11 maio 2007

Unificar as ações das entidades do campo do Jornalismo é fundamental

Entrevistas da Fenaj

A Universidade Federal de Goiás sediou, no final de abril, o 10º Encontro Nacional de de Professores de Jornalismo. E esta coletiva da FENAJ é dedicada à reflexão sobre temas que stiveram presentes nos debates do evento promovido pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ). Nosso convidado é Gerson Luiz Martins, doutor em jornalismo pela ECA/USP, professor da UFRN e presidente do FNPJ (http://www.fnpj.org.br/). Além de um balanço do Encontro, Gerson é taxativo em afirmar que as lutas dos jornalistas só terão bom termo com a ação conjunta das entidades do campo do Jornalismo.
E – FENAJ - Precedendo a abertura do 10º ENPJ, a FENAJ realizou seu VI Pré-Fórum com o tema “Formação superior em jornalismo: obstáculo ou garantia de acesso democrático aos meios de comunicação?”. Tal debate é fundamental num período em que entidades do campo do Jornalismo desenvolvem uma campanha em defesa do diploma. O argumento central daqueles que combatem este pré-requisito para o exercício da profissão é de que ele fere as liberdades de expressão e de imprensa. Isto se justifica? Como o FNPJ pretende intervir neste debate, uma vez que há grande expectativa de que o Supremo Tribunal Federal se posione sobre a questão?
Gerson Martins – O argumento não procede. Somente com uma informação jornalística de qualidade, ou seja, que os profissionais sejam preparados na educação superior em jornalismo é que teremos uma verdadeira democratização da comunicação e que “voz” e “letra” seja disponibilizada para todos. Não há liberdade de imprensa e liberdade de expressão quando a produção da informação está comprometida, em todos os aspectos, sem uma adequada qualificação dos autores, produtores e consumidores. O FNPJ desde sempre defende a formação superior em jornalismo como a única forma de democratizar a informação jornalística e, consequentemente, democratizar o acesso à informação pela sociedade, pela população. Em termos específicos, o FNPJ, aliado a Fenaj e a SBPJor vai envidar esforços para que o STF se pronuncie democraticamente e confirme a necessidade da formação superior em jornalismo para o exercício profissional.
E – FENAJ – Em julho o “Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo” da FENAJ completa 10 anos. Qual a sua avaliação sobre o conteúdo e a importância desta contribuição para o ensino da profissão?
Gerson Martins – O programa é um marco para a qualificação do ensino de jornalismo no Brasil. Infelizmente o mesmo é de conhecimento de poucos e, portanto, não se aplica na maioria dos cursos de jornalismo. Há necessidade premente das entidades do campo do jornalismo – Fenaj, FNPJ e SBPJor – realizarem esforços conjuntos para que o Programa seja de fato implementado. É importante destacar que Fenaj, FNPJ e SBPJor não se resumem às suas diretorias, mas diz respeito a todos os seus associados e simpatizantes. Deve ser realizado um esforço coletivo de professores, profissionais e pesquisadores para implementar o Programa.
E – FENAJ - Vilson Vieira Junior, de Serra (ES), recém formado em Jornalismo pela UFES, tece considerações sobre as mudanças na produção, conteúdo e acesso a informação provocadas por novas tecnologias como a internet, convergência de mídias e telefonia. E pergunta: quais perspectivas podem ser vislumbradas acerca do papel do jornalista como produtor e gestor de informação num futuro breve? A profissão do jornalista estaria ameaçada pelas possibilidades de produção de conteúdo informativo trazidas pela internet a qualquer cidadão? Vilson questiona, também, até que ponto bandeiras de luta pela "formação específica e de qualidade" em Jornalismo, bem como a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista podem ser vistas como válidas e essências para a qualidade da informação jornalística, uma vez que o Brasil é um dos países onde a concentração dos meios de comunicação acontece da maneira mais acentuada e criminosa em todo o mundo? Não seria a ausência de democracia na imprensa brasileira um fator determinante para a baixa qualidade da informação presenciada por todos atualmente?
Gerson Martins – É uma questão complexa a levantada pelo Vilson, há inúmeros questionamentos numa mesma pergunta. Entendo que o avanço tecnológico ratifica a importância do profissional do jornalismo. Inserir uma informação na rede não é a mesma coisa, definitivamente, que produzir uma informação. E é isso que diferencia o trabalho do jornalista em relação aos blogueiros generalistas e aos produtores de textos. A produção jornalística requer pesquisa, investigação, apuração, edição do material. Não é simplesmente sentar frente ao computador e digitar as idéias!De outro lado, sem dúvida, que a ausência de uma democracia social e principalmente na educação superior é um impeditivo para a desejada disseminação da informação e do conhecimento, assim como determina a situação atual de precariedade desta informação. Ainda estamos longe de um democratização de acesso a informação, que apesar de facilitada pelas novas tecnologias ainda mantém a população como receptor passivo. Isso começa a mudar, mas é em longo prazo.
E – FENAJ – Lourdes de Souza, de São Paulo, registra que na programação do 10º ENPJ constou um painel sobre Pós-Graduação Stricto-sensu e a formação do professor de Jornalismo e soube que está em vias de ser aprovado o primeiro curso de Mestrado específico em Jornalismo do país. Ela pergunta se isto é verdade e como pode obter informações mais detalhadas sobre tal curso.
Gerson Martins – Lourdes, a informação é verdadeira. Você poderá obter informações com o coordenador do curso, professor Dr. Eduardo Meditsch, ainda pelo sítio web do Curso de Jornalismo da UFSC (http://www.jornalismo.ufsc.br/) e também por meio de notas publicadas no sitio web do FNPJ (http://www.fnpj.org.br/) e do projeto Jornalismo de minha autoria em http://www.gersonmartins.jor.br/.
E – FENAJ – A preocupação com a criação desenfreada de cursos de Jornalismo – principalmente particulares – no país foi encaminhada por Luiz Carlos de Oliveira, de Belo Horizonte. Ele pergunta: isto não colabora para a “mercantilização” e rebaixamento da qualidade do ensino profissional? E quer saber, também, qual o posicionamento do MEC sobre a proposta encaminhada pelo FNPJ e FENAJ de suspensão da criação destes cursos para uma avaliação mais criteriosa sobre as condições de seu efetivo funcionamento?
Gerson Martins – A proliferação de cursos de jornalismo é uma realidade, infelizmente. Contudo o quadro começa a mudar. Temos conhecimento que alguns cursos de Jornalismo foram fechados e outros estão ameaçados. Isso se deve exatamente a proliferação e, decisivamente, a falta de demanda para os cursos. Nenhuma instituição privada de ensino pode suportar os altos custos para manter cursos deficitários. A proposta encaminhada pelo FNPJ e Fenaj para suspender os cursos não teve ressonância no MEC. Há uma política clara, do governo federal, para ampliar as vagas no ensino superior. No governo FHC foi por meio da criação de centenas de IES privadas, no governo atual será, e se tem determinação para isso, a ampliação de vagas também nas IFES, universidades federais. Muitas IFES programaram para o próximo ano o aumento no número de cursos e a ampliação da oferta de vagas. O Ministério da Educação destacou, num encontro que tivemos em Brasília, que se quiséssemos avaliar os cursos de jornalismo, deveríamos criar um sistema autônomo de avaliação. E vamos fazer isso! A exemplo de outros países, as próprias escolas reivindicam um sistema autônomo, neutro em relação ao processo de avaliação oficial. É uma certificação dos cursos, muito necessária para todos.
E – FENAJ – Vanessa Silva lembra que no mercado de trabalho para jornalistas, hoje, um dos principais espaços é em assessoria de imprensa. Mas considera que o currículo dos cursos de Jornalismo não dá a devida atenção para esta área. Ela pergunta: o FNPJ tem propostas sobre isso? Quer saber, também, como regulamentar o estágio acadêmico para que ele seja um efetivo espaço de formação para os estudantes e não um instrumento de aviltamento da profissão?
Gerson Martins – Nesta entrevista da Fenaj temos várias questões em cada pergunta. A pergunta da Vanessa é mais um exemplo. As estruturas curriculares dos cursos de jornalismo devem, preferencialmente, atender as demandas e as características regionais. Os cursos, hoje, têm autonomia para organizar essas estruturas. Se houver uma boa demanda para a área de assessoria de comunicação ou assessoria de imprensa, os dirigentes dos cursos devem ter a sensibilidade para isso e organizar o currículo de modo a atender essa característica. O FNPJ não pode interferir nas estruturas curriculares e tampouco na gerência dos cursos. Quanto ao estágio, estamos em processo de regulamentação. Várias escolas possuem um regulamento de estágio, como exemplo de cidades em que o estágio está regulamentado temos São Paulo, Joinville, Florianópolis e várias outras. Em Natal, a UFRN vai implantar a regulamentação do estágio nos próximos meses. Projeto nesse sentido foi concluído e deverá, em breve, ser aprovado pelo colegiado do Curso.
E – FENAJ – Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e do FNPJ, registra que nos momentos em que entidades do campo do Jornalismo, como FENAJ, FNPJ e SBPJor, tiveram uma atuação conjunta, os resultados foram positivos. Ela cita como exemplos as intervenções sobre o debate da Reforma Universitária, da tabela da CAPES e mesmo na luta em defesa do diploma. Ela pede uma avaliação sua sobre esta intervenção conjunta. E pergunta: que outras ações conjuntas podem ser desenvolvidas para fortalecer o campo do Jornalismo?
Gerson Martins – Sem dúvida alguma, quando as entidades do campo atuam conjuntamente temos uma força de trabalho. Acredito firmemente que muitas das nossas lutas só terão bom termo com o trabalho conjunto das entidades. A diretoria do FNPJ propôs, por ocasião do 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, uma atuação conjunta do FNPJ, Fenaj e SBPJor para a revisão das diretrizes curriculares da área de comunicação, como uma forma mais imediata e eficaz para resolver o problema da ineficácia do sistema de avaliação atual do governo, batizado de Sinaes. Entendo que as entidades devem centrar poder de atuação na questão da avaliação dos cursos de jornalismo, precisamos ter instrumentos de avaliação específicos, além de criarmos, em conjunto, um sistema de avaliação autônomo, uma certificação para os bons cursos de Jornalismo. Outra frente de trabalho está na garantia da exigência do “diploma” para o exercício profissional em jornalismo. Coloco entre aspas, pois não se trata apenas de um papel, mas a palavra enseja um significado mais amplo, quer dizer “educação superior em jornalismo”. Também devemos atuar na consolidação da pesquisa e da ciência do jornalismo. Temos um acumulo significativo de pesquisa em jornalismo, comparável aos países do primeiro mundo. Em nada devemos para eles. A SBPJor edita uma revista, em inglês, com trabalhos dos pesquisadores brasileiros. Esse formato facilita a introdução desses textos no cenário mundial da ciência e do conhecimento.
E – FENAJ – Quais as principais resoluções e que balanço você faz do 10º ENPJ, realizado em Goiânia, de 27 a 30 de abril?
Gerson Martins – Conclusão geral e opinião de muitos: o 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (ENPJ) foi um dos melhores encontros realizados pelo FNPJ, senão o melhor. A programação, apesar de extensa, competentemente organizada pelo Diretor Científico da entidade, professor Edson Spenthof (UFG), atendeu aos anseios dos professores de jornalismo. Tivemos uma excelente participação dos Coordenadores de Curso de Jornalismo na reunião convocada. Nos painéis sobre o Estágio em Jornalismo, Pós-Graduação Stricto-Sensu em Jornalismo, Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, além do Pré-Fórum da Fenaj houve grande participação dos docentes e estudantes, o que demonstrou o acerto do perfil da programação, que até o 9º ENPJ privilegiava os Grupos de Trabalho (GT’s).Entre as principais resoluções, posso destacar a criação de uma Comissão parar fazer a revisão das Diretrizes Curriculares da área de Comunicação, com uma proposta de se criar diretrizes específicas para Jornalismo; também a criação de uma Comissão para fazer um estudo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes e propor instrumentos específicos para avaliação dos Cursos de Jornalismo e ainda a proposta, sob a coordenação do Diretor Científico do FNPJ, Edson Spenthof, de se estabelecer um Programa de Regulamentação do Estágio em Jornalismo.
Quero destacar a parceria do FNPJ e da Fenaj com o lançamento do Prêmio Daniel Herz de Jornalismo. Foi a concretização de uma proposta lançada pela diretoria do FNPJ por ocasião do falecimento desse valoroso companheiro. É, sem dúvida, uma forma de perpetuar a memória do Daniel Herz e valorizar uma vida dedicada ao Jornalismo e ao ensino de Jornalismo.

