22 junho 2006

World Cup 2006 - Brasil: venceu, mas não convenceu


O Brasil jogou mal. Ronaldo novamente é um sapo gordo em campo. É até muito interessante ver, na tela da TV, a "fantástica" movimentação do Ronaldo. Como corre esse rapaz!!! É impressionante! Num momento está no campo de defesa, noutra está na boca do gol adversário. Claro que isso é uma ironia. Ronaldo definitivamente não corre, é um jogador de "banheira" assim como era e é Romário. Só faz gol se jogam a bola nos seus pés. A jogada é sempre a mesma: recebe de costas para o gol, vira o corpo de chuta. Se não tem barreira (humana) e o goleiro estiver mal posicionado, faz gol; fora disso é incapaz de qualquer criação de jogada.

A recomendação do Parreira é seguida de forma rígida. Ronaldinho gaúcho arma as jogadas, mas não chuta. É um desperdício de talento. E ele, Ronaldinho, mostrou que faz uma grande diferença no jogo contra o Japão. Depois de sua saída o time se perdeu. Não houve ataque. Foi um jogo que esculhambou com o torcedor, seja no estádio, seja pela televisão. Pense bem! Depois dos 30 minutos de partido, não houve mais jogada, os jogadores brasileiros, com domínio da posse de bola, se limitavam a bater bola no meio do campo. Bem que mereciam um gol adversário. Um absurdo, um desrespeito ao torcedor!

E não se enganem! Os gols do Ronaldo tem um patrocínio poderoso, a Brahma! Por isso, ninguém tem privilégio para fazer gol. Excepcionalmente, em tiros de longa distancia, os outros jogadores fazem gol. Fora disso, Ronaldo, Cicinho e o próprio Parreira recebem milhares de dólares para focalizar os gols do Ronaldo.

Também está muito complicado assistir os jogos pela Globo, principalmente, ou melhor, unicamente pela narração do Galvão Bueno. É o único que se refere ao Ronaldo pela apelido de Ronaldinho. Um comentário do Casa Grande, que deixa muito a desejar, foi um bom comentarista algum tempo atrás, hoje é um panaca no áudio. Casa Grande fala que o time é ótimo. Que enrolar o jogo aos 30 minutos é normal. Só se for normal para a sua incompetência. Esse mesmo comentário, para enganar os espectadores, foi feito pelo Galvão, ou melhor, no bom estilo Casseta e Planeta, Gavião Bueno. É uma afronta, um desrespeito para o espectador. É chamar o espectador de palhaço.

A seleção brasileira venceu, mas não convenceu. Num confronto com Alemanha, Itália, Inglaterra e até mesmo com Espanha, o time brasileiro não resiste, vai sucumbir com esse estilo de jogo. Tem que melhorar muito se quer ganhar o campeonato.

15 junho 2006

Globo e sua política da manipulação editorial


A edição desta noite, 15 de junho de 2006, do Jornal Naciona da TV Globo foi, novamente, um primor. Neste período pré-campanha eleitoral, quase todas as noites a Globo começa seu telejornal mais famoso e em seguida o apresentador e editor, Willian Bonner, informa que o jornal será interrompido pela "propaganda política" e "retornaremos em exatamente 20 minutos". E lá vamos nós aguentar esse intervalo de, em muitas das vezes, de pura comédia e em outras de um drama que o mais famoso novelista da própria Globo morreria de inveja.

Hoje foi diferente. Fátima Bernardes, direto da Alemanha, informa que o jornal, as notícias da Copa retornam em 11 minutos e nada mais. Depois disso o que se vê é a apresentação de um vídeo político, sem qualquer introdução, sem identificação, se se tratava de propaganda política, uma produção da própria Globo ou ainda, quem sabe, uma veiculação comercial. Os apresentadores do Jornal Nacional não fizeram, como sempre fizeram, referência ao espaço de propaganda política. O vídeo apresentado foi uma esculhanbação. Só faltou chamar os militares para um novo golpe. O general Geisel foi "santificado" e o país teve bons momentos e progresso durante o período da ditadura. No final do vídeo, de forma muito discreta, quase subliminar, aparece a identidade do autor ou do responsável pelo vídeo: PFL. Vou muito rápido! Em qualquer momento os locutores, apresentadores fizeram qualquer menção ao partido ou aos seus políticos. O vídeo tinha e teve um objetivo muito claro. Lamentável que a população brasileira ainda não esteja preparada para essas artimanhas e, talvez, muitos não tenham entendido o real objetivo dessa verdadeira "propaganda política" do PFL.
Foi um verdadeiro "truque baixo". Daqui a pouco teremos muitos outros, a exemplo do ACM, vulgo "Toninho Malvadeza" a pedir o fechamento do Congresso Nacional e a instalação de um Junta Militar para administrar o Brasil.

