20 setembro 2007

O que buscam os leitores de blogs ?


Do Blog Sobre Jornalismo

Os leitores de blogs buscam opiniao e depois as noticias e entretenimento.
80% dos americanos sabem o que é um blog, diz uma pesquisa da Synovate e Marketing Daily. Metade deles já visitou um blog e 8% dos americanos têm o seu proprio. Segundo o levantamento, 46% se dizem fieis, visitando os mesmo blogs regularmente. Quando questionados sobre o tipo de informaçao que lêem nos blogs, 65% responderam 'opiniao', 39% disseram 'noticias' e 'entretenimento' foi a resposta de 38%. 31/08

De acordo com a pesquisa, há mais mulheres blogueiras do que os homens - 20% das americanas que já visitaram um blog tem a sua propria pagina, contra 14% dos americanos do sexo masculino. 43% dos que visitam blogs já viram publicidade e 1/3 disse ter clicado em alguma peça. A maior parte dos visitantes nao está substituindo outras midias pelos blogs, mas 13% disseram que passam menos tempo com outros meios (jornais, TV, radio etc) desde que começaram a ler blogs.

Telejornal da Cabugi mostra parcialidade da edição


No telejornal RN TV 1ª edição de hoje a Inter TV Cabugi mostrou claramente a parcialidade do noticiário para atender os interesses da emissora e não o interesse social.
O telejornal começou com uma nota seca, ou seja, com apresentação apenas do âncora, sem qualquer imagem, sobre a greve dos funcionários dos Correios. A greve que prejudica centenas de pessoas, que não recebem suas correspondências, suas contas e uma infinidade de documentos mereceu apenas algumas linhas do jornal, enquanto - a matéria seguinte - o "ação global" teve mais de 3 minutos de "reportagem"(isso não é bem reportagem, é mais uma publicidade da emissora e da Globo), com imagens, entrevistas e tudo o que pede uma matéria de telejornal decentemente.

Com exceção de uma matéria sobre o banco de sangue e sobre uma ação de voluntários em Candelária (bairro de Natal), a edição de 20 de setembro foi de matérias frias e sem qualquer relevância. Para a emissora a principal matéria e a que teve mais tempo no ar foi, sem dúvida, a "ação global".

Fatos como esse, demonstram claramente a parcialidade e os interesses empresariais sobre o "espírito do jornalismo", como isenção, interesse social, responsabilidade, credibilidade.

Projeto Escola da Prática fará cobertura da 13ª Cientec


Os alunos e monitores do projeto Escola da Prática, desenvolvido na disciplina Jornalismo On Line do Curso de Jornalismo da UFRN, vão realizar a cobertura jornalística da 13ª Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN, conhecida como CIENTEC. O evento acontece entre os dias 2 a 5 de outubro e mobiliza toda a estrutura da universidade.

Os "repórteres" da Escola da Prática produzirão pautas, fotografias, notícias, reportagens sobre os mais diferentes eventos da Cientec 2007. Cada monitora da disciplina ficará encarregada de uma editoria e os alunos-repórteres vão atuar de forma setorial, ou seja, cada "repórter" vai registrar os eventos de cada setor da UFRN.

A programação da 13ª Cientec pode ser acessada no sítio web do evento, no endereço: www.cientec.ufrn.br

18 setembro 2007

FENAJ disponibiliza texto atualizado do Código de Ética


Do Boletim da Fenaj

Atualizado no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, realizado em Vitória (ES) de 3 a 5 de agosto, o novo texto do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros está disponível a seguir. Aprovadas por delegações de 23 estados, as mudanças tiveram seu texto final elaborado por uma comissão eleita no Congresso.

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros vigora há 20 anos. Os debates para sua atualização foram iniciados em 2004 e no XXXII Congresso Nacional da categoria, realizado no ano passado, deliberou-se que as alterações seriam definidas em congresso extraordinário e específico sobre o tema, precedido de consulta pública à sociedade.

Após 12 colaborações de sindicatos, professores e jornalistas e 290 sugestões encaminhadas ao sistema de consulta pública que a FENAJ manteve aberto em seu site durante três meses, o texto foi encaminhado aos Sindicatos de Jornalistas para novos debates e, finalmente, submetido à votação no Congresso Extraordinário de Vitória.

Cercado de expectativas após longo e democrático processo de debates, eis o texto na integra.

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

Capítulo I - Do direito à informação

Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.

Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:

I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.

II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;

III - a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;

IV - a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não-governamentais, é uma obrigação social.

V - a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.

Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista

Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao presente Código de Ética.

Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.

Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.

Art. 6º É dever do jornalista:

I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;

II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;

III - lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;

IV - defender o livre exercício da profissão;

V - valorizar, honrar e dignificar a profissão;

VI - não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;

VII - combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;

VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;

IX - respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;

X - defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;

XI - defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias;

XII - respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;

XIII - denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;

XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Art. 7º O jornalista não pode:

I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;

II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;

III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;

IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;

V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;

VI - realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;

VII - permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;

VIII - assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;

IX - valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

Capítulo III - Da responsabilidade profissional do jornalista

Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.

Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.

Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.

Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:

I - visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;

II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;

III - obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;

Art. 12. O jornalista deve:

I - ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;

II - buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;

III - tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;

IV - informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;

V - rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;

VI - promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;

VII - defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;

VIII - preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;

IX - manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;

X - prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.

Capítulo IV - Das relações profissionais

Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.

Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.

Art. 14. O jornalista não deve:

I - acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;

II - ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;

III - criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.

Capítulo V - Da aplicação do Código de Ética e disposições finais

Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.

§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.

§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas diretorias.

§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos sindicatos.

Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:

I - julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das comissões de ética dos sindicatos;

II - tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;

III - fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;

IV - receber representação de competência da primeira instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;

V - processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;

VI - recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade.

Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Parágrafo único - Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.

Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.

Vitória, 04 de agosto de 2007.
Federação Nacional dos Jornalistas

16 setembro 2007

Caso Renan: é preciso avaliar a atuação da mídia


Concordo plenamente com a vergonha que se instaurou no Senado Federal e com os inúmeros atos de protestos difundidos no Brasil e no exterior. Contudo é importante avaliar a posição da grande imprensa sobre o caso. Lembrar de que forma começou, como um desvio de atenção de um problema mais grave em investigação pela Polícia Federal. E toda a avalanche que se seguiu, pela mídia, sobre o caso Renan.

O professor de jornalismo Francisco Duarte da UFRN fez um interessante comentário, postado na lista de discussão do FNPJ. Ratifico: precisamos pontuar ambos os lados, da vergonha do processo, com portas fechadas, sem acompanhamento da sociedade. O ministro do STF, Marco Aurélio Melo, fez, nesse aspecto, um interessante comentário: nada justifica a sessão secreta!

Confira o comentário postado pelo professor Francisco Duarte.

Foto de Ueslei Marcelino/Folha Imagem

15 setembro 2007

Diário de Natal também vai publicar matérias dos alunos de Jornalismo da UFRN


O jornal Diário de Natal também vai participar do projeto de publicação das reportagens produzidas pelos alunos de 5º semestre do Curso de Jornalismo da UFRN. O chefe de redação do Diário de Natal, Carlos Magno confirmou para a próxima semana a publicação de matéria dos estudantes.

A matéria selecionada pelo jornalista Carlos Magno trata da longevidade das pessoas. A equipe, composta por Ailton Salviano, Arthur Cortês, Ilo Aranha, José Pedro, Júlio César e Thiago Marinho,
conseguiu localizar a pessoa com mais idade em Natal. João Paulo de Souza, o "seu Juca" está com 103 anos e ainda freqüenta seu trabalhos todos os dias.

Confira a matéria na próxima semana. A reportagem deverá ser publicado no domingo, dia 23 de setembro.