Sob pressão das redes de TV, governo prepara golpe contra os jornalistas


A Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj divulgou nota sobre nova ofensiva do Governo Federal contra os profissionais jornalistas. Leia a íntegra da nota abaixo:

Nota Oficial

Sob pressão das redes de TV, governo prepara mais um golpe contra os jornalistas
Dois interlocutores diferentes do governo, o ministro Walfrido dos Mares Guia e o senador Romero Jucá, declararam ontem, 09/05, que está em gestação uma proposta que dará um “tratamento diferenciado” para as empresas prestadoras de serviços formadas por jornalistas, radialistas e artistas no texto do projeto de lei enviado ao Congresso Nacional para substituir a nefasta emenda 3, vetada pelo presidente Lula. Essa emenda foi incluída na lei que criou a Super-Receita pelo ex-senador Ney Suassuna, a pedido dos empresários, em especial das redes de televisão, para fraudar as relações de emprego.
Se não fosse vetada, os auditores fiscais estariam proibidos de multar e até desconstituir as empresas, se julgassem que o contrato de prestação de serviços apenas disfarçava uma relação de emprego. O trabalhador é forçado a se tornar pessoa jurídica (PJ) e a emitir nota fiscal, como se fosse uma empresa. Deixa de receber 13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, assistência médica e aposentadoria. Pela emenda 3, só a Justiça do Trabalho poderia interferir no contrato e nas operações do profissional constituído como pessoa jurídica.
Se confirmadas as declarações dos líderes governistas, significa mais um violento ataque à organização da nossa categoria e aos direitos dos trabalhadores brasileiros. Essa proposta além de expropriar direitos trabalhistas, desfalca a receita e a previdência social e legitima a fraude nos contratos de trabalho.
Estranha especialmente à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), tais declarações, porque contradizem posição manifestada pelo ministro Guido Mantega e pelo Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, em audiência com a Federação e diversos presidentes de Sindicatos de Jornalistas, no último dia 04 de abril. O governo não pode, mais uma vez, humilhar-se e submeter-se à pressão e às vontades de um punhado de empresários que controlam meia dúzia de redes de televisão.
A FENAJ denuncia essa clara tentativa de dividir os trabalhadores e conclama toda a categoria a repudiar mais esse atentado à profissão e a participar ativamente das manifestações organizadas pelos Sindicatos, pela CUT e dezenas de outras entidades e movimentos sociais que lutam contra a derrubada do veto presidencial. Precisamos enfrentar o lobby dos donos da mídia que mais uma vez age para desorganizar os jornalistas e furtar direitos dos trabalhadores brasileiros. A nossa precarização é desinformação da sociedade.
Brasília, 10 de maio de 2007.
Diretoria da FENAJ