13 junho 2006

Fora Ronaldo!


Copa do mundo de futebol, Alemanha 2006 - World Cup 2006 - Germany
Jogo Brasil x Croácia, às 16h, horário do Brasil.

É impressionante como joga mal o Ronaldo! É uma eminência parda, espera que a bola caia nos seus pés. Enquanto os outros jogadores, principalmente Kaka, Ronaldinho Gaúcho, Adriano brigam pela bola, correm, lutam pelas jogadas, o "fenômeno" de Galvão Bueno passeia em campo. Creio que ele deva ter "comprado" ingresso para ASSISTIR o jogo em local privilegiado, no meio do campo. Acho que a Bhrama paga um bom cachê para a CBF manter o Ronaldo, para que ele possa fazer o marketing (gesto com o dedo indicador quando faz gol) da cerveja.
É lamentável manter Ronaldo no time.
Ele passeia pelo campo.
Felizmente Parreira tem juízo e faz a substituição mais evidente (veja foto - Reuters).
Com Robinho em campo o jogo ganho novo ritmo e a presença de um atacante que realmente ataque dá outra perspectiva para a equipe.

08 junho 2006

Natal, uma cidade sem prefeito


O abandono de Natal é tão contumaz, freqüente e geral que dá a impressão que não existe prefeitura, adminstração municipal e, conseqüentemente, prefeito. Muitas vias públicas não têm qualquer manutenção. Pelas ruas de vários bairros é nitido o abandono, a sujeira, os buracos. O mato toma conta das avenidas. Na foto o que se diz prefeito de Natal, mas completamente ausente da administração do caos na cidade.

Um pequeno sinal de administração pública municipal está no recente episódio do hotel, em construção na Via Costeira, que ignorou completamente a legislação municipal e alterou o projeto da obra. A prefeitura, adequadamente, embargou a obra. A obra desse hotel, como os demais construídos na mesma Via, não respeitam minimamente a legislação ambiental municipal e federal.

É triste ver um a cidade tão bonita como Natal abandonada pelos seus dirigentes públicos e se tornar uma grande favela e um amontoado de lixo a céu aberto.

23 maio 2006

E o caos da numeração das casas em Natal

De novo vou tratar de problemas urbanos de Natal. Não é uma crítica sistemática, mas ações simples e necessárias para o desenvolvimento urbano da cidade são nigligenciados pela prefeitura. E esta história revela o trabalho exaustivo que tem os carteiros, os profissionais do Correio que fazem a entrega diária de correspondência. É importante denunciar o caos da numeração das casas sejam de comércio, residências, lojas, bares, restaurantes e outros tantos das ruas de Natal. No Bairro de Capim Macio praticamente todas as ruas começam com a numeração das casas acima de 1000. Todos sabemos que a numeração das casas numa rua determina a quantidade de metros que aquela residência, edificação tem desde o início da rua. Assim, uma casa de número 897, significa dizer que ela está a 897 metros do início da rua. Em Natal isso não acontece. O cidadão segue pela rua em busca do número 1123, alcança o número 1115, pensa que está próximo. Pensa! E errado! Ele pode estar na posição completamente oposto do número desejado. Não há um ordenação da numeração. As pessoas colocam, em suas casas, o número que bem entender. Assim, se considero bonito o número 2929, coloco em frente a minha residência, não importa se a numeração ao lado seja 15, 1234 ou qualquer outra. É a face do caos urbano! Experimente e siga uma numeração nas ruas da cidade! Experimente!