14 setembro 2007

Alunos de Jornalismo da UFRN publicam reportagem na Tribuna do Norte


Sai na próxima semana, exatamente no final da semana, a primeira reportagem dos alunos de jornalismo da UFRN, nesta segunda fase do projeto de parceria com o jornal Tribuna do Norte. A primeira reportagem escolhida trata dos direitos dos trabalhadores noturnos.

A equipe de produção composta por Anastácia Vaz, Priscila Adília, Ramon Ribeiro, José Roberto, Marcel Macedo e Victor Azevedo, do 5º semestre do Curso de Jornalismo, apurou a matéria em bares, restaurantes, boates, hotéis, atividades de vigilância e mercado do sexo em Natal. Em todos esses locais a equipe entrevistou pessoas que não estão ali para se divertir, mas para a labuta diária, ou melhor, noturna e o quanto os direitos trabalhistas estão assegurados para esses homens e mulheres.

A conferir!

13 setembro 2007

Simpósio na UFSC debate Pesquisa em Jornalismo na Região Sul


Por Eduardo Meditsch

Representantes de todos os programas de pós-graduação em Comunicação da Região Sul estarão em Florianópolis na próxima semana para debater o estado da arte da pesquisa em jornalismo e estabelecer redes de colaboração neste campo. O presidente da Intercom, José Marques de Melo, o presidente da Radiobrás, José Roberto Garcez, e o diretor editorial da Associação Nacional dos Jornais, Marcelo Rech, são outros destaques do I Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo da Região Sul, que acontece entre os dias 18 e 20 de setembro na UFSC e será transmitido ao vivo pela internet. O evento marca o início do funcionamento do Mestrado em Jornalismo da instituição. Também estarão presentes os representantes da área na Capes e CNPq, Marcius Freire e Juremir Machado. A pesquisa em Jornalismo realizada na UFSC e na pioneira Linha de Pesquisa em Jornalismo e Sociedade, da UnB, serão outros temas das comunicações. Os principais objetivos são estimular o crescimento da pesquisa em jornalismo na região, a articulação de redes e a parceria entre pesquisadores, profissionais e empresas de comunicação.
A programação inclui debates sobre a situação da pesquisa em jornalismo no sul do Brasil e uma mesa-redonda com representantes das principais agências de fomento. A novidade é a sessão “Oportunidades de inovação e demandas do setor produtivo”, agendada para o dia 19, que visa debater e prospectar oportunidades de parceria das instituições de pesquisa da região com o setor produtivo. De acordo com Eduardo Meditsch, coordenador do Simpósio e do Mestrado, “a pesquisa em jornalismo se torna fundamental para alicerçar com massa crítica a formação, o exercício profissional, e a necessária inovação na atividade econômica”.
O evento, que acontece no Auditório Henrique Fontes do Centro de Comunicação e Expressão, no Campus da Trindade, será transmitido ao vivo pela internet através do site www.posjor.ufsc.br. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas com antecedência através de ficha disponibilizada no mesmo site. As vagas são limitadas. O evento é promovido pelo Mestrado em Jornalismo da UFSC e a Fapeu, conta com o apoio da Fapesc e da Finep, e parceria com a SBPJor, ANJ, Fenaj, Radiobras e Cátedra RBS.

Programação:
18 de setembro de 2007 – terça-feira
09 horas – Abertura do Evento
9h 30min - Mesa 1:
A experiência da pesquisa em Jornalismo nos Programas de Pós-Graduação da Região Sul

Profa. Dra. Christa Berger – Unisinos
Profa. Dra. Cláudia Quadros – Tuiuti
Prof. Dr. Jacques Wainberg – PUC-RS
Profa. Dra. Luciana Mielniczuk – UFSM
Profa. Dra. Virgínia Fonseca – UFRGS

14 horas – Reunião (restrita) entre os representantes dos programas para articulação de Rede de Pesquisa
19 de setembro de 2007 – quarta-feira
09 horas – Mesa 2:
Oportunidades de inovação e demandas do setor produtivo na Pesquisa Avançada em Jornalismo
Professor Doutor Elias Machado – Presidente da SBPJor
Jornalista Marcelo Rech – Diretor Editorial da Associação Nacional dos Jornais
Jornalista Luiz Fernando Rocha Lima, diretor de Jornalismo do grupo O Popular, de Goiânia, membro do Comitê Editorial da ANJ
Jornalista Cláudio Thomas – Editor Chefe do Diário Catarinense e co- coordenador da Cátedra UFSC-RBS
Jornalista José Roberto Garcez – Presidente da Radiobras
Jornalista Maria José Braga – Secretária Geral da Federação Nacional de Jornalistas
12 horas – Reunião (restrita) entre os representantes do setor produtivo e os pesquisadores para prospectar possibilidades de parceria
15 horas – Mesa 3:
A Pesquisa em Fundamentos do Jornalismo no Mestrado da UFSC (Linha 1)
Prof. Dr. Francisco Karam
Prof. Dr. Orlando Tambosi
Profa. Dra. Gislene Silva
Profa. Dra. Daisi Vogel
17 horas: Mesa 4:
A Pesquisa em Processos e Produtos Jornalísticos no Mestrado da UFSC (Linha 2)
Prof. Dr. Nilson Lemos Lage
Prof. Dr. Eduardo Meditsch
Prof. Dr. Elias Gonçalves
Profa. Dra. Tattiana Teixeira
20 de setembro de 2007 – quinta-feira
9 horas - Mesa 5:
A Pesquisa Avançada em Jornalismo e as Agências de Fomento: Experiência e Perspectivas
Prof. Dr. Juremir Machado da Silva – Representante da Área de Comunicação no CNPq
Prof. Dr. Marcius Freire – Representante da Área de Comunicação na Capes
Prof. Dr. Representante da Fapesc
Prof. Dr. Luiz Martins da Silva – Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação – UnB
11 horas – Conferência de Encerramento:
A importância da memória e da tradição na Pesquisa Avançada em Jornalismo
Prof. Dr. José Marques de Melo – Presidente da Intercom e Titular da Cátedra Unesco-Umesp

Mais informações podem ser obtidas pelo email posjor@ufsc.br ou por telefone (48) 3721-6610 com o coordenador do evento e do mestrado, professor Eduardo Meditsch.

Mais informações sobre Pesquisa e Ensino de Jornalismo.

12 setembro 2007

UFRN realiza Colóquio Internacional Comunicação, História e Política


A Base de Pesquisa em Comunicação, Cultura e Mídia associada com a Base Gemini promovem o Colóquio Internacional Comunicação, História e Política que acontece entre os dias 9 e 11 de outubro, no auditório da Reitoria da UFRN. O evento objetiva colocar em debate trabalhos de pesquisa que retratam a interface e transdisciplinariedade da comunicação, história e política.

O Colóquio terá a participação do Prof. Dr. Denis Ruellan da Universidade de Rennes 1 na França que fará a conferência de abertura sobre "O mundo e a natureza do jornalismo". Também do Prof. Dr. Daniel Lanero da Universidade Santiago de Compostela, Espanha que abordará o tema O conflito socioambiental na Galicia do final do Franquismo e da Transição para a democracia: o papel social da imprensa".