04 maio 2007

Professores da UEPG rejeitam proposta do governo e aprovam indicativo de greve


Após uma década de perdas salariais acumuladas os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa, repudiaram a proposta de reajuste de 6,57% proposto pelo governo do Estado do Paraná que, no entendimento dos professores, ilustra a política de desvalorização e a crescente precarização do trabalho docente nas universidades paranaenses.
Além do vergonhoso índice de reajuste que impõe aos professores uma pena progressiva de perdas salariais, os docentes vivem uma contínua deterioração das condições de trabalho. Por causa disso, só nos últimos quatro anos, cerca de 500 mestres e doutores abandonaram o estado do Paraná para buscar condições melhores em outros estados.
Nos últimos dez anos houve um grande aumento do número de alunos sem a correspondente contratação de professores e funcionários. O resultado é preocupante: alunos sem aulas, contratação generalizada de professores temporários, departamentos sem funcionários e sobrecarga de tarefas burocráticas para os professores efetivos. Assim, ocorre um aumento contínuo da intensificação do trabalho e de extensão da jornada diária do trabalho docente.
A quem interessa tal degradação da educação superior no Paraná? Esta situação provoca descontentamento, doença, sofrimento, conflitos de toda ordem no cotidiano do professor. Ainda assim, os professores não são os maiores prejudicados, há um custo social incalculável. Quem mais perde com tudo isso são as famílias paranaenses que tanto lutam por uma formação de qualidade para seus filhos e pelo verdadeiro desenvolvimento do Paraná.
A precarização do trabalho dos docentes prejudica a qualidade das aulas e a produção científica e isso afeta toda a sociedade. Mais do que denunciar a grave situação em que se encontram as universidades paranaenses, os professores querem um compromisso por parte do Governo do Estado do Paraná para solucionar a defasagem salarial, o financiamento da pesquisa, a melhoria da estrutura universitária e a qualidade do ensino superior no estado.
Por isso, é importante o apoio da população, das entidades sociais, representantes parlamentares e de todos os contribuintes que acreditam no potencial e na contribuição das nossas Universidades Públicas! O indicativo de greve, aprovado pela Assembléia dos Professores da UEPG no último dia 2 de maio, é uma resposta à política do Governo do Estado.

Por Sergio Gadini

03 maio 2007

TAM diminui conforto do passageiro


Na surdina a TAM diminuiu o espaço entre as poltronas nas principais aeronaves da empresa. Nos A-319 e A-320 o espaço entre as poltronas não permite mais o uso de notebooks. Quando o passageiro na sua frente reclina a poltrona, o que fica na poltrona de trás terá que, literalmente, cheirar a cabeça do colega da frente, isso não ter seu nariz achatado pela poltrona.

Não interessa o conforto do passageiro. Interessa faturar mais. E é isso o que a TAM está a fazer.

14 abril 2007

Contrabando e ilegalidade nas barbas do governo e dos empresários


O comércio ilegal de produtos importados invade o país. Ele está nas barbas do governo federal em Brasília, onde está localizado uma grande feira, a chamada "feira do paraguai". O espaço foi "regulamentado" pelo governo do Distrito Federal que criou uma estrutura de prédio, instalações elétricas, hidráulicas, de telefonia para que os comerciantes pudessem vender o produto de contrabando. O mesmo governo que apreende mercadorias em vários estados, que "fiscaliza" a ponte da amizade em Foz do Iguaçu, não coibi e tampouco fiscaliza o comércio ilegal na feira.
Em São Paulo, em pleno coração financeiro do país, na avenida Paulista e ao lado do ícone do empresariado brasileiro, a Fiesp, estão inúmeros "shopping's" que comercializam produtos importados, contrabandeados. Os negociantes, "lojistas" não fornecem nota fiscal e tampouco declaram rendimentos. É impressionante a quantidade de "shopping's" de produtos importados na avenida Paulista. Um após o outro.
Bom para o consumidor. Tem produtos importados, nem sempre de boa origem ou de origem duvidosa, a preços muito acessíveis. O consumidor paulistano, e muitos brasileiros em passagem por São Paulo, conseguem adquirir produtos da elite a preços, literalmente, de banana, em gênero e qualidade.

01 abril 2007

Jornal impresso vai morrer



O jornal impresso está fadado ao falecimento. O jornalão se tornou desconfortável para informação. Muitos deixam as mãos do leitor toda manchada de tinta, a leitura é também desconfortável por causa do tamanho standard. Impossível ler num local com um pouco de vento. O noticiário sofre pela qualidade sofrível dos textos e por erros de digitação.

Neste domingo peguei a Tribuna do Norte que, mais uma vez, inovou sua apresentação gráfica. A capa do jornal agora trabalha melhor com os recursos de imagem e locação de textos. Contudo ainda peca por não identificar o repórter nas matérias. O leitor não sabe quem escreveu aquela matéria. A reforma gráfica ainda mantém um profusidade de fontes. No mínimo há três tipologias em cada página. Melhorou a formação do chamado "chapéu", mas o título tem uma fonte pesada. De todos os cadernos, na edição de domingo, 4 (quatro) são para classificados. O leitor compra o jornal, suja as mãos de tinta, lê textos com problemas de digitação e ainda leva para casa um calhamaço do qual dispensa 50%. O jornal que no domingo custa R$ 2,50 (na semana custa R$ 1,50), acaba sendo caro pelo número de cadernos de classificados.

No ciberjornalismo nada há disso. Não suja as mãos, não tem custo monetário imediato e pode ser lido, hoje, em qualquer lugar (desde que você carregue um notebook em sua maleta). E mais, as notícias podem ser lidas na medida em que os fatos se desenvolvem.

O "jornalão" está com os dias contados!

31 março 2007

Departamento de Comunicação da UFRN submete projeto de mestrado à Capes


O Departamento de Comunicação da UFRN submeteu na última sexta-feira, 30 de março, para a Capes o projeto para criação do Mestrado em Comunicação. Conforme a professora Maria da Graça Coelho, foram quase 30 dias de intenso trabalho para ajustar todos os documentos conforme as normas da Capes.

Em 14 de novembro de 2006, a direção do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFRN publicou a Portaria n° 076/2006 em que constitui a Comissão encarregada de apresentar relatório do Projeto de criação do Programa de Pós-Graduação stricto-sensu em Comunicação Social. A Comissão foi composta pelos professores Dra. Maria das Graças Pinto Coelho (presidente), Dr. Gerson Luiz Martins, Dr. Marcelo Bolshaw e Dra. Maria Érica de Oliveira Lima.

Depois de um trabalho intenso dos professores Marcelo Bolshaw, Adriano Gomes, Maria Érica Lima e Graça Pinto o projeto foi encaminhado ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRN, para ser encaminhado à Capes. A comissão vai aguardar agora o parecer da Capes que deverá ser emitido nos próximos meses.

10º ENPJ terá mesa sobre pós-graduação em jornalismo


A diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo organizou, para o 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, uma sessão sobre a pós-graduação stricto-sensu em jornalismo. Participam da sessão representante do recém criado Mestrado em Jornalismo da UFSC, do Programa de Pós-Graduação em Comunciação da UnB e da Faculdade de Comunicação da UFG.

A proposta para realizar essa Sessão foi do professor do Curso de Jornalismo da UFSC, Dr. Eduardo Meditsch e tem como objetivo debater como a pós-graduação stricto-sensu contribui para a formação do professor de jornalismo. A sessão substitui o Painel 1 - Panorama ibero-americano do ensino de jornalismo devido a não confirmação dos convidados do painel e acontece no dia 28 de abril, às 10h30, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.

Mais informações no sítio do FNPJ, no endereço: www.fnpj.org.br.

UFRN realiza 9ª Semana de Comunicação

O Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza, entre os dias 9 e 13 de abril, a 9ª Semana de Comunicação. O evento terá a participação do professor Dr. José Marques de Melo que fará palestra com o tema “Folkcomunicação: da periferia ao ciberespaço”, no dia 12 de abril, quinta-feira, às 20h00, no auditório da FIERN. A palestra faz parte das comemorações dos 40 anos daFolkcomunicação, disciplina esboçada na tese de doutoramento de Luiz Beltrão, na Universidade de Brasília, em 1967. O evento também faz parte do Seminário Intercom’30, programação comemorativa dos 30 anos de fundação da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

Na quarta-feira, 11 de abril, a 9ª Semana de Comunicação da UFRN terá a presença do professor Dr. Ciro Marcondes Filho, da Escola de Comunicações e Artes da USP. Na sexta-feira, 13 de abril, faz palestra o gerente de jornalismo da EPTV-Campinas, Duílio Fabri Júnior. Ele fala sobre “Televisão regional e convergência de mídias”.