19 maio 2006

Por que a Prefeitura de Natal não limpa ruas e jardins

Pergunta que não quer calar: por que a Prefeitura de Natal não limpa, organiza as ruas e jardins centrais das avenidas? A população circula pela cidade e em todas as ruas encontra a mesma situação: sarjetas sujas, com muito lixo, muito mato devido a intensidade do inverno - generoso para os agricultores do semi-árido - , com os canteiros centrais também em estado de abandono. Há uma Avenida lateral da Av. Roberto Freire, que fica no fundo do CCAB Sul e vai do Conjunto dos Professores até Mirassol onde há um enorme buraco no meio da pista, bem na altura do CCAB Sul. Depois de muitos anos de passagem pelo mesmo buraco, enviei uma mensagem para a Prefeitura e denunciei a necessidade de tampar o buraco, fato corriqueiro nas principais cidades do país, cidades onde qualquer buraco em via pública pavimentada é logo tapado, pois a Secretaria encarregada desse serviço mantém equipes de vigilância nas ruas, principalmente após chuvas intensas. Pois bem! Enviei e mensagem no dia 17 de fevereiro e agora, depois de 3 meses, é não para rir (a situação é ilariante), recebo uma mensagem da SEMOV, Secretária encarregada desse tipo de serviço, onde diz que o problema é da SEMOV e não de outras secretaria e que quando denunciados, são resolvidos o mais breve possível. Pois é! São 3 meses de denúncia e os buracos em questão devem estar comemorando o 3º aniversário.
Só pode ser piada! Devemos recomendar os responsáveis pela Secretária, talvez o próprio Secretário para trabalho no Zorra Total. Imagine essa piada lá! O programa vai dobrar de audiência.

E as ruas continuam com as sarjetas sujas, contaminadas pelo mato e os canteiros centrais das principais avenidas de Natal cheio de sacos plásticos, lixo e muita sujeira. Será que a população que paga seus impostos merece isso?

13 maio 2006

Restaurante Mirante do Suiço - Natal (RN)

Um bom local, uma comida excelente! Até o último dia 12 de maio. No Brasil, em muitos estados e em muitos municípios, há uma lei que proíbe o fumo em locais fechados, em restaurantes e outros locais públicos. Na último quinta-feira, 12 de maio, como fiz várias vezes, fui almoçar no Restaurante Mirante do Suiço, no bairro de Ponta Negra em Natal. Não foi possível comer com a presença, na mesa vizinha, de uma fumante inveterada e mal educada. Perguntamos ao garçom sobre a proibição de fumo no local. Informou que, apesar da legislação municipal de Natal proibir o fumo em restaurantes, naquele local não se aplicava a lei. De certo o proprietário do restaurante, presumo de nacionalidade suiça, está acima da lei! Mudamos para outra mesa para evitar maiores constrangimentos e poluição no ar ao redor dos fumantes. Os não fumantes tiveram que se deslocar. Não foi para surpresa nossa que, posteriormente, uma das pessoas sentadas na mesa das "garbosas fumantes" era o proprietário do restaurante. Ou seja, se reclamássemos do fumo provavelmente seríamos expulsos pelo proprietário.

Uma questão é certa! O "Mirante do Suiço fumador" perdeu o cliente. E a depender deste autor, não receberá mais qualquer indicação. Enquanto não for respeitada a lei, ninguém está acima da lei, o Sr. "Suiço" deveria ter seu estabelecimento fiscalizado e fechado pelos órgãos da saúde pública. Nessa situação, quem garante que o "Suiço fumador" não prepara seu cardápio com cigarro na boca!

06 maio 2006

Greve na UERN

O descaso do governo com o ensino público é uma afronta às instituições democráticas. Ao invés de gastar kilometros, toneladas, uma quantia imensurável do dinheiro público para sua campanha eleitoral na televisão, deveria atender aos princípios básicos da governabilidade, da democracia e do respeito ao patrimônio público. O governo de quem se diz professora, determina o sucateamento e a privatização do ensino público, único bem que a população pode apostar para garantir seus direitos.

Leiam a nota da Associação dos Professores da UERN sobre a greve:

EM DEFESA DA UERN

NOTA À SOCIEDADE POTIGUAR

O papel da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN é produzir e transmitir conhecimentos que contribuam com o desenvolvimento sócio-econômico e cultural da sociedade potiguar. Para cumprir este papel, ela necessita de garantias de investimentos financeiros por parte do governo estadual para cumprir bem as suas funções. No entanto, a falta de compromisso dos sucessivos governos fez com que a UERN atingisse um estado crítico de funcionamento que compromete a qualidade de suas atividades.