Confira a Programação do evento:

Dia 09 de Outubro de 2007:

8h00 às 9h00 - Credenciamento
9h00 - Abertura – Apresentação cultural
9h30 - Composição da mesa de abertura dos trabalhos
10h00 às 11h30 - Conferência: O mundo e a natureza do jornalismo
Prof. Dr. Denis Ruellan – Universidade de Rennes 1 (França)
11h30 – Coquetel e abertura da exposição dos painéis acadêmicos dos alunos de Iniciação Científica
14h00 – Mesa de debates – Mídia e Cultura
Profª Drª Josimey Costa (UFRN), Profª Drª Maria Érica (UFRN), Profª Drª Maria Helena Vaz da Costa (UFRN)
15h30 – Intervalo
15h45 – Mesa de debates: Mídia e Leitura
Prof. Dr. Adriano Gomes (UFRN), Prof. Dr. Abrahão Costa (UFRN), Profª Drª Graça Soares (UFRN)

Dia 10 de Outubro de 2007:

8h30 – Mesa de debates: Midia, História e Memória
Profª Drª Conceição Fraga (UFRN), Profª. Miriam Collares Figueiredo (Memória Petrobrás), Profª Sílvia Correia (Universidade Nova de Lisboa/Portugal)
10h00 – Intervalo
10h15 – Mesa de debates: Mídia e Tecnologias da Comunicação
Prof. Dr. Moacir Barbosa (UFRN), Prof. Dr. Gerson Luiz Martins (UFRN), Prof. Dr. José Carlos Aronchi (UFRN)
11h45 – Intervalo para almoço
14h00 – Comunicações livres
15h30 – Intervalo
15h45 – Mesa de debates: Mídia e Ciência
Profª Drª Olga Tavares (UFPB), Profª Drª Kênia Maia (UFRN), Prof. Dr. Manoel Lucas (UFRN)

Dia 11 de Outubro de 2007:

8h30 – Conferência: O conflito socioambiental na Galicia do final do Franquismo e da Transição para a democracia: o papel social da imprensa
Prof. Dr. Daniel Lanero (Universidade Santiago de Compostela/Espanha)
10h00 – Intervalo
10h15 – Mesa de debates: Mídia e Cultura Imagética
Prof. Dr. Itamar Nobre (UFRN), Profª Ms. Mirian Moema (UFRN), Prof. Dr. Pedro Nunes (UFPB)
11h45 – Intervalo para almoço
14h00 - Mesa de debates: Mídia, Práticas Sociais e Política
Profª. Drª Maria das Graças Pinto, Prof. Dr. Marcelo Bolshaw, Prof. Dr. João Emanuel Evangelista
15h30 –Apresentação cultural
16h00 – Avaliação e encaminhamentos estratégicos do colóquio (participantes: representantes das bases de pesquisa: Comídia, Gemini e Memória e Narrativas)
17h00 – Coquetel de Encerramento

Inscrições e informações pelo endereço eletrônico adrianogomes@cchla.ufrn.br ou no Laboratório de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

11 setembro 2007

Blogs de pesquisadores em Comunicação: alargando a idéia para a lusofonia

Por Marcos Palácios

Em julho deste ano, Rogério Christofoletti, do blog Monitorando, iniciou um esforço coletivo de reunir numa lista os principais blogs de pesquisadores em Comunicação no Brasil.
A idéia era simples: juntar professores, mestrandos, doutorandos, pesquisadores em geral do campo da Comunicação que mantivessem seus blogs. Esses pontos na web não precisavam tratar necessariamente da área, já que a intenção era mesmo aglutinar pessoas afins em alguma coisa, e com isso mostrar as suas heterogeneidades.
De sugestão em sugestão, a lista chegou a mais de cem endereços.
Agora Christofoletti quer ampliar a iniciativa. Por isso, está convidando os colegas de Portugal, Goa, Macau, África Lusófona e Diáspora a constituir uma Lista Lusófona de Blogs de Pesquisadores em Comunicação.
Estão mantidos os mesmos critérios da lista brasileira: Entra quem é pesquisador da área da Comunicação e tenha um blog.
A lista estará em constante construção, aceitando sugestões de inclusões.
Passar a lista adiante é outra forma de contribuir para este esforço de criação de maior visibilidade para a blogosfera em língua portuguesa.

10 setembro 2007

TST confirma que diploma e registro são requisitos para exercício do Jornalismo


Do sítio web da Fenaj

Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reafirmando a exigência de diploma de curso superior de Jornalismo e o prévio registro no Ministério do Trabalho como condições para o exercício regular da profissão está sendo comemorada pela categoria. Ela é mais um elemento a reforçar a perspectiva de que o Supremo Tribunal Federal (STF) dá ganho de causa à tese defendida pela FENAJ e Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Divulgada pela assessoria de comunicação social do TST, a posição da 3ª Turma do TST foi afirmada no julgamento de um recurso onde foi rejeitado o pleito de uma ex-empregada contra uma produtora. Admitida em abril de 2002, ela trabalhou até 2004. Recebia salários através de nota fiscal e nunca houve anotação na carteira de trabalho. Mas não juntou ao processo seu diploma e registro no Ministério do Trabalho.

A reclamante pedia o reconhecimento de vínculo, a aplicação de reajustes salariais referentes aos jornalistas, horas extras além da quinta diária, indenização por danos morais e rescisão indireta do contrato de trabalho.

Em seu parecer pela rejeição do recurso, o relator do processo, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, observou que, embora tenham ocorrido várias modificações no Decreto-Lei 972/69, que regulamenta a profissão de jornalista, a obrigatoriedade do prévio registro no Ministério do Trabalho e a necessidade do diploma ficaram mantidas.

A diretora do Departamento de Educação da FENAJ, Valci Zuculoto, avalia que a decisão do TST fortalece a luta dos jornalistas profissionais. "É mais uma vitória, abrindo caminho para a final no caso que esté no STF e também em relação a todo o debate da nossa regulamentação", diz.

Valci informa que a Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação, da qual faz parte, está preparando uma nova etapa de açõees que serão divulgadas brevemente e desencadeadas em conjunto com os Sindicatos de Jornalistas e entidades do campo do Jornalismo.

Estudantes de jornalismo da UFRN publicam reportagens nos jornais diários de Natal


Os estudantes de jornalismo da UFRN iniciaram nova fase de produção de reportagens, cujos melhores trabalhos serão publicados nos dois principais jornais diários de Natal, Tribuna do Norte e Diário de Natal.

Os alunos produzem reportagens sobre assuntos diversos, conforme discussão de pauta realizada na disciplina Reportagem, Pesquisa e Entrevista ministrada pelo professor Gerson Luiz Martins. Neste semestre foram produzidas sete reportagens e selecionadas cinco. Dessas, os editores da Tribuna do Norte e do Diário de Natal selecionam aquelas que mais interessam ao jornal, conforme sua linha editorial e pertinencia dos assuntos para o período.

A experiência começou no primeiro semestre de 2007 com resultados muito satisfatórios. Os estudantes vivenciam a prática da reportagem, da pesquisa e da entrevista jornalística e podem ver seus trabalhos publicados nos principais jornais locais, como forma de realização do esforço praticado ao longo de 30 dias para produzir as matérias.

As equipe são divididas com cinco a seis pessoas que nomeiam dois repórteres, dois editores e um ou dois pauteiros. Essa divisão, embora determinem a responsabilidade de cada um no trabalho, não significa que a equipe trabalhe isoladamente, cada membro pode e auxilia o outro na sua tarefa. Além das matérias, os alunos produzem as fotos e infográficos necessários para a pauta.

Segundo o diretor de redação da Tribuna do Norte, Carlos Peixoto, esse trabalho é também uma forma de verificar as potencialidades dos estudantes e abre possibilidade para que os mesmos possam ser contratados pelo jornal depois de formados. O editor do Diário de Natal, Carlos Magno, destaca a importância do projeto, pois aproxima as aulas de jornalismo da prática cotidiana de produção da notícia e coloca os alunos no ambiente profissional a cada fase de produção das reportagens.

* O jornal Diário de Natal recebe o nome de O Poti em suas edições dominicais.

09 setembro 2007

USA x Brasil (1x0) (1x1)(2x2)(2x4)


Comentários do jogo amistoso em Brasil e EUA. Os jogadores do Brasil tem muito dinheiro e não precisam honrar a camisa amarela. Ao contrário do time norte-americano, que por mais que não tenham tanta repercussão no seu país batalham pelo time.

Neste minuto um gol do Brasil, mas um gol contra. Os jogadores do time do Brasil não se esforçam. Deviam jogar somente na Europa e ficar por lá, para sempre.
Não se percebe empenho dos jogadores. O time norte-americano joga todo em cima do Brasil que fica preso em seu campo de defesa. O time EEUU está todo tempo no ataque e pressiona o time brasileiro.