Além das palestras o programa prevê a realização de diversas oficinas e ainda um encontro de estudantes de comunicação.

Confira a programação geral da 9ª Semana de Comunicação da UFRN:

Data: 09 de abril de 2007 (segunda-feira)

Manhã

Atividade: Oficina Direção de Programas de Televisão
Assunto: A função do diretor como líder de equipes e seu papel como
profissional multidisciplinar.
Coordenador: Prof. José Carlos Aronchi
Hora: das 10h00 às 11h00
Local: Auditório LabCom
Professor responsável: José Carlos Aronchi

Tarde

Atividade: Oficina – Jornalismo Online
Coordenador: Estella Dantas
Hora: das 14h00 às 16h00
Local:
Professor responsável: Gerson Martins

Atividade: Oficina – Rádio “Programa Toque de Rádio”
Coordenador: Francisco Júnior e Mônica
Hora: das 14h00 às 17h00
Local: Labcom
Professor responsável: Adriano Gomes

Noite:

Atividade: Oficina
Assunto: Roteiro para cinema
Coordenador: Felipe Carrodeguas
Hora: das 19h30 às 20h30
Local: Auditório Labcom
Professor responsável: Itamar Nobre

Data: 10 de abril de 2007 (terça-feira)

Manhã

Atividade: Oficina Direção de Programas de Televisão
Assunto: A função do diretor como líder de equipes e seu papel como
profissional multidisciplinar.
Coordenador: Prof. Aronchi
Hora: das 14h00 às 16h00
Local: Auditório LabCom
Professor responsável: Aronchi

Tarde

Atividade: Oficina – Jornalismo Online
Coordenador: Estella Dantas
Hora: das 14h00 às 16h00
Local:
Professor responsável: Gerson Martins

Atividade: Oficina – Rádio “Programa Toque de Rádio”
Coordenador: Francisco Júnior e Mônica
Hora: das 14h00 às 17h00
Local: Labcom
Professor responsável: Adriano Gomes

Noite

Atividade: Oficina
Assunto: Roteiro para cinema
Coordenador: Felipe Carrodeguas
Hora: das 19h30 às 20h30
Local: Auditório Labcom
Professor responsável: Itamar Nobre

Data: 11 de abril de 2007 (quarta-feira)

Manhã

Atividade: Oficina: “Expedição urbana. Técnicas etnográficas aplicadas ao Jornalismo”
Coordenador: Profa. Dra. Rose de Melo Rocha (ESPM/SP)
Hora: das 10h00 às 12h00
Local:
Professor responsável: Josimey Costa

Atividade: Oficina
Assunto: Roteiro para cinema
Coordenador: Felipe Carrodeguas
Hora: das 10h30 às 12h30
Local: Auditório Labcom
Professor responsável: Itamar Nobre

Tarde

Atividade: Oficina – Jornalismo Online
Coordenador: Estella Dantas (UnP)
Hora: das 10h00 às 12h00
Local:
Professor responsável: Gerson Martins

Atividade: Oficina – Rádio “Programa Toque de Rádio”
Coordenador: Francisco Júnior e Mônica
Hora: das 14h00 às 17h00
Local: Labcom
Professor responsável: Adriano Gomes

Atividade: Encontro dos Estudantes de Comunicação
Coordenador: Estudantes (Bruno Moura)
Hora: das 14h00 às 18h00
Local: Auditório do Labcom

Noite

Atividade: Palestra com Ciro Marcondes Filho (USP)
Tema:
Hora: 20h00 às 21h30
Local: Auditório Casa da Indústria
Professor Responsável: Josimey Costa

Data: 12 de abril de 2007 (quinta-feira)

Manhã

Atividade: Oficina: “Expedição urbana. Técnicas etnográficas aplicadas ao Jornalismo”
Coordenador: Profa. Dra. Rose de Melo Rocha (ESPM/SP)
Hora: das 10h00 às 12h00
Local:
Professor responsável: Josimey Costa

Atividade: Oficina
Assunto: Roteiro para cinema
Coordenador: Felipe Carrodeguas
Hora: das 10h30 às 12h00
Local: Auditório Labcom
Professor responsável: Itamar Nobre

Tarde:

Atividade: Oficina – Jornalismo Online
Coordenador: Estella Dantas
Hora: das 14h00 às 17h00
Local:
Professor responsável: Gerson Martins

Atividade: Mostra de Curtas e Oficina Knoforum /SP 2006
Assunto: Curtas da disciplina Sociologia da Comunicação
Hora: das 14h00 às 18h00
Local: Auditório Labcom
Professor responsável: Josimey Costa

Noite

Atividade: Abertura oficial da Semana de Comunicação.
Palestra: “Folkcomunicação: da periferia ao ciberespaço” – Evento em comemoração aos 40 anos da Folkcomunicação, disciplina esboçada na tese de doutoramento de Luiz Beltrão (Universidade de Brasília, 1967). Evento ligado ao Seminário INTERCOM`30:
Programação comemorativa dos 30 anos de fundação da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.
Palestrante: Prof. Dr. José Marques de Melo (Intercom, Cátedra Unesco/Metodista)
Hora: 20h00 às 21h00
Local: Auditório Casa da Indústria

Data: 13 de abril de 2007 (sexta-feira)

Manhã

Atividade: Oficina: “Expedição urbana. Técnicas etnográficas aplicadas ao Jornalismo”
Coordenador: Profa. Dra. Rose de Melo Rocha (ESPM/SP)
Hora: das 10h00 às 12h00
Local:
Professor responsável: Josimey Costa

Atividade: Visita Histórica
Hora: 10h00
Itinerário da Folkcomunicação: Diálogo Beltrão-Cascudo
Coordenadora: Maria Érica Oliveira Lima
Local: Memorial Câmara Cascudo

Tarde

Atividade: Palestra Dra. Betânia Maciel (UFRPE)
Hora: 14h00
Palestra: A Rede Folkcomunicação
Local: Auditório Labcom / DECOM / UFRN
Professor Responsável: Maria Érica

Atividade: Palestra Prof. Dr. Osvaldo Trigueiro (UFPB)
Hora: 15h00
Palestra: A pesquisa em Folkcomunicação
Local: Auditório Labcom
Professor Responsável: Maria Érica

Hora: 16h00
Atividade: Mostra de vídeo-documentário
Obra: “Ver & entender: Folkcomunicação” e “Biografia de Luiz Beltrão”.
Coordenador: Prof. Dr. José Carlos Aronchi
Local: Auditório Labcom / DECOM / UFRN

Atividade: Mostra de Curtas Europeus
Assunto: Curtas e debate com os alunos
Coordenador: Profa. Maria Érica
Hora: das 17h00 às 18h00
Local: Auditório LabCom
Professor responsável: Profa. Maria Érica

Noite

Atividade: Palestra – “Televisão regional e convergência das mídias”
Palestrante: Duílio Fabri Júnior (Gerente de Jornalismo da EPTV-Campinas, Prof. Fapacamp)
Hora: 20h00 às 21h00
Local: Auditório Casa da Indústria/FIERN
Professor responsável: Maria Érica

07 fevereiro 2007

BR 267/MS parece “queijo suiço”

A rodovia federal BR 267 no trecho entre a divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo (Presidente Epitácio) e o município de Nova Alvorada do Sul (MS) parece um verdadeiro queijo suiço. Há mais buracos por metro quadrado do que grão de areia na praia. É lamentável a situação em que se encontra a rodovia. É também um desrespeito ao cidadão que paga seus impostos e principalmente o IPVA. Onde está o dinheiro do IPVA para recapar esse trecho da rodovia?