O não repasse de parte do orçamento da UERN pelo atual governo do estado resulta em um gradativo sucateamento de nossa instituição, além de abrir espaço para sua privatização, por meio da oferta de cursos especiais pagos e de cobrança de taxas de serviços. Também a expansão não planejada, visível na criação de Núcleos de Ensino em todas as regiões do estado, atendendo a interesses políticos e eleitoreiros, sem garantias orçamentárias para o seu adequado funcionamento, contribui para agravar a atual crise da UERN. É necessário salientar que essa situação desestimula o trabalho acadêmico fazendo com que a UERN perca parte significativa de seu quadro docente para outras instituições de ensino, o que afeta diretamente a qualidade do seu trabalho acadêmico. Soma-se a isso, a falta de uma política de valorização do trabalho docente e técnico-administrativo expresso no descumprimento por parte do governo Wilma de Faria do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da UERN, implementado desde 1989. Entendemos que esse Plano não deve ser visto apenas como recurso de acréscimo salarial, mas como estímulo ao crescimento e desenvolvimento do pessoal docente e técnico-administrativo. O Plano também é um instrumento de realização profissional e mecanismo de garantia da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, condição necessária à qualificação para a Universidade em suas relações sociais. Assim, a luta pelo cumprimento desse Plano, fundamental para manter um quadro docente de qualidade atuando na instituição, insere-se num conjunto de ações políticas em defesa da permanência da UERN como universidade pública e gratuita, que possa desempenhar suas funções com qualidade.

Pelos motivos expostos acima, o movimento grevista da UERN iniciado no dia 17 de abril, tem por objetivo exigir do governo do estado, a garantia do cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e desenvolvimento de uma política orçamentária efetiva para o funcionamento de nossa Universidade, patrimônio de todos os norte-riograndenses.

VOCÊ FAZ PARTE DESTA LUTA. DEFENDA A NOSSA UNIVERSIDADE!

Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - ADUERN

Sindicato dos Técnico-Administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - SINTAUERN

08 abril 2006

Voa Varig!

A Varig está com dias contados. Os freqüentes atrasos denotam a situação da empresa. Infelizmente, um país de dimensões continentais terá apenas duas empresas áereas. Mas a pergunta que fica é: por que tantas empresas aéreas quebram no país? É muita ganância pelo lucro fácil? Ou são as tetas do governo que abastecem? Foi a Transbrasil, foi a Vasp e agora a Varig!!! Muitas dúvidas literalmente no "ar"!

24 fevereiro 2006

Caso Nilson Lage exige uma reação do campo do jornalismo

É lamentável o fato ocorrido com o professor Nilson Lage conforme Nota divulgada pelo FNPJ, FENAJ e SBPJor. As entidades do campo do jornalismo devem disseminar o fato e encaminhar ações que objetivem reparação do constrangimento sofrido pelo professor Lage, um dos ícones do jornalismo brasileiro.

17 fevereiro 2006

Seca no sertão potiguar

A paisagem é desoladora! De Macaíba, região metropolitana de Natal, até Mossoró a cena é deprimente, de angústia. São kilometros e kilometros de mata seca, rios sem água, pontes que indicam nomes de rios que não existem. A população residente está habituada, afinal, como todos dizem, é um fenômeno cíclico e acontece todos os anos. Não há chuvas consistentes desde setembro de 2005. Estamos em fevereiro! Segundo os meteorologistas norte-rio-grandenses, depois do carnaval começa o chamado período do inverno, que na região nordeste quer dizer tempo de chuva, tanto que o "inverno" começa em março e termina em junho.

A viagem pelo sertão é repleta de pequenos arbustos totalmente secos. Na beira da estrada, pontas de cigarros dos viajantes provoca pequenos incendios, que não são de maiores proporções nem se sabe porque, pois o mato, o capim está totalmente seco. Qual a solução para isso? Como proporcionar condições dignas de vida para o sertanejo, para o morador da seca?