42 minutos do primeiro tempo e o time do Brasil está totalmente acuado pelos jogadores norte-americanos. Não há mais "time" Brasil!
Parece time de várzea. Sabe aquele jogo em que todos vão em cima da bola! Coitada da "bola". Jogadores brasileiros estão, para variar, perdidos em campo. Não há coordenação. Em certo momento ninguém aparece para receber a bola, noutro momento todos em cima da bola.

Jogo patético! Desisto de assistir. Neste momento 2x2 para os USA.

Não poderia deixar de comentar o final do jogo, por mais que tenha desistido de assistir. Depois fui constrangido a ver o resultado final no Bombástico. E digo: ganhou de 4x2, mas não convenceu. Poderia dizer que o resultado foi 2x4 para os USA.

Associações de Comunicação propõem criar Federação


Por Elias Machado

As entidades científicas e acadêmicas de comunicação formaram comissão para encaminhar os trabalhos de criação de uma federação para representar os interesses da área frente às agências de fomento e contribuir com os órgãos de governo na elaboração de uma política de ciência e tecnologia.

A decisão foi tomada por unanimidade ao final do Fórum das sociedades científicas de Comunicação (I Socicom), realizado entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2007, no campus da Unisanta, em Santos. A Comissão é formada por Ana Médola, Dora Mourão, Elias Machado, Margarida Kunsch e Valério Brittos e irá elaborar um documento com os propósitos e objetivos da federação a ser discutido pelas entidades até novembro de 2007.

Os participantes do I Socicom decidiram também solicitar uma audiência em outubro com os presidentes da CAPES e do CNPq para estabelecer um diálogo com as agências de fomento e abrir uma lista de discussão na Internet para facilitar a comunicação e a tomada de decisões pelos dirigentes das entidades.

Coordenado por José Marques de Melo, da Intercom, o Socicom contou com as presenças dos presidentes do FNPJ, Gerson Luiz Martins; da Compós, Erick Felinto; da Socine, José Gatti; da SBPJor, Elias Machado; da Abrapcorp, Margarida Kunsch; da Folkcom, Betânia Maciel; da Ulepic Brasil, Valério Brittos; da ABciber, Eugenio Trivinho; e do Forcine, Maria Dora Mourão. Contou, ainda, com o diretor da Compolítica, Adolpho Queiroz; do vice-presidente da Rede Alcar, Francisco Karam e do diretor da IAMCR, César Bolaño. No plano íbero-americano, participaram os presidente e diretor da ALAIC, Erick Torrico (Bolívia) e Octavio Islas (México); a diretora da Fadecos, Mabel Grillo (Argentina); e do diretor da AE-IC, Francisco Caballero (Espanha).

Durante os dias do encontro, aberto pela presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), Mercia Barradas, foram discutidos temas como políticas públicas de C&T, perspectivas plurinacionais para a comunidade científica de comunicação e os desafios nacionais para a consolidação da comunicação como área científica. Além dos dirigentes das associações científicas e acadêmicas, o I Socicom contou com a presença de pesquisadores como Ana Maria Fadul, presidente do Conselho Curador da Intercom; Ana Médola, vice-presidente da Compós; Sérgio Mattos e Carlos Franciscato, da Universidade Federal de Sergipe.

Escola da Prática: exercício de ciberjornalismo na UFRN


O projeto Escola da Prática é uma jornal eletrônico publicado na internet e é utilizado para prática do ciberjornalismo dos alunos do Curso de Jornalismo da UFRN.

Os alunos se reúnem, em aula, toda segunda-feira quando editam e publicam suas matérias. No final do trabalho, todo o grupo discute a capa do jornal para a semana. Antes da conclusão dos trabalhos, os alunos com o professores orientador discutem a pauta da próxima edição.

Apesar de um jornal no ciberespaço ser de atualização diária, com os encontros semanais (aulas) o projeto recebe atualização nesse período. No entanto, todos os participantes do projeto, depois de dominar o processo de produção no ciberjornalismo, podem inserir matérias ao longo da semana, depois de passar pelo crivo dos editores ou do editar da pauta em questão.

Durante as atividades do projeto os alunos são orientados sobre as características do texto para o ciberjornalismo, as propriedades do ciberjornalismo e as tendências do jornalismo no ciberespaço.
O endereço para acesso ao sítio web Escola da Prática é: www.webjornalismo.jor.br.
Acompanhe as notícias do Rio Grande do Norte pela projeto Escola da Prática.

Prêmio para líderes africanos


Do Blog OTCHIMBUNDU

Mo Ibrahim lança um prémio de 5 milhões de dólares para os mais competentes chefes de estado africanos. Mo Ibrahim, o magnata egípcio das telecomunicações que vive no Reino Unido, pretende galardoar a boa governação de 53 países africanos. O fundo atribui a Presidentes africanos reformados cinco milhões de dólares durante dez anos, seguidos de 200 mil dólares por ano para o resto da vida. As condições do prémio são uma transferência do poder democrática no final do mandato e uma boa governação.

O Prémio Mo Ibrahim para uma Liderança Africana Competente é financiado pelo próprio Mo IBrahim.
O antigo Secretário-Geral da OUA, Salime Ahmed Salim, membro do conselho da Fundação Mo Ibrahim, proferiu o discurso de lançamento do prémio. Apoiantes desta iniciativa incluem Kofi Annan, Tony Blair, Bill Clinton e Nelson Mandela.

Combate à corrupção
Ibrahim afirma que presidentes africanos reformados não têm as contrapartidas dos seus homólogos ocidentais e o seu fundo vai ajudar a compensá-los por isso. Em declarações à BBC, Ibrahim disse que a sua fortuna vai ser bem empregue. "Em África, os líderes têm que lidar com problemas acrescidos. Se um líder africano tiver conseguido tirar dez milhões de pessoas da pobreza durante o período do seu mandato é maravilhoso..." O prémio espera abordar um dos mais intratáveis problemas de África: como convencer os seus líderes a não enriquecerem à custa dos fundos do estado e a não se agarrarem ao poder. Muitos nasceram na miséria e não têm as regalias dos líderes ocidentais quando se reformam. Escolher a via diplomática é apenas um obstáculo, mas agora significa ser elegível para este prémio. Presidentes africanos vão ser avaliados pela Universidade norte-americana de Harvard para analisar se eles serviram bem o seu povo durante o seu mandato. As pessoas que estão a matar o seu próprio povo e a roubarem os recursos do estado vão continuar a fazê-lo.
O editor da BBC para África, Martin Plaut, disse que este é o prémio mais avultado do mundo, superior ao Prémio Nobel da Paz.

Opinião divergente
Patrick, Smith, da publicação especializada, Africa Confidential, não considera que o prémio possa alterar o comportamento dos Chefes de Estado. África tem uma das mais ricas concentrações de minerais e pedras preciosas, no entanto 300 milhões dos seus residentes vivem com menos de um dólar por dia.

25 agosto 2007

TV e Rádio começam a ser "velhas mídias" para jovens britanicos

Por Ramón Salaverría

Até agora, quando se falava sobre o impacto das novas tecnologias nos "velhas mídias", se associava esta expressão sobretudo aos meios impressos. Contudo, conforme os dados de um recente estudo publicado por Ofcom na Inglaterra, parece que terá que ampliar esse conceito. Agora também a televisão e o rádio começam a ser considerados mídias do passado por parte dos jovens britanicos.

Segundo informação da BBC, mídas como a televisão e o rádio, e inclusive suportes com DVD, começam a ser abandonados pelos ingleses, em particular pelos mais jovens. No quinquenio 2002-2006, o tempo dedicado pelo ingleses para assistir a televisão baixo de 224 minutos por pessoa por dia a 216 minutos (-3,6%); o tempo dedicado para o rádio, por sua vez, desceu de 173 minutos a 170 (-2%). Diante deste ligeiro declive, o tempo dedicado a internet cresceu de 14 minutos diários a 36 minutos (+158%). Essas diferenças são muito mais aparentes entre os mais jovens.

