jornalista não deve:

I - acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;

II - ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;

III - criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.

Capítulo V - Da aplicação do Código de Ética e disposições finais

Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.

§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.

§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas diretorias.

§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos sindicatos.

Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:

I - julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das comissões de ética dos sindicatos;

II - tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;

III - fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;

IV - receber representação de competência da primeira instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;

V - processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;

VI - recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade.

Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Parágrafo único - Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.

Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.

Vitória, 04 de agosto de 2007.
Federação Nacional dos Jornalistas

10 setembro 2007

TST confirma que diploma e registro são requisitos para exercício do Jornalismo


Do sítio web da Fenaj

Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reafirmando a exigência de diploma de curso superior de Jornalismo e o prévio registro no Ministério do Trabalho como condições para o exercício regular da profissão está sendo comemorada pela categoria. Ela é mais um elemento a reforçar a perspectiva de que o Supremo Tribunal Federal (STF) dá ganho de causa à tese defendida pela FENAJ e Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Divulgada pela assessoria de comunicação social do TST, a posição da 3ª Turma do TST foi afirmada no julgamento de um recurso onde foi rejeitado o pleito de uma ex-empregada contra uma produtora. Admitida em abril de 2002, ela trabalhou até 2004. Recebia salários através de nota fiscal e nunca houve anotação na carteira de trabalho. Mas não juntou ao processo seu diploma e registro no Ministério do Trabalho.

A reclamante pedia o reconhecimento de vínculo, a aplicação de reajustes salariais referentes aos jornalistas, horas extras além da quinta diária, indenização por danos morais e rescisão indireta do contrato de trabalho.

Em seu parecer pela rejeição do recurso, o relator do processo, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, observou que, embora tenham ocorrido várias modificações no Decreto-Lei 972/69, que regulamenta a profissão de jornalista, a obrigatoriedade do prévio registro no Ministério do Trabalho e a necessidade do diploma ficaram mantidas.

A diretora do Departamento de Educação da FENAJ, Valci Zuculoto, avalia que a decisão do TST fortalece a luta dos jornalistas profissionais. "É mais uma vitória, abrindo caminho para a final no caso que esté no STF e também em relação a todo o debate da nossa regulamentação", diz.

Valci informa que a Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação, da qual faz parte, está preparando uma nova etapa de açõees que serão divulgadas brevemente e desencadeadas em conjunto com os Sindicatos de Jornalistas e entidades do campo do Jornalismo.