A situação do trecho exige que o DNIT, órgão encarregado da manutenção das rodovias federais, realize, urgentemente, um recape total da rodovia. É inaceitável que o DNIT continue tapando os buracos. Neste período de chuvas, esses “remendos” não duram mais do que 2 horas.

A situação coloca em risco muitas vidas que trafegam pela BR 267 diariamente. Como se trata de um trecho onde não há curvas acentuadas, ao contrário é uma pista que possui longas retas pelo cerrado sul-mato-grossense, facilmente o motorista atinge a velocidade limite nas estradas federais e coloca em risco a vida das pessoas. Mesmo em velocidades bem inferiores ao limite, a situação da rodovia é criminosa.

O trecho da BR 267 entre Presidente Epitácio (SP) e Nova Alvorada do Sul (MS) é uma arma que o governo aponta para a cabeça da população a cada minuto.

29 janeiro 2007

Sistema de avaliação do MEC retoma capacitação de avaliadores


O INEP, instituição responsável pelo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES), convocou para os dias 29 e 30 de janeiro o Grupo Básico de Multiplicadores para avaliar os primeiros processos de capacitação de avaliadores de curso e institucionais. O Grupo é composto de especialistas na área de avaliação e é responsável pela capacitação dos professores do Banco de Avaliadores do Sinaes - BASis. O BASis é o cadastro de professores que realizam os processos de avaliação. A composição do BASis é pública e foi divulgada no Diário Oficial da União por meio da Portaria MEC nº 1751 de 27 de outubro de 2006.

O processo de capacitação deve ser retomado com diversos cursos a serem aplicados nas principais capitais do país. Segundo informações do INEP, as avaliações de cursos e institucionais, conforme o novo modelo programado pelo Sinaes, deverá ter início no mês de março.

08 dezembro 2006

E a crise aérea continua!

E a crise aérea continua!
A despeito da mídia divulgar uma certa normalidade, no interior das salas de embarque não é o que se verifica.
Atrasos de mais de 2 horas são contumazes. Até por orientação da mesma mídia, os passageiros começam a exigir seus direitos. Depois de duas horas de atraso os passageiros têm direito a refeição. Depois de quatro horas, direito a acomodação em hotel com todas as despesas pagas.

Nos céus do Brasil pode-se perceber o quanto os vôos saem atrasados. Em capitais menores, vôos que deveriam sair no final da madrugada, decolam depois das 8 horas.

27 outubro 2006

Justiça Eleitoral manda InterTV Cabugi suspender transmissão


O TRE-RN determinou que a InterTV Cabugi, afiliada da Globo no Rio Grande do Norte, suspendesse o sinal por descumprimento de ordem judicial. Segundo o Blog de Thaisa Galvao, "somente às 17h00 o sinal da InterTV Cabugi foi cortado, por determinação da justiça eleitoral.
A sentença do juiz Raimundo Carlyle foi entregue à direção da emissora às 13h00, determinando que o sinal fosse cortado às 15h00. Como a emissora permaneceu com sua programação nornal, o juiz pediu reforço federal. Policiais federais foram à sede da emissora para exigir o cumprimento da lei".

Ainda segundo o Blog de Thaisa Galvão, "mesmo fora do ar, Cabugi exibirá propaganda eleitoral e debate entre os presidenciáveis. Significa que a emissora permanece fora do ar mas, como responsável pela geração da propaganda eleitoral, exibirá os programas eleitorais. Depois corta o sinal e retoma às 22h30 para exibir o debate. Em seguida sair do ar mais uma vez e só retorna amanhã, às 17h00".

O Blog informou ainda que "o advogado da coligação Vitória do Povo, Erick Pereira, explicou agora que a InterTV Cabugi só está fora do ar “porque o marketing de Garibaldi enviou à emissora um programa contendo propaganda ilegal”. Para Erick, se o marketing tivesse acatado a primeira sentença do juiz Raimundo Carlyle, determinando que não exibisse programa com participações de Antônio Jácome, Ricardo Motta e Adão Eridan, a emissora não teria sido punida."

13 outubro 2006

Bairro de Capim Macio abandonado e esquecido


Passado o período de chuvas, o inverno, o bairro de Capim Macio, em Natal, continua abandonado. Não há qualquer tipo de atividade da Secretaria Municipal de Urbanismo ou da Secretaria de Obras. O bairro não possui ruas pavimentadas e, assim como mais de 80% de Natal, não tem estrutura de saneamento. O abandono do bairro pelo poder público municipal, a despeito de ter o IPTU mais caro, é uma tragédia imposta aos moradores. O prefeito enche os bolsos com os impostos do bairro, mas não reverte qualquer tipo de serviço que beneficie os contribuintes. A coleta de lixo é realizada apenas 3 vezes por semana. Como em todas as grandes cidades brasileiras, a coleta deveria ser diária. Esse fato provoca inúmeros pontos de depósito de lixo nas ruas do bairro, que também não possuem serviço de manutenção, como o corte do mato.

Tudo indica que o prefeito atual despreza o bairro e não tem qualquer interesse na urbanização de Capim Macio.
Para informação geral, o bairro de Capim Macio está localizado na Zona Sul de Natal e serve de cartão de visita da cidade, pois os turistas que chegam atravessam o bairro em direção aos principais hotéis e pontos turísticos.

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Foto: Prefeito de Natal, Carlos Eduardo.

12 outubro 2006

Vidros quebrados colocam em risco banhistas em Ponta Negra


A grande quantidade de vidros quebrados nas areias da praia de Ponta Negra é um risco para os banhistas que frequentam a praia. Centenas de cacos de vidro espalhados pela areia podem provocar cortes profundos naqueles que usam a praia para banho ou para caminhada. Além dos restos de construção como pedaços de tijolo, concreto, ferro somam os pedaços de vidro quebrado. Para os que fazem caminhadas na praia ou ainda mesmo costumam correr, o perigo fica maior.

A prefeitura de Natal deveria infligir aos hotéis de Ponta Negra uma limpeza periódica da praia. É impressionante como os hotéis não cuidam dos seus hóspedes, pois na praia em frente dos principais hotéis há muitos vidros quebrados. Os hóspedes e turistas de Ponta Negra não podem caminhar e olhar a beleza da paisagem local. As pessoas têm que caminhar e olhar para o chão para que não tenham os pés feridos pelos pedaços de vidro em toda faixa de areia.

Também é impressionante como a prefeitura de Natal não cuida de um dos seus maiores patrimônios!

08 outubro 2006

Web site ou Blog?


Muitos me perguntam: por que você que tem um sítio web na internet e pode, em tese, escrever e publicar o que quiser, mantém ainda um blog? A resposta é simples. A página na internet (www.gersonmartins.jor.br) tem o objetivo de oferecer subsídios e apoio para os estudantes de jornalismo, além de ser mais um trabalho de divulgação de fatos, eventos e ações do jornalismo, dos jornalistas e das entidades do jornalismo, enfim do campo do jornalismo. Assim, deve ser um trabalho mais sério, compromissado, pautado, organizado. No blog há maior liberdade, pode-se escrever mais à vontade, sem compromissos mais sérios, sem uma lógica estreita do que se poderia chamar de linha editorial. Há mais liberdade no blog, pois a origem remonta um caderno de anotações. E no cotidiano, as pessoas podem observar, criticar, comentar e anotar. Esse é o "espírito" do blog.

E por falar nisso, há um novo texto de opinião publicado no sítio web. O título é Perder bons jornalistas. Comento o caos e a situação dramática em que se transformou o estágio (irregular) dos estudantes de jornalismo.