21 agosto 2007

Marcos Palácios e Elias Machado publicam livro sobre Ensino de Jornalismo Digital


Por Marcos Palácios

O livro "O Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade: metodologias e softwares", organizado por Elias Machado e Marcos Palácios, será lançado dia 03 de setembro na Livraria Tom do Saber (Rio Vermelho), a partir da 19 horas. Trata-se de uma reunião de doze textos que abordam diversas metodologias de ensino do jornalismo na Internet.

O trabalho resultou de um convênio de colaboração agregando universidades brasileiras (UFBA, UFSC, UFPE, UFSM, Faculdades Jorge Amado), a Universidade de Córdoba (Argentina) e o Instituto Tecnológico de Monterrey (Mexico), formando a “Rede Latino-americana para o desenvolvimento de metodologias e software para o ensino de jornalismo nas redes digitais de alta velocidade”. O convênio foi financiado com recursos do CNPq e FAPESB.
O livro apresenta discussões filosóficas e metodológicas em torno da prática do ensino do jornalismo na Web.
A coletânea está articulada em dois níveis: o teórico-conceitual e o aplicado. Além disso, relata experiências pautadas na aplicação pedagógica de outras ferramentas disponíveis na Internet, como é o caso dos blogs e na produção de testes práticos de softwares especialmente desenhados para a docência do webjornalismo (plataformas de ensino e publicação). Além de trabalhos dos participantes das Universidades conveniadas, o livro incorpora colaborações de colegas da Universidad de Santiago de Compostela (Espanha) e Universidade da Beira Interior (Portugal)

Elias Machado é jornalista profissional e doutor em Jornalismo pela Universidad Autonoma de Barcelona. Atualmente é professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e preside a Sociedade Brasileira de Ciências da Comunicação.
Marcos Palacios é jornalista profissional e doutor em Sociologia pela University of Liverpool, Inglaterra. Atualmente é professor Titular de Jornalismo na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Lançamento: Livro O Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade: metodologias e softwares, organizado por Elias Machado e Marcos Palácios. 192 p., R$ 25.

Quando: 03 de setembro, segunda-feira.
Onde: Livraria Tom do Saber
Rua João Gomes, 249, Rio Vermelho
Tel: (71) 3334-5677
Horário: 19:00 às 21:00 h.
O livro será lançado também na reunião anual da INTERCOM (Santos) e na Bienal Iberoamericana de Comunicação (Córdoba).

19 agosto 2007

Destroços em Ponta Negra (Brazil)

Nesta semana a maré levou boa parte da areia da Praia de Ponta Negra, em Natal. Os destroços, restos das construções dos inúmero hotéis da orla apareceram na praia. Foi um cenário horrível. Kilometros de entulhos prejudicava quem queria usar a praia para o lazer.
Deu a impressão que houve uma guerra na praia, tal foi a quantidade de restos de construção que apareceram.
Esses destroços colocam em risco os banhistas que freqüentam a praia. Não há qualquer condição para caminhar, muito menos para correr.
O fato mostra o desrespeito das construtoras para com os usuários da praia e o desmando, pois as autoridades municipais e estaduais não fazem qualquer ação para coibir que as construtoras joguem o entulho das obras na praia.
O resultado é que pode ser constatado no vídeo.

"É a cidade perdida de Atlântida que surge nas areias da praia de Ponta Negra."

Veja mais fotos do problema dos entulhos:

Nesta foto pode ser observado um pedação de calçada, montada com pequenas pedras. Está na praia. São restos de construção que foram jogados na praia.

Ainda aparecem as pedras coladas com argamassa.



Cachorros em Ponta Negra

Situação comum na Praia de Ponta Negra. Donos dos cachorros não tem consciência dos perigos que é levar seus animais para a praia. Os cachorros deveriam ser proibidos de freqüentar a praia. Provocam doenças, além de possibilitar que algum banhista seja ferido.
As fezes e urina dos cães causam doenças nas pessoas que usam a praia. As crianças são as mais sucetíveis, pois sempre brincam na areia onde os animais deixam seus dejetos.

17 agosto 2007

Plenária do Departamento de Comunicação da UFRN aprova criação do Curso de Publicidade

A reunião plenária do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN aprovou, no último dia 15 de agosto, a criação do Curso de Publicidade e Propaganda. O novo curso está previsto para começar em 2009, assim que a administração da UFRN possa concluir o Laboratório de Comunicação e ampliar a capacidade dos laboratório de TV, Rádio, Informática, Fotografia, além de implementar o laboratório de planejamento gráfico.
Para 2008 está previsto também a abertura de concurso público para a contratação de professores doutores na área de publicidade.
O projeto faz parte do Programa Reuni que prevê a ampliação de vagas e infra-estrutura nas universidades federais.

Pierre Lévy

Muito boa a narrativa que Rogério Christofoletti - MONITORANDO faz do debate com Pierre Lévy, realizado em São Paulo no último dia 16 de agosto, iniciativa da Fundação Vanzolini e do LInC, Laboratório de Inteligência Coletiva.
Vale a pena conferir.

Monitorando publica relação de blogs de pesquisadores em comunicação

O Blog Monitorando do professor Dr. Rogério Christofoletti, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) em Santa Catarina, publica periódicamente uma relação dos pesquisadores em jornalismo e comunicação que mantém weblogs. A iniciativa foi aplaudida pela comunidade e deseja que o professor Christofoletti tenha sucesso na empreitada.
Na lista está relacionado o nosso Blog Jornalismo e Sociedade.

14 agosto 2007

Entrevista - Amarante - Será que incomoda!?

Rodrigo Amarante, guitarrista - eventualmente, baixista -, vocalista e compositor da banda carioca Los Hermanos, mostra nesta entrevista o que pode acontecer quando um jornalista vai mal preparado cumprir uma pauta, sem planejamento e pesquisa para a entrevista.

18 junho 2007

Turismo de inverno em Natal nestes dias

Turista que vier a Natal nestes dias vai experimentar um turismo de inverno. Há três dias chove de forma intermitente. Devido ao constante tempo encoberto, a temperatura cai e fica em torno de 24º C, o que para o natalense é considerado frio, pleno inverno. Essa temperatura aliado ao vento permanente, característica da cidade, provoca sensação térmica entre 18 e 21ºC. Nenhuma das atrações litorâneas, tropicais, ou melhor, equatoriais podem ser usufruídas, há chuva constante. A Cidade do Sol tem seus dias de nublado, chuva e sensação térmica de frio, pelo menos para os natalenses.
Veja as imagens:

15 junho 2007

Enya enfeitiça e seduz

11 junho 2007

Cresce demanda no transporte aéreo no Brasil

O acidente com o avião da Gol não foi prejudicial para as empresas aéreas como era esperado. A demanda de passageiros cresce diariamente. Os aeroportos se transformaram em locais com uma grande massa de pessoas em trânsito. O que caiu sim, foi a qualidade do serviço prestado. Com uma demanda de passageiros de baixo e médio poder aquisitivo, as empresas, de uma forma generalizada, não têm os mesmo tratamento e baixaram a qualidade do serviço.

Os vôos transitam lotados, as promoções causaram o inchaço do número de passageiros transportados, sem uma melhoria de qualidade no serviço. As empresas brasileira não podem reclamar da demanda. A reclamação é pela abertura de novos editais de serviço para que mais empresas atuem nesse setor.