14 fevereiro 2006

Jornalismo x Publicidade

Um fato muito interessante. No dia 11 de fevereiro a InterTV Cabugi, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Norte, veiculou reportagem na segunda edição do RN TV, programa jornalístico estadual exibido pela emissora, conforme modelo adotado pela Rede Globo em todo país, sobre as condições fisícas e de infra-estrutura de uma escola pública estadual, localizada em Natal. A escola, segundo a reportagem e demonstrado pelas imagens, não possui cobertura, não tem carteiras, as paredes com a pintura em visível estado de sujeira, com rascunhos e pixações. Na reportagem também foi mostrado que a escola sofre contínuos ataques de vandalos e ladrões que deixam a situação mais precária ainda. Na seqüência, no intervalo comercial, a emissora apresenta um vídeo publicitário do governo estadual que tem como slogan, chamada principal "O Rio Grande do Norte tá melhor"! É e foi trágico, para não dizer cômico. A reportagem sobre as condições extremamente precários de uma escola estudual, onde os alunos não podem freqüentar as aulas e de outro lado a propaganda do governo que informa que "escolas estão em ordem, que as estradas são novas e estão pavimentadas em todo estado, que a população tem moradia..."

Essa é a diferença entre jornalismo e publicidade. O jornalismo deve informar o real, a situação, o fato. A publicidade passa uma maquiagem e mostra o ideal ou a fantasia, ou ainda o irreal, pois se maquia a realidade, não é mais a realidade. É uma fantasia, uma falsidade, uma mentira.

Assistir TV nestes últimos dias se tornou algo desagrádavel, pois a veiculação da propaganda "O Rio Grande do Norte tá melhor" é intensa. De cada 10 veiculações publicitárias na TV, em qualquer emissora, 8 são do governo estadual. É massivo! Tanto que a musiquinha do "Rio Grande do Norte tá melhor" está quase incorporada nas pessoas. E aí uma das propriedades da publicidade, só que neste caso, pela veiculação excessiva, que nem mesmo as multinacionais tem cacife para bancar.

28 janeiro 2006

Caos em Capim Macio

Essa é a única forma de classificar a situação de calamidade em que estão as ruas do bairro na cidade de Natal. O bairro reúne residências e edifícios de apartamentos e não tem ruas pavimentadas e nem sequer sistema de saneamento. São inúmeros edifícios, prédios que são construídos, erguidos a cada semana sem a menor infra-estrutura urbana. Todos os dias caminhões trafegam pelo bairro para fazer a coleta das "fezes" dos prédios. As contrutoras, ou melhor, os donos das contrutores não têm qualquer preocupação se os prédios e os apartamentos terão um sistema de esgotamento sanitário ou não, não são eles que vão morar nos prédios. Que se danem os proprietários! A situação é calamitosa. E a prefeitura usa o IPTU do Bairro para fazer propaganda na TV e acumular caixa de campanha. Essa situação, cedo ou tarde, chegará na Europa e o grande fluxo de turistas deixarão de visitar Natal, pois a cidade tem uma grande maquiagem. Para quem circular pela avenidas de acesso a hotéis e praias, algumas poucas e principalmente Ponta Negra, visualiza uma cidade bonita, mas ao entrar um pouco no interior dos bairros vai perceber o caos da cidade, onde o poder público arrecada, mas não tem qualquer preocupação.

25 janeiro 2006

Rali em Capim Macio

É bom esclarecer de imediato que este texto não vai tratar de um evento esportivo automobilístico no Bairro de Capim Macio em Natal (RN), embora seja importante registrar que foi promovido recentemente um evento nessa modalidade no bairro.

O tema deste texto serve para avaliar a situação das ruas no bairro. Quando não é a chuva que cria inúmeras lagoas e ameaçam residências, agora no verão o pesadelo dos moradores e principalmente dos motoristas que circulam no bairro é a areia movediça que impede o livre trânsito e danifica carros e caminhões. Recentemente, na Rua Presbítero Porfírio Silva, entre as ruas Neuza e Antonio Farache, um caminhão, tipo carreta, ficou “atolado” na areia! As ruas do bairro foram abandonadas pela Prefeitura que está cuidando da maquiagem da cidade para que os turistas não percebam o caos de alguns bairros. Assim, é fácil verificar as ruas do Tirol e de Petrópolis limpas e pavimentadas com asfalto. Até mesmo em locais onde não há necessidade de pavimentação asfáltica, como a Avenida Silvio Pedrosa em Areia Preta, está sendo recoberta.