05 outubro 2006

Blogs de jornalistas dão o tom das eleições locais


Manhã de quinta-feira em Brasília. Apesar do horário avançado de repouso no dia anterior, ou melhor, desta madrugada, acordo cedo pois o calor e o ambiente diferente incomodam e a claridade que chega da rua diz: "vamos acordar, está na hora". Em Natal, que tem uma claridade muito forte, qualquer pessoa que chega logo percebe isso, é ela que desperta todos os dias muito cedo. Em Natal o poente acontece às 17h30 e o nascente, logo logo será, às 4h30. Tanto é que, alguns meses atrás em artigo na Tribuna do Norte e em postagem neste blog, propus a equivalência do horário do extremo oriente do Brasil com o horário de Fernando de Noronha. Bom! Voltemos a manhã desta quinta. Nesta manhã ligo o note e de imediato recebo os post's do Marcos Palácios - caramba! Ele não sai da frente do computador. Todos os dias têm postagem - e vou ler no Blog do GJOL. Encontro uma referência aos últimos visitantes do Blog e as referências ou links de outros.

Encontro o Blog, que havia visitado outras vezes, de Márcia Benetti - PATIFARIA que, nas últimas postagens, faz uma análise das eleições recentes no Brasil.
A eleição no Rio Grande do Sul foi uma situação "surpresa", nem mesmo os institutos de pesquisa apontavam a liderança de Yeda Crusius e a ida dela para segundo turno, bem como a derrota do atual governador. Pois bem! Os textos de Márcia Benetti, como de tantos outros jornalistas que escrevem blog's, apresenta uma leitura muito interessante sobre o panorama eleitoral gaúcho que somente quem está no ambiente pode apresentar. Para o resto do país a vitória de Yeda Crusius se apresenta de forma natural no ambiente político e talvez, na avaliação geral, seja que "mereça" ser eleita no segundo turno. A mídia televisiva faz essa leitura e transmite para milhões de telespectadores.

As postagens de Márcia Benetti no Blog Patifaria, assim como dos outros jornalistas, é muito importante para que as pessoas, pelos menos as que têm acesso a internet, possam vislumbrar cenários mais próximos da realidade política, tão complexa, deste país.

Se você visitar o blog da Márcia Benetti, leia o post "que meda", assim mesmo sem caixa alta ou letras maiúsculas. Para os estudantes de mestrado, doutorado e até mesmo das inúmeras especializações recomendo o texto "a arte de ser mestre".

Em tempo: peço licença para Márcia Benetti no uso de sua "marca virtual", o pintinho. Se por acaso o "pintinho" sumir do post, será porque a professora Márcia não autorizou o uso!

04 outubro 2006

Oligarquia potiguar se renova


O resultado das eleições 2006 define um novo perfil do poder político potiguar. As "raposas velhas" saem de cena, muitas vezes por meio do eleitor que se cansou de suas artimanhas, e assumem os novos políticos que não são tão novos assim. Na realidade, não há uma renovação verdadeira. Há apenas a substituição da velha oligarquia pelos seus herdeiros.

O interessante é que nessa "renovação"muitos estão a assumir cargos políticos sem ter qualquer vivência no trato da coisa pública. São pessoas "comuns", de vida doméstica que por causa de sua heerança familiar se submetem ao voto, às urnas, como uma milionária campanha, substituem ou ainda ampliam os poderes políticos dos seus patriarcas ou matriarcas.

Observe os exemplos que a mídia apresentou recentemente quando fez um balanço das eleições:

* "Novo"político | Político | Parentesco | Cargo do Principal
* Fábio Faria | Robinson Faria | Filho / Pai | Deputado
* Márcia Maia | Wilma de Faria | Filha / Mãe | Governadora
* Walter Alves | Garibaldi Alves | Filho / Pai | Senador
* Geraldo Neto | Geraldo Melo | Neto / Avô | Senador
* Felipe Maia | José Agripino | Filho / Pai | Senador

Os novos políticos oriundos de uma vida "doméstica" não têm preparo para legislar, se assemelham, de certa forma, ao mais recente caso bizarro da política brasileira, Clodovil Hernandes, que questionado sobre projetos ou mesmo sobre política, não soube responder, ou melhor, respondeu que nada sabe, nada conhece. Está mais preocupado em definir que roupa vestir para sua estréia na Câmara Federal do que, o que seria a atuação mais elementar e fundamental do parlamentar, legislar, elaborar projetos de lei que promovam o desenvolvimento social do país.

Assim são os "novos" parlamentares do estado potiguar. Uma herança e uma continuidade da velha oligarquia e a permanência do coronelismo tão comum em qualquer região do Brasil.

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Foto: Augusto Cézar Bezerra
Fonte: Tribuna do Norte

01 outubro 2006

E deu segundo turno na eleição presidencial


A situação deixou muito irritado o presidente Lula, mas foi o preço pela sua ausência no debate. Como anotei em post neste Blog, a população até havia menosprezado a questão da compra da dossiê. O que o povo não deu perdão foi a covardia do presidente ao se ausentar do debate e explicar os fatos sobre a compra do dossiê.
Professor em Mato Grosso do Sul comentou o segundo turno da eleição presidencial como resultado das fotos do dinheiro da compra do dossiê. Foi infeliz no comentário. O fato principal foi a ausência do debate. E que o presidente tenha aprendido a lição. Não pode faltar nos próximos debates. Ainda pode ser reeleito.

30 setembro 2006

Acidente com vôo da Gol


As autoridades aeronáuticas brasileiras devem realizar uma investigação profunda sobre as condições da aeronave da Gol. É do conhecimento geral dos passageiros contumazes da empresa que os "novos" aviões não são tão novos assim. A empresa tem usado, com muita freqüência, aviões sucateados norte-americanos. São inúmeras aeronaves da Gol que possuem mais de 10 anos e milhares de horas de vôo. Apenas a pintura é nova, e isso porque a empresa alugou esses aviões recentemente. Por dentro das aeronaves tudo é muito velho. Perguntem para os funcionários, os comissários da empresa!

Se houve falha de equipamentos, os aviões da Gol devem ser vistoriados e a Anac deverá fiscalizar melhor os equipamentos, aviões locados pela empresa nos últimos meses.
Até parece que a demanda muito maior de passageiros, por causa da saída da Varig do mercado, determinou uma pressão para que as empresas, principalmente a Gol, adquirissem, via locação, "novas" aeronaves, sem se importar com o tempo de uso e a data de fabricação, ou talvez essa seja uma razão, pois haverá locação a preços menores e ainda melhor disponibilidade de equipamentos no mercado aeronáutico.

Lula foi mal!


Foi muito mal! Lula decidiu muito mal. A ausência no debate da Globo foi uma decisão mal planejada e vai custar muitos votos. A população até aprendeu a conviver com a corrupção, embora não admita tal procedimento, mas a população brasileira não perdoa um gesto de covardia. Em todos os anos de luta política, de eleições manipuladas que o Lula enfrentou, nunca foi covarde, sempre enfrentou os poderosos de "peito aberto". Agora, no entanto, se acovardou. Diga o que disser, editem suas imagens e falas o que quiserem, não vai conseguir tirar, em pouco tempo, a imagem de covarde.

O resultado vai aparecer no domingo. Vai dar segundo turno!
Lula jamais poderia ter deixado de prestar contas à população e tampouco enfrentar seus adversários. A justificativa apresentada à direção da Globo foi inócua e irrelevante.
É a contaminação das oligarquias que Lula tanto critica a influenciar sua ação política. E isso não é de hoje. A contaminação das oligarquias está nítida nos diversos e contínuos escândalos de corrupção.
Não se pode também esquecer que a PF nunca trabalhou tanto! Pena que seja contra o próprio governo. Pena não, felizmente.

24 setembro 2006

Gol: A frota mais nova do Brasil


A Gol Linhas Aéreas se orgulha de dizer e incluir nas campanhas publicitárias que tem a frota mais nova do país. Não é verdade. Quem costuma viajar pela Gol verifica que os mais “novos” aviões arrendados fazem parte de um grupo de sucatas que as empresas norte-americanas não querem mais. São aeronaves que foram encostadas pelas empresas e que a Gol trouxe para o Brasil.