10 junho 2007

Ainda o caos no transporte aéreo no Brasil

Há muitas situações que determinam o caos no transporte aéreo no Brasil. Houve o acidente do avião da Gol, depois as operações "padrão" de controladores e em seguida da Polícia Federal. Na última semana até a natureza está contra o tráfego aéreo: muitos anos se passaram, muitas neblinas ocorreram sem que houvesse suspensão do tráfego no aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Estranhamente, depois do episódio com o avião da Gol, qualquer motivo é determinante para o fechamento dos aeroportos. E não obstante aos constantes atrasos, estresses de passageiros - na madrugada deste domingo, 10 de junho, houve reação popular no balcão da TAM em Cumbica - as empresas, também de forma muito estranha, não buscam minimizar os problemas da "natureza" ou de qualquer outro tipo.
O oligopólio do transporte aéreo no Brasil provoca uma situação de total controle por parte das empresas. No final das contas, elas que determinam e ampliam o caos instalado. As aeronaves estão em constantes atrasos e não há qualquer atitude para resolver o problema.
Passageiro! Prepare-se para "julho"!
Consideramos essa situação um desrespeito para com a massa de passageiros que, finalmente, tem acesso ao transporte aéreo. Foi o tempo que avião era coisa de "rico".

Caos nos aeroportos brasileiros

Cumbica, São Paulo ainda apresenta situação caótica na manhã deste domingo, 10 de junho. Há dezenas de atrasos, os passageiros enfrentam extensas filas para a sala de embarque e para o raio X. Muitas famílias, principalmente crianças, apresentam situação de incomodo devido a longa espera pelos vôos que continuam muito atrasados.
As férias escolares de julho, mesmo que pequena, se aproxima e será novo caos nos aeroportos de todo país. A malha aérea não tem condições de suportar a demanda atual de passageiros, assim como funcionários e estruturas de aeroportos. Exemplo dessa situação está nos equipamentos de raio X que provocam enormes filas e consequentemente atrasos nas partidas.

01 junho 2007

Transporte aéreo no Brasil entre o caos e o desleixo

O perfil dos usuários de transporte aéreo mudou nos últimos anos. As salas de embarque possuem outro ritmo. Com as inúmeras promoções de passagens aéreas, finalmente a população tem acesso ao transporte aéreo. Num país de dimensões continentais como o Brasil, o aumenta da demanda de passageiros é fato natural. No outro lado da questão está o oligopólio das empresas que prestam o serviço e o descaso governamental nos terminais aeroportuários.
O aeroporto de Natal, por exemplo, não tem manutenção há vários meses. Sanitários e outras instalações estão sem limpeza e muito deterioradas. Essa situação, por si, revela o atendimento dado pela Infraero aos novos usuários. Aos poucos os aeroportos estão se transformando nos velhos, mal-cheirosos e decadentes terminais rodoviários. Será que o novo usuário do transporte aéreo merece isso? Até mesmo as aeronaves, cujas companhias possuem uma frota muito envelhecida, resultado do aluguel de sucata norte-americana, estão com sua configuração alterada para pior. As poltronas chegam a bater no rosto do passageiro atrás e os corredores não oferecem espaço para o trânsito regular e cômodo do passageiro.
O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, se transformou numa grande feira livre. O comércio se espalha pelos locais de embargue.
Tudo isso está a transformar o transporte aéreo num martírio para novos e velhos usuários.