No final de 2005, moradores do bairro fizeram uma reunião para discutir a urgência da urbanização de Capim Macio, principalmente a pavimentação das ruas. Estiveram presentes mais de 280 moradores reunidos com um representante da Prefeitura. Nessa reunião, realizada em novembro de 2005, o engenheiro da Prefeitura informou que se faria a pavimentação de 9 (nove) ruas do Bairro, cujos moradores reclamam de ter o mais alto valor de IPTU da cidade e não ter qualquer infra-estrutura.

No Bairro todas as ruas não têm pavimentação, não há saneamento básico, não há galerias pluviais e muitas vias não tem iluminação pública. Na realidade a prefeitura realizou o calçamento com paralelepípedo em 7 (sete) travessas e não 9 (nove) ruas como alardeou. Todas as travessas pavimentadas, para quem quiser conferir, ficam após o Praiashopping em direção ao interior do Bairro. Com a chegada dos carnês para pagamento do IPTU, muitos moradores avaliam a possibilidade de fazer o pagamento em juízo. Esse fato foi contestado pelo representante da prefeitura que argumentou não ser finalidade dos recursos do IPTU o custeio da infra-estrutura de uma cidade. Se o IPTU não é para custear a melhoria da infra-estrutura de uma cidade, além da educação e da saúde, então deverá ser para preparar as eleições. São urgentes as providências do poder público municipal e estadual na solução dos problemas de urbanização de Capim Macio, principalmente no que se refere às condições das ruas. Nesse meio tempo, necessário se faz que o poder público municipal realize obras para acabar com os bancos de areia movediça localizados em várias ruas do bairro. As ruas Presbítero Porfírio Silva e Missionário Joel Carlson são exemplos dos buracos e dos bancos de areia que impedem o trânsito, seja de pedestres ou de veículos.

E antes mesmo deste texto ser publicado, houve um contato com o Diretor de Redação da Tribuna do Norte para acrescentar mais informações. No trecho citado da Rua Porfírio Silva foi constatado, em apenas um dia, 5 (cinco) veículos atolados no seco. A rua está intransitável! O que se ouvia dos motoristas que estavam com seus carros atolados é que na Prefeitura do Natal não tem gente decente, que seja capaz de resolver o problemas das ruas de Capim Macio.

15 janeiro 2006

InterTV Cabugi faz reportagem sobre praias no Rio Grande do Norte

A InterTV Cabugi, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Norte, apresenta nesta segunda-feira, 16 de janeiro, uma reportagem sobre a exploração inadequada dos terrenos de marinha no litoral do estado. A reportagem da emissora fez uma entrevista com o professor Gerson Martins que abordou o assunto em sua coluna na edição do último dia 10 de janeiro no jornal Tribuna do Norte, matéria também publicada neste Blog. A reportagem será exibida no RN TV e vai tratar também da instalação desordenada e irregular dos hotéis na Via Costeira. Um hotel recém construído fez inúmeros aterros sobre a faixa de praia em frente ao prédio. Vale a pena conferir!

Técnicos da Prefeitura de Natal têm problemas com a matemática

Os técnicos (engenheiros e funcionários, até mesmo o prefeito) da prefeitura do munícipio de Natal (RN) têm problemas com a matemática. Na reunião que realizou, em novembro de 2005, com moradores do Bairro de Capim Macio informou que faria a pavimentação de 9 (nove) ruas do Bairro, cujos moradores reclamam de ter o mais alto valor de IPTU da cidade e não ter qualquer infra-estrutura. No Bairro todas as ruas não têm pavimentação, não há saneamento básico, não galerias pluvias e muitas não tem iluminação pública. Na realidade a prefeitura realizou o calçamento com paralelepípedo em 7 (sete) travessas e não nove ruas como alardeou. Todas as travessas pavimentadas, para quem quiser conferir, ficam após o Praiashopping em direção ao interior do Bairro.

06 janeiro 2006

Praias do Rio Grande do Norte privatizadas III


Mais algumas fotos que comprovam o loteamento e privatização da praias no Rio Grande do Norte.

Praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas II


Aqui o leitor confere mais algumas fotos que testemunham a privatização das praias no litoral do Rio Grande do Norte. Um fato chama a atenção: os veranistas, turistas, aqueles que desejam usufruir de um litoral de praias lindas, em conseqüência da privatização das praias e da impossibilidade de acesso, terminam por congestionar alguns poucos pontos das praias. São centenas de banhistas em poucos locais. É um paradoxo num estado que possui uma grande faixa litorânea e quase 100% de balneabilidade.

As residências contruídas sobre a areia da praia impedem o acesso. Da estrada que leva aos balneários não existe como se chegar à praia. Pode-se observar o exemplo na foto acima. Na maré cheia, a água do mar bate nos muros da casa!

03 janeiro 2006

Praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas

As praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas! O que deveria ser um patrimônio público, aqui pertence a alguns poucos privilegiados. No trânsito pelo litoral potiguar é muito comum se deparar com dezenas de praias sem qualquer forma de acesso, praias que estão privatizadas. A ocupação é feita de forma irregular e sabe-se lá que lei permite esse tipo de construção, mas encontram-se muitos imóveis construídos sobre a areia da praia. Há inúmeros exemplos em Pitangui, Tabatinga, Búzios, Camurupim, Muriú. Esse tipo de ocupação começa pelos hotéis na Via Costeira e em Ponta Negra. Há uma apropriação do espaço público.

O Governo Federal está a delimitar as áreas de praias públicas e o espaço em que não é permitido construções. Mas chegou tarde. A maior parte das praias potiguares está loteada. Há absurdos de casas construídas sobre a areia da praia. Os muros dessas casas sofrem o impacto do movimento das marés, mas nada que venha prejudicar as muralhas. Resultado: não há espaço para o lazer nem mesmo para o morador dessas residências. Há exemplos dessa ocupação em Tabatinga. Tanto do litoral sul quanto no litoral norte não há como ver as praias, pois uma barreira de casas impede a visão e não possibilita que veranistas, famílias, turistas e visitantes possam ver a praia, a beleza das praias potiguares.

O Rio Grande do Norte possui belíssimas paisagens, belíssimas praias, mas não há como admira-las. A paisagem está suja. Os casos mais esdrúxulos e gritantes estão em Búzios, Tabatinga, Pitangui e Muriú, mas há muitos mais.

A lei 7.661, de 16 de maio de 1988, que foi regulamentada pelo Decreto 5.300 de 7 de dezembro de 2004, no 21 do decreto diz que as praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse da segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica. E diz, no parágrafo primeiro que o Poder Público Municipal, em conjunto com o órgão ambiental, assegurará no âmbito do planejamento urbano, o acesso às praias e ao mar, ressalvadas as áreas de segurança nacional ou áreas protegidas por legislação específica.

A lei determina a faixa de domínio a ser respeitada, de cinqüenta metros em áreas urbanizadas ou duzentos metros em áreas não urbanizadas, demarcados na direção do continente a partir da linha de preamar ou do limite final de ecossistemas, tais como as caracterizadas por feições de praias, dunas, áreas de escarpas, falésias, costões rochosos, restingas, manguezais, marismas, lagunas, estuários, canais ou braços de mar, quando existentes. Muitas residências do litoral potiguar estão, sem qualquer dúvida, em situação ilegal, desrespeitam a lei e não existe autoridade pública competente para fazer cumprir a legislação. Todos perdem com isso. Os norte-rio-grandenses que não podem acessar e usufruir das belas praias do seu estado; perdem os turistas que nem podem conhecer a beleza desse litoral; perdem comerciantes, empresários da indústria hoteleira, pois teríamos uma demanda de turistas para conhecer nosso litoral.

São necessárias medidas urgentes para desocupar as praias, garantir o espaço público e, mais urgente ainda, criar mecanismos que garantam o cumprimento da legislação em possíveis novos loteamentos e posses irregulares. Provavelmente muitos natalenses devem ter visto algum turista estrangeiro ou brasileiro ficar perplexo ao saber que as dunas têm dono!

De outro lado, não podemos negligenciar a ação da natureza quando seus espaços são invadidos. A situação na praia de Ponta Negra é um exemplo disso. Estabelecimentos comerciais foram construídos quase dentro da água. O resultado disso é que a praia, os usuários, turistas e moradores sofrem com o esgoto na areia. Devido a ação das marés, a água do mar não poupa essa invasão e freqüentemente expõe a canalização do esgoto na praia. O fato traz poluição, mal cheiro e suja a praia. Não demora muito e a praia de Ponta Negra, na área do Morro do Careca, será interditada. O cartão postal de Natal ficará sujo devido a irresponsabilidade das autoridades políticas e de empresários gananciosos.