Um dos chamariz da empresa, quando iniciou suas atividades, era de que, apesar de não oferecer um serviço de bordo, o chamado “low fire”, possuía aviões novos que ofereciam sensação de segurança, muito mais importante que a comida servida nas empresas mais antigas.

Isso acabou! O que a Gol oferece? Não há serviço de bordo, não há preço competitivo (outra razão do crescimento rápido da companhia) e não tem aeronaves novas, acabou o chamariz da empresa.

Infelizmente, num pais de dimensões continentais como o nosso somos obrigados a conviver com apenas duas empresas que oferecem serviço nacional. Acredito que seja a hora do DAC liberar o mercado doméstico para as empresas estrangeiras, pois que as companhias nacionais quebram por excesso de roubalheira de seu dirigentes. Esse foi o caso da VASP, Transbrasil e agora da VARIG.

01 julho 2006

Word Cup 2006 Brasil: E deu no que deu, Brasil foi reprovado no teste: Zidane 10, Ronaldo 0


Conforme adiantei em postagem anterior, o jogo com a França seria de fato o teste da seleção brasileira. Até o jogo com Gana, o time ganhou mas não convenceu. A seleção brasileira foi reprovada! O time de "estrelas", apesar das inúmeras declarações dos jogadores de que eram uma equipe, demonstrou claramente no jogo com a França é um time de estrelas solitárias. E aí de fato a publicidade da Brahma, que patrocina Ronaldo e Cicinho e toda vez que Ronaldo ou Cicinho fazem um gol o dedo indicador é "tlim", "tliem" na caixa registradora dos dois, centenas de dólares são depositados nas contas; de fato a publicidade da Brahma foi uma profecia. A estrela solitária do comercial se fez presente no time, na equipe. Equipe? Equipe não existe. Todos jogam de forma isolada. Ninguém se aproxima ou dá cobertura ao colega. É impressionante como jogam sozinhos!
O resultado do jogo não foi justo. A França jogou muito melhor. Em como se diz popularmente, "deu de 10 a 0 na seleção brasileira". O jogo para ter um resultado justa deveria ficar em 4x0 para a França.
Zidane foi excepcional quando deu um "chapéu" no Ronaldo. Colocou o Ronaldo no devido lugar!
É trágico, pois esses senhores, a equipe brasileria não tem a devida dimensão do que representa o futebol para a população. É justo por outro lado, pois não ludibria a população com uma equipe que não representa o espirito brasileiro de garra, de luta, de acreditar, de tentar até o fim. A equipe não representou esse espírito.
Devem ser rebaixados, terem os salários rebaixados e voltar para casa (muitos não farão isso, pois estão em casa na Europa e pouco, ou melhor, sem qualquer preocupação com os brasileiros) com o rabo entre as pernas. As lágrimas do final do jogo deveriam ter sido derramadas pelo suor em todo tempo do jogo. Faltou garra, faltou vontade. Isso não importa, estão com os bolsos cheios.
Zidane sim, foi o melhor, foi um grande jogador. Parabéns!

30 junho 2006

Educação para a cidadania em Natal

Caro leitor e eleitor!
Creio que tenha descoberto porque o prefeito de Natal não limpa a cidade, não urbaniza as ruas, não fecha os buracos das ruas e avenidas, mantém a cidade suja, com muito mato pelas vias públicas e a coleta do lixo só ocorre três vezes por semana. Segundo o prefeito, o natalense não se incomoda com a sujeira e até provoca mais sujeira. Basta verificar a quantidade de lixo que as pessoas jogam nas ruas, a quantidade de sacos plásticos de supermercados, padarias e comércio em geral espalhados pelas ruas, ao sabor da brisa de Natal. Aí, por que limpar as ruas, por que conservar a limpeza e a urbanização da cidade, se a população vai sujar e não vai cuidar para manter a cidade limpa?
Uma cidade tão bonita como Natal está feia e suja!
Educação para a cidadania, principalmente dos dirigentes municipais é imprescindível!

28 junho 2006

World Cup 2006 - Brasil: teste verdadeiro será com a França

Pronto! Sei que muitos podem dizer “e agora, professor Gerson, como fica suas criticas em relação à seleção brasileira?” E vamos pensar bem, será que a equipe jogou bem? O meio de campo está perdido, prova disso foi a arrancada do Lucio, ninguém havia trabalhado daquela forma, aliás, ninguém tem iniciativa nesse sentido.
De outro lado é impressionante como, ratifico, Ronaldinho Gaúcho segue à risca as ordens do técnico, somente ele. Tem todas as condições de chutar para gol e marcar, e não faz. É, sem dúvida, um excelente armador, mas essa não é a posição tradicional, que ele melhor domina. É um atacante. Deveria ser aproveitado melhor. Deveria chutar para o gol. Com certeza teríamos o placar muito diferente, a favor da equipe brasileira.
O teste mesmo começa agora. A partir dos próximos jogos é que a equipe será realmente testada. Todos os adversários, até o momento, não deram trabalho. Se houve sufoco, foi porque o time ainda não se acertou. Se a equipe vencer bem a França, aí sim vou concordar que melhorou e está jogando bem.

Sucata aérea e prejuízo para o usuário

Realmente o país perde com o desaparecimento de mais uma companhia aérea. Um território de dimensões continentais não pode ficar refém de apenas duas empresas de transporte aéreo. Enquanto em outros países com dimensões semelhantes há dezenas de empresas, no Brasil a situação capenga penaliza a população.
Li recentemente um artigo na internet que chamava a atenção para a precarização dos serviços no transporte aéreo. Isso é fato! As empresas começam a relaxar, não há disposição para manter um serviço de qualidade. A Gol, por exemplo, que sempre destacou em sua propaganda de ter a frota mais jovem do país, trabalho com sucatas. É fácil perceber que as aeronaves estão velhas, resultados de locações de aviões de outras empresas, onde foram colocados no “páteo”. E não é somente isso, além de um frota velha, o conforto interno é cada vez menor, se é que existe. A proximidade entre as poltronas é ínfima, que logo os passageiros terão que viajar em pé, pois não pode se acomodar sentados.
A situação é critica. E nesse ponto não resta outra alternativa a não ser a abertura do mercado para empresas internacionais. O roubo na Varig foi de tal magnitude que jogou no lixo um empresa de mais de 70 anos. É impressionante a mentalidade do empresariado brasileiro. É uma mentalidade de urubu, que come tudo e deixa somente os ossos, é uma mentalidade de exploração predatória, desde que os dólares esteja bem guardados, as contas em paraísos fiscais bem abastecidas, não importa o empreendimento, o serviço. Essa perspectiva empresarial é corrente nos países do terceiro mundo.

22 junho 2006

Ivonildo Rego para prefeito de Natal


O Reitor da UFRN deveria se candidatar à prefeitura de Natal. O trabalho do professor Ivonildo Rego na conservação, na limpeza da UFRN faz inveja ao prefeito. A via que contorna a universidade recebeu um trabalho de limpeza, corte do mato, ficou bonita. De outro lado, Natal está suja, o mato toma conta das ruas, sujeira por todo lado. A cidade está abandonada! A administração da UFRN é exemplo para o prefeitura de como gerir a cidade. Evidentemente não há comparação do tamanho de Natal com as dimensões da UFRN, mas também não comparação do orçamento de Natal com o orçamento da UFRN.
O professor Ivonildo Rego deveria pensar seriamente em ocupar o cadeira de prefeito. Talvez tivéssemos uma cidade mais bem cuidada, limpa e urbanizada.
O que é comum noutras cidades brasileiras, como equipes permanentes de limpeza e conservação da cidade, em Natal é algo esporádico. Acontece somente na temporada e somente nas vias que recebem fluxo turístico. Se o turista resolve conhecer um pouco mais a cidade, sairá decepcionado e não voltará mais!