11 maio 2007

Unificar as ações das entidades do campo do Jornalismo é fundamental

Entrevistas da Fenaj

A Universidade Federal de Goiás sediou, no final de abril, o 10º Encontro Nacional de de Professores de Jornalismo. E esta coletiva da FENAJ é dedicada à reflexão sobre temas que stiveram presentes nos debates do evento promovido pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ). Nosso convidado é Gerson Luiz Martins, doutor em jornalismo pela ECA/USP, professor da UFRN e presidente do FNPJ (http://www.fnpj.org.br/). Além de um balanço do Encontro, Gerson é taxativo em afirmar que as lutas dos jornalistas só terão bom termo com a ação conjunta das entidades do campo do Jornalismo.
E – FENAJ - Precedendo a abertura do 10º ENPJ, a FENAJ realizou seu VI Pré-Fórum com o tema “Formação superior em jornalismo: obstáculo ou garantia de acesso democrático aos meios de comunicação?”. Tal debate é fundamental num período em que entidades do campo do Jornalismo desenvolvem uma campanha em defesa do diploma. O argumento central daqueles que combatem este pré-requisito para o exercício da profissão é de que ele fere as liberdades de expressão e de imprensa. Isto se justifica? Como o FNPJ pretende intervir neste debate, uma vez que há grande expectativa de que o Supremo Tribunal Federal se posione sobre a questão?
Gerson Martins – O argumento não procede. Somente com uma informação jornalística de qualidade, ou seja, que os profissionais sejam preparados na educação superior em jornalismo é que teremos uma verdadeira democratização da comunicação e que “voz” e “letra” seja disponibilizada para todos. Não há liberdade de imprensa e liberdade de expressão quando a produção da informação está comprometida, em todos os aspectos, sem uma adequada qualificação dos autores, produtores e consumidores. O FNPJ desde sempre defende a formação superior em jornalismo como a única forma de democratizar a informação jornalística e, consequentemente, democratizar o acesso à informação pela sociedade, pela população. Em termos específicos, o FNPJ, aliado a Fenaj e a SBPJor vai envidar esforços para que o STF se pronuncie democraticamente e confirme a necessidade da formação superior em jornalismo para o exercício profissional.
E – FENAJ – Em julho o “Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo” da FENAJ completa 10 anos. Qual a sua avaliação sobre o conteúdo e a importância desta contribuição para o ensino da profissão?
Gerson Martins – O programa é um marco para a qualificação do ensino de jornalismo no Brasil. Infelizmente o mesmo é de conhecimento de poucos e, portanto, não se aplica na maioria dos cursos de jornalismo. Há necessidade premente das entidades do campo do jornalismo – Fenaj, FNPJ e SBPJor – realizarem esforços conjuntos para que o Programa seja de fato implementado. É importante destacar que Fenaj, FNPJ e SBPJor não se resumem às suas diretorias, mas diz respeito a todos os seus associados e simpatizantes. Deve ser realizado um esforço coletivo de professores, profissionais e pesquisadores para implementar o Programa.
E – FENAJ - Vilson Vieira Junior, de Serra (ES), recém formado em Jornalismo pela UFES, tece considerações sobre as mudanças na produção, conteúdo e acesso a informação provocadas por novas tecnologias como a internet, convergência de mídias e telefonia. E pergunta: quais perspectivas podem ser vislumbradas acerca do papel do jornalista como produtor e gestor de informação num futuro breve? A profissão do jornalista estaria ameaçada pelas possibilidades de produção de conteúdo informativo trazidas pela internet a qualquer cidadão? Vilson questiona, também, até que ponto bandeiras de luta pela "formação específica e de qualidade" em Jornalismo, bem como a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista podem ser vistas como válidas e essências para a qualidade da informação jornalística, uma vez que o Brasil é um dos países onde a concentração dos meios de comunicação acontece da maneira mais acentuada e criminosa em todo o mundo? Não seria a ausência de democracia na imprensa brasileira um fator determinante para a baixa qualidade da informação presenciada por todos atualmente?
Gerson Martins – É uma questão complexa a levantada pelo Vilson, há inúmeros questionamentos numa mesma pergunta. Entendo que o avanço tecnológico ratifica a importância do profissional do jornalismo. Inserir uma informação na rede não é a mesma coisa, definitivamente, que produzir uma informação. E é isso que diferencia o trabalho do jornalista em relação aos blogueiros generalistas e aos produtores de textos. A produção jornalística requer pesquisa, investigação, apuração, edição do material. Não é simplesmente sentar frente ao computador e digitar as idéias!De outro lado, sem dúvida, que a ausência de uma democracia social e principalmente na educação superior é um impeditivo para a desejada disseminação da informação e do conhecimento, assim como determina a situação atual de precariedade desta informação. Ainda estamos longe de um democratização de acesso a informação, que apesar de facilitada pelas novas tecnologias ainda mantém a população como receptor passivo. Isso começa a mudar, mas é em longo prazo.
E – FENAJ – Lourdes de Souza, de São Paulo, registra que na programação do 10º ENPJ constou um painel sobre Pós-Graduação Stricto-sensu e a formação do professor de Jornalismo e soube que está em vias de ser aprovado o primeiro curso de Mestrado específico em Jornalismo do país. Ela pergunta se isto é verdade e como pode obter informações mais detalhadas sobre tal curso.
Gerson Martins – Lourdes, a informação é verdadeira. Você poderá obter informações com o coordenador do curso, professor Dr. Eduardo Meditsch, ainda pelo sítio web do Curso de Jornalismo da UFSC (http://www.jornalismo.ufsc.br/) e também por meio de notas publicadas no sitio web do FNPJ (http://www.fnpj.org.br/) e do projeto Jornalismo de minha autoria em http://www.gersonmartins.jor.br/.
E – FENAJ – A preocupação com a criação desenfreada de cursos de Jornalismo – principalmente particulares – no país foi encaminhada por Luiz Carlos de Oliveira, de Belo Horizonte. Ele pergunta: isto não colabora para a “mercantilização” e rebaixamento da qualidade do ensino profissional? E quer saber, também, qual o posicionamento do MEC sobre a proposta encaminhada pelo FNPJ e FENAJ de suspensão da criação destes cursos para uma avaliação mais criteriosa sobre as condições de seu efetivo funcionamento?
Gerson Martins – A proliferação de cursos de jornalismo é uma realidade, infelizmente. Contudo o quadro começa a mudar. Temos conhecimento que alguns cursos de Jornalismo foram fechados e outros estão ameaçados. Isso se deve exatamente a proliferação e, decisivamente, a falta de demanda para os cursos. Nenhuma instituição privada de ensino pode suportar os altos custos para manter cursos deficitários. A proposta encaminhada pelo FNPJ e Fenaj para suspender os cursos não teve ressonância no MEC. Há uma política clara, do governo federal, para ampliar as vagas no ensino superior. No governo FHC foi por meio da criação de centenas de IES privadas, no governo atual será, e se tem determinação para isso, a ampliação de vagas também nas IFES, universidades federais. Muitas IFES programaram para o próximo ano o aumento no número de cursos e a ampliação da oferta de vagas. O Ministério da Educação destacou, num encontro que tivemos em Brasília, que se quiséssemos avaliar os cursos de jornalismo, deveríamos criar um sistema autônomo de avaliação. E vamos fazer isso! A exemplo de outros países, as próprias escolas reivindicam um sistema autônomo, neutro em relação ao processo de avaliação oficial. É uma certificação dos cursos, muito necessária para todos.
E – FENAJ – Vanessa Silva lembra que no mercado de trabalho para jornalistas, hoje, um dos principais espaços é em assessoria de imprensa. Mas considera que o currículo dos cursos de Jornalismo não dá a devida atenção para esta área. Ela pergunta: o FNPJ tem propostas sobre isso? Quer saber, também, como regulamentar o estágio acadêmico para que ele seja um efetivo espaço de formação para os estudantes e não um instrumento de aviltamento da profissão?
Gerson Martins – Nesta entrevista da Fenaj temos várias questões em cada pergunta. A pergunta da Vanessa é mais um exemplo. As estruturas curriculares dos cursos de jornalismo devem, preferencialmente, atender as demandas e as características regionais. Os cursos, hoje, têm autonomia para organizar essas estruturas. Se houver uma boa demanda para a área de assessoria de comunicação ou assessoria de imprensa, os dirigentes dos cursos devem ter a sensibilidade para isso e organizar o currículo de modo a atender essa característica. O FNPJ não pode interferir nas estruturas curriculares e tampouco na gerência dos cursos. Quanto ao estágio, estamos em processo de regulamentação. Várias escolas possuem um regulamento de estágio, como exemplo de cidades em que o estágio está regulamentado temos São Paulo, Joinville, Florianópolis e várias outras. Em Natal, a UFRN vai implantar a regulamentação do estágio nos próximos meses. Projeto nesse sentido foi concluído e deverá, em breve, ser aprovado pelo colegiado do Curso.
E – FENAJ – Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e do FNPJ, registra que nos momentos em que entidades do campo do Jornalismo, como FENAJ, FNPJ e SBPJor, tiveram uma atuação conjunta, os resultados foram positivos. Ela cita como exemplos as intervenções sobre o debate da Reforma Universitária, da tabela da CAPES e mesmo na luta em defesa do diploma. Ela pede uma avaliação sua sobre esta intervenção conjunta. E pergunta: que outras ações conjuntas podem ser desenvolvidas para fortalecer o campo do Jornalismo?
Gerson Martins – Sem dúvida alguma, quando as entidades do campo atuam conjuntamente temos uma força de trabalho. Acredito firmemente que muitas das nossas lutas só terão bom termo com o trabalho conjunto das entidades. A diretoria do FNPJ propôs, por ocasião do 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, uma atuação conjunta do FNPJ, Fenaj e SBPJor para a revisão das diretrizes curriculares da área de comunicação, como uma forma mais imediata e eficaz para resolver o problema da ineficácia do sistema de avaliação atual do governo, batizado de Sinaes. Entendo que as entidades devem centrar poder de atuação na questão da avaliação dos cursos de jornalismo, precisamos ter instrumentos de avaliação específicos, além de criarmos, em conjunto, um sistema de avaliação autônomo, uma certificação para os bons cursos de Jornalismo. Outra frente de trabalho está na garantia da exigência do “diploma” para o exercício profissional em jornalismo. Coloco entre aspas, pois não se trata apenas de um papel, mas a palavra enseja um significado mais amplo, quer dizer “educação superior em jornalismo”. Também devemos atuar na consolidação da pesquisa e da ciência do jornalismo. Temos um acumulo significativo de pesquisa em jornalismo, comparável aos países do primeiro mundo. Em nada devemos para eles. A SBPJor edita uma revista, em inglês, com trabalhos dos pesquisadores brasileiros. Esse formato facilita a introdução desses textos no cenário mundial da ciência e do conhecimento.
E – FENAJ – Quais as principais resoluções e que balanço você faz do 10º ENPJ, realizado em Goiânia, de 27 a 30 de abril?
Gerson Martins – Conclusão geral e opinião de muitos: o 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (ENPJ) foi um dos melhores encontros realizados pelo FNPJ, senão o melhor. A programação, apesar de extensa, competentemente organizada pelo Diretor Científico da entidade, professor Edson Spenthof (UFG), atendeu aos anseios dos professores de jornalismo. Tivemos uma excelente participação dos Coordenadores de Curso de Jornalismo na reunião convocada. Nos painéis sobre o Estágio em Jornalismo, Pós-Graduação Stricto-Sensu em Jornalismo, Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, além do Pré-Fórum da Fenaj houve grande participação dos docentes e estudantes, o que demonstrou o acerto do perfil da programação, que até o 9º ENPJ privilegiava os Grupos de Trabalho (GT’s).Entre as principais resoluções, posso destacar a criação de uma Comissão parar fazer a revisão das Diretrizes Curriculares da área de Comunicação, com uma proposta de se criar diretrizes específicas para Jornalismo; também a criação de uma Comissão para fazer um estudo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes e propor instrumentos específicos para avaliação dos Cursos de Jornalismo e ainda a proposta, sob a coordenação do Diretor Científico do FNPJ, Edson Spenthof, de se estabelecer um Programa de Regulamentação do Estágio em Jornalismo.
Quero destacar a parceria do FNPJ e da Fenaj com o lançamento do Prêmio Daniel Herz de Jornalismo. Foi a concretização de uma proposta lançada pela diretoria do FNPJ por ocasião do falecimento desse valoroso companheiro. É, sem dúvida, uma forma de perpetuar a memória do Daniel Herz e valorizar uma vida dedicada ao Jornalismo e ao ensino de Jornalismo.