Notícia publicada pelo jornal TRIBUNA DO NORTE , edição do dia 5 de janeiro de 2006, mostra a situação em Maxaranguape e como o entendimento das autoridades e dos proprietários das praias para resolver o problema está na contramão das leis da natureza. Segundo as informações do jornal, se pretende construir barreiras de pedra para diminuir o impacto das marés. O cenário que se apresenta a partir da construção dessas barreiras é o de praias linda, mas cheia de barreiras de pedras. O leitor pode imaginar a paisagem cheia dessas barreiras? O correto seria retirar esses imóveis da faixa de praia e deixar a natureza em seu curso. E como diz o ditado: "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", não demorará muito tempo para que essas barreiras sejam destruídas e tragam mais prejuízo à praia, pois as pedras ficarão no meio da areia e vão estragar a praia como área de lazer. Em poucos anos o Rio Grande do Norte ficará sem praias! É um absurdo fazer uma afirmação dessas! Parece algo apocalíptico! Se o governo não tomar providências imediatas, é isso o que vai acontecer.

08 dezembro 2005

Uma proposta de fuso horário para o extremo leste do Brasil


O Brasil é um país de dimensões continentais. No inconsciente coletivo da população é um país que vai do Oiapoque ao Chuí, embora essa referencia tenha sido alterada pelos geógrafos, que corrigiram a localização dos pontos extremos do Brasil, tanto no norte quanto no sul. Devido a essa verdadeira “marca” imposta na consciência das pessoas, não se percebe que o Brasil é também imenso, comprido, longo, distante no sentido leste – oeste. A distância entre os extremos longitudinais é tão grande quanto os extremos latitudinais. É um país verdadeiramente continental! Essa realidade impõe diferenças regionais, culturais, sociais também no sentido leste-oeste. E não somente no sentido norte-sul. Uma dessas diferenças está relacionada aos diferentes horários adotados em cada região, o chamado fuso-horário.

A realidade de um Brasil tão distante, também no sentido longitudinal, faz com que tenhamos o tempo do nascente e o tempo do poente de forma muito díspare que penaliza as pessoas, o ritmo biológico, o ritmo de trabalho e a economia. O poder oficial brasileiro impôs ao país um divisão de fuso horário que não satisfaz a realidade natural e tampouco a realidade sócio-econômica. Em Natal, por exemplo, temos o nascente em torno das 4h30 praticamente o ano todo. Pela proximidade da linha do Equador, a variação do horário de nascente e de poente é muito pequena ao longo do ano, entre inverno e verão. No Estados Unidos, país que possui – visualmente – uma longa distância leste-oeste, há seis diferentes fusos horários. Esses horários foram definidos com objetivo de qualificar o ritmo natural, biológico das pessoas e assim proporcionar conforto nas atividades sócio-econômicas. Se temos no Brasil também uma longa distância leste-oeste, por que possuímos apenas três fusos horários? O primeiro diz respeito ao chamado horário de Brasília, o segundo que abrange oeste do Pará e os estados do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e o terceiro referente ao Acre. Há um quarto fuso que atende Fernando de Noronha, mas pouco considerado. A realidade natural da extensão leste-oeste impõe a inclusão do extremo da região nordeste no fuso de Fernando de Noronha. Com o nascente às 4h30 e o poente às 17h30, a região dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte tem um grande prejuízo sócio-econômico.

A população desses estados perde, diariamente, duas horas de sol, portanto de atividade econômica e social pela manhã e mais uma hora no final do dia, com o poente às 17h30. O horário de verão brasileiro não somente deveria ser adotado na região nordeste, como deveria ser implantado definitivamente. No caso dos estados em referencia o nascente ocorrerá às 5h30 – um horário apropriado para o inicio das atividades sócio-econômicas – e o poente às 18h30, também adequado para o encerramento das atividades, principalmente econômicas, ou seja, de trabalho, de aulas e ainda com um tempo para uma gostosa caminhada nos calçadões.