Sob pressão das redes de TV, governo prepara golpe contra os jornalistas


A Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj divulgou nota sobre nova ofensiva do Governo Federal contra os profissionais jornalistas. Leia a íntegra da nota abaixo:

Nota Oficial

Sob pressão das redes de TV, governo prepara mais um golpe contra os jornalistas
Dois interlocutores diferentes do governo, o ministro Walfrido dos Mares Guia e o senador Romero Jucá, declararam ontem, 09/05, que está em gestação uma proposta que dará um “tratamento diferenciado” para as empresas prestadoras de serviços formadas por jornalistas, radialistas e artistas no texto do projeto de lei enviado ao Congresso Nacional para substituir a nefasta emenda 3, vetada pelo presidente Lula. Essa emenda foi incluída na lei que criou a Super-Receita pelo ex-senador Ney Suassuna, a pedido dos empresários, em especial das redes de televisão, para fraudar as relações de emprego.
Se não fosse vetada, os auditores fiscais estariam proibidos de multar e até desconstituir as empresas, se julgassem que o contrato de prestação de serviços apenas disfarçava uma relação de emprego. O trabalhador é forçado a se tornar pessoa jurídica (PJ) e a emitir nota fiscal, como se fosse uma empresa. Deixa de receber 13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, assistência médica e aposentadoria. Pela emenda 3, só a Justiça do Trabalho poderia interferir no contrato e nas operações do profissional constituído como pessoa jurídica.
Se confirmadas as declarações dos líderes governistas, significa mais um violento ataque à organização da nossa categoria e aos direitos dos trabalhadores brasileiros. Essa proposta além de expropriar direitos trabalhistas, desfalca a receita e a previdência social e legitima a fraude nos contratos de trabalho.
Estranha especialmente à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), tais declarações, porque contradizem posição manifestada pelo ministro Guido Mantega e pelo Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, em audiência com a Federação e diversos presidentes de Sindicatos de Jornalistas, no último dia 04 de abril. O governo não pode, mais uma vez, humilhar-se e submeter-se à pressão e às vontades de um punhado de empresários que controlam meia dúzia de redes de televisão.
A FENAJ denuncia essa clara tentativa de dividir os trabalhadores e conclama toda a categoria a repudiar mais esse atentado à profissão e a participar ativamente das manifestações organizadas pelos Sindicatos, pela CUT e dezenas de outras entidades e movimentos sociais que lutam contra a derrubada do veto presidencial. Precisamos enfrentar o lobby dos donos da mídia que mais uma vez age para desorganizar os jornalistas e furtar direitos dos trabalhadores brasileiros. A nossa precarização é desinformação da sociedade.
Brasília, 10 de maio de 2007.
Diretoria da FENAJ

04 maio 2007

Professores da UEPG rejeitam proposta do governo e aprovam indicativo de greve


Após uma década de perdas salariais acumuladas os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa, repudiaram a proposta de reajuste de 6,57% proposto pelo governo do Estado do Paraná que, no entendimento dos professores, ilustra a política de desvalorização e a crescente precarização do trabalho docente nas universidades paranaenses.
Além do vergonhoso índice de reajuste que impõe aos professores uma pena progressiva de perdas salariais, os docentes vivem uma contínua deterioração das condições de trabalho. Por causa disso, só nos últimos quatro anos, cerca de 500 mestres e doutores abandonaram o estado do Paraná para buscar condições melhores em outros estados.
Nos últimos dez anos houve um grande aumento do número de alunos sem a correspondente contratação de professores e funcionários. O resultado é preocupante: alunos sem aulas, contratação generalizada de professores temporários, departamentos sem funcionários e sobrecarga de tarefas burocráticas para os professores efetivos. Assim, ocorre um aumento contínuo da intensificação do trabalho e de extensão da jornada diária do trabalho docente.
A quem interessa tal degradação da educação superior no Paraná? Esta situação provoca descontentamento, doença, sofrimento, conflitos de toda ordem no cotidiano do professor. Ainda assim, os professores não são os maiores prejudicados, há um custo social incalculável. Quem mais perde com tudo isso são as famílias paranaenses que tanto lutam por uma formação de qualidade para seus filhos e pelo verdadeiro desenvolvimento do Paraná.
A precarização do trabalho dos docentes prejudica a qualidade das aulas e a produção científica e isso afeta toda a sociedade. Mais do que denunciar a grave situação em que se encontram as universidades paranaenses, os professores querem um compromisso por parte do Governo do Estado do Paraná para solucionar a defasagem salarial, o financiamento da pesquisa, a melhoria da estrutura universitária e a qualidade do ensino superior no estado.
Por isso, é importante o apoio da população, das entidades sociais, representantes parlamentares e de todos os contribuintes que acreditam no potencial e na contribuição das nossas Universidades Públicas! O indicativo de greve, aprovado pela Assembléia dos Professores da UEPG no último dia 2 de maio, é uma resposta à política do Governo do Estado.

Por Sergio Gadini

03 maio 2007

TAM diminui conforto do passageiro


Na surdina a TAM diminuiu o espaço entre as poltronas nas principais aeronaves da empresa. Nos A-319 e A-320 o espaço entre as poltronas não permite mais o uso de notebooks. Quando o passageiro na sua frente reclina a poltrona, o que fica na poltrona de trás terá que, literalmente, cheirar a cabeça do colega da frente, isso não ter seu nariz achatado pela poltrona.

Não interessa o conforto do passageiro. Interessa faturar mais. E é isso o que a TAM está a fazer.

14 abril 2007

Contrabando e ilegalidade nas barbas do governo e dos empresários


O comércio ilegal de produtos importados invade o país. Ele está nas barbas do governo federal em Brasília, onde está localizado uma grande feira, a chamada "feira do paraguai". O espaço foi "regulamentado" pelo governo do Distrito Federal que criou uma estrutura de prédio, instalações elétricas, hidráulicas, de telefonia para que os comerciantes pudessem vender o produto de contrabando. O mesmo governo que apreende mercadorias em vários estados, que "fiscaliza" a ponte da amizade em Foz do Iguaçu, não coibi e tampouco fiscaliza o comércio ilegal na feira.
Em São Paulo, em pleno coração financeiro do país, na avenida Paulista e ao lado do ícone do empresariado brasileiro, a Fiesp, estão inúmeros "shopping's" que comercializam produtos importados, contrabandeados. Os negociantes, "lojistas" não fornecem nota fiscal e tampouco declaram rendimentos. É impressionante a quantidade de "shopping's" de produtos importados na avenida Paulista. Um após o outro.
Bom para o consumidor. Tem produtos importados, nem sempre de boa origem ou de origem duvidosa, a preços muito acessíveis. O consumidor paulistano, e muitos brasileiros em passagem por São Paulo, conseguem adquirir produtos da elite a preços, literalmente, de banana, em gênero e qualidade.

01 abril 2007

Jornal impresso vai morrer



O jornal impresso está fadado ao falecimento. O jornalão se tornou desconfortável para informação. Muitos deixam as mãos do leitor toda manchada de tinta, a leitura é também desconfortável por causa do tamanho standard. Impossível ler num local com um pouco de vento. O noticiário sofre pela qualidade sofrível dos textos e por erros de digitação.

Neste domingo peguei a Tribuna do Norte que, mais uma vez, inovou sua apresentação gráfica. A capa do jornal agora trabalha melhor com os recursos de imagem e locação de textos. Contudo ainda peca por não identificar o repórter nas matérias. O leitor não sabe quem escreveu aquela matéria. A reforma gráfica ainda mantém um profusidade de fontes. No mínimo há três tipologias em cada página. Melhorou a formação do chamado "chapéu", mas o título tem uma fonte pesada. De todos os cadernos, na edição de domingo, 4 (quatro) são para classificados. O leitor compra o jornal, suja as mãos de tinta, lê textos com problemas de digitação e ainda leva para casa um calhamaço do qual dispensa 50%. O jornal que no domingo custa R$ 2,50 (na semana custa R$ 1,50), acaba sendo caro pelo número de cadernos de classificados.

No ciberjornalismo nada há disso. Não suja as mãos, não tem custo monetário imediato e pode ser lido, hoje, em qualquer lugar (desde que você carregue um notebook em sua maleta). E mais, as notícias podem ser lidas na medida em que os fatos se desenvolvem.

O "jornalão" está com os dias contados!