World Cup 2006 - Brasil: venceu, mas não convenceu


O Brasil jogou mal. Ronaldo novamente é um sapo gordo em campo. É até muito interessante ver, na tela da TV, a "fantástica" movimentação do Ronaldo. Como corre esse rapaz!!! É impressionante! Num momento está no campo de defesa, noutra está na boca do gol adversário. Claro que isso é uma ironia. Ronaldo definitivamente não corre, é um jogador de "banheira" assim como era e é Romário. Só faz gol se jogam a bola nos seus pés. A jogada é sempre a mesma: recebe de costas para o gol, vira o corpo de chuta. Se não tem barreira (humana) e o goleiro estiver mal posicionado, faz gol; fora disso é incapaz de qualquer criação de jogada.

A recomendação do Parreira é seguida de forma rígida. Ronaldinho gaúcho arma as jogadas, mas não chuta. É um desperdício de talento. E ele, Ronaldinho, mostrou que faz uma grande diferença no jogo contra o Japão. Depois de sua saída o time se perdeu. Não houve ataque. Foi um jogo que esculhambou com o torcedor, seja no estádio, seja pela televisão. Pense bem! Depois dos 30 minutos de partido, não houve mais jogada, os jogadores brasileiros, com domínio da posse de bola, se limitavam a bater bola no meio do campo. Bem que mereciam um gol adversário. Um absurdo, um desrespeito ao torcedor!

E não se enganem! Os gols do Ronaldo tem um patrocínio poderoso, a Brahma! Por isso, ninguém tem privilégio para fazer gol. Excepcionalmente, em tiros de longa distancia, os outros jogadores fazem gol. Fora disso, Ronaldo, Cicinho e o próprio Parreira recebem milhares de dólares para focalizar os gols do Ronaldo.

Também está muito complicado assistir os jogos pela Globo, principalmente, ou melhor, unicamente pela narração do Galvão Bueno. É o único que se refere ao Ronaldo pela apelido de Ronaldinho. Um comentário do Casa Grande, que deixa muito a desejar, foi um bom comentarista algum tempo atrás, hoje é um panaca no áudio. Casa Grande fala que o time é ótimo. Que enrolar o jogo aos 30 minutos é normal. Só se for normal para a sua incompetência. Esse mesmo comentário, para enganar os espectadores, foi feito pelo Galvão, ou melhor, no bom estilo Casseta e Planeta, Gavião Bueno. É uma afronta, um desrespeito para o espectador. É chamar o espectador de palhaço.

A seleção brasileira venceu, mas não convenceu. Num confronto com Alemanha, Itália, Inglaterra e até mesmo com Espanha, o time brasileiro não resiste, vai sucumbir com esse estilo de jogo. Tem que melhorar muito se quer ganhar o campeonato.

15 junho 2006

Globo e sua política da manipulação editorial


A edição desta noite, 15 de junho de 2006, do Jornal Naciona da TV Globo foi, novamente, um primor. Neste período pré-campanha eleitoral, quase todas as noites a Globo começa seu telejornal mais famoso e em seguida o apresentador e editor, Willian Bonner, informa que o jornal será interrompido pela "propaganda política" e "retornaremos em exatamente 20 minutos". E lá vamos nós aguentar esse intervalo de, em muitas das vezes, de pura comédia e em outras de um drama que o mais famoso novelista da própria Globo morreria de inveja.

Hoje foi diferente. Fátima Bernardes, direto da Alemanha, informa que o jornal, as notícias da Copa retornam em 11 minutos e nada mais. Depois disso o que se vê é a apresentação de um vídeo político, sem qualquer introdução, sem identificação, se se tratava de propaganda política, uma produção da própria Globo ou ainda, quem sabe, uma veiculação comercial. Os apresentadores do Jornal Nacional não fizeram, como sempre fizeram, referência ao espaço de propaganda política. O vídeo apresentado foi uma esculhanbação. Só faltou chamar os militares para um novo golpe. O general Geisel foi "santificado" e o país teve bons momentos e progresso durante o período da ditadura. No final do vídeo, de forma muito discreta, quase subliminar, aparece a identidade do autor ou do responsável pelo vídeo: PFL. Vou muito rápido! Em qualquer momento os locutores, apresentadores fizeram qualquer menção ao partido ou aos seus políticos. O vídeo tinha e teve um objetivo muito claro. Lamentável que a população brasileira ainda não esteja preparada para essas artimanhas e, talvez, muitos não tenham entendido o real objetivo dessa verdadeira "propaganda política" do PFL.
Foi um verdadeiro "truque baixo". Daqui a pouco teremos muitos outros, a exemplo do ACM, vulgo "Toninho Malvadeza" a pedir o fechamento do Congresso Nacional e a instalação de um Junta Militar para administrar o Brasil.

13 junho 2006

Fora Ronaldo!


Copa do mundo de futebol, Alemanha 2006 - World Cup 2006 - Germany
Jogo Brasil x Croácia, às 16h, horário do Brasil.

É impressionante como joga mal o Ronaldo! É uma eminência parda, espera que a bola caia nos seus pés. Enquanto os outros jogadores, principalmente Kaka, Ronaldinho Gaúcho, Adriano brigam pela bola, correm, lutam pelas jogadas, o "fenômeno" de Galvão Bueno passeia em campo. Creio que ele deva ter "comprado" ingresso para ASSISTIR o jogo em local privilegiado, no meio do campo. Acho que a Bhrama paga um bom cachê para a CBF manter o Ronaldo, para que ele possa fazer o marketing (gesto com o dedo indicador quando faz gol) da cerveja.
É lamentável manter Ronaldo no time.
Ele passeia pelo campo.
Felizmente Parreira tem juízo e faz a substituição mais evidente (veja foto - Reuters).
Com Robinho em campo o jogo ganho novo ritmo e a presença de um atacante que realmente ataque dá outra perspectiva para a equipe.

08 junho 2006

Natal, uma cidade sem prefeito


O abandono de Natal é tão contumaz, freqüente e geral que dá a impressão que não existe prefeitura, adminstração municipal e, conseqüentemente, prefeito. Muitas vias públicas não têm qualquer manutenção. Pelas ruas de vários bairros é nitido o abandono, a sujeira, os buracos. O mato toma conta das avenidas. Na foto o que se diz prefeito de Natal, mas completamente ausente da administração do caos na cidade.

Um pequeno sinal de administração pública municipal está no recente episódio do hotel, em construção na Via Costeira, que ignorou completamente a legislação municipal e alterou o projeto da obra. A prefeitura, adequadamente, embargou a obra. A obra desse hotel, como os demais construídos na mesma Via, não respeitam minimamente a legislação ambiental municipal e federal.

É triste ver um a cidade tão bonita como Natal abandonada pelos seus dirigentes públicos e se tornar uma grande favela e um amontoado de lixo a céu aberto.

23 maio 2006

E o caos da numeração das casas em Natal

De novo vou tratar de problemas urbanos de Natal. Não é uma crítica sistemática, mas ações simples e necessárias para o desenvolvimento urbano da cidade são nigligenciados pela prefeitura. E esta história revela o trabalho exaustivo que tem os carteiros, os profissionais do Correio que fazem a entrega diária de correspondência. É importante denunciar o caos da numeração das casas sejam de comércio, residências, lojas, bares, restaurantes e outros tantos das ruas de Natal. No Bairro de Capim Macio praticamente todas as ruas começam com a numeração das casas acima de 1000. Todos sabemos que a numeração das casas numa rua determina a quantidade de metros que aquela residência, edificação tem desde o início da rua. Assim, uma casa de número 897, significa dizer que ela está a 897 metros do início da rua. Em Natal isso não acontece. O cidadão segue pela rua em busca do número 1123, alcança o número 1115, pensa que está próximo. Pensa! E errado! Ele pode estar na posição completamente oposto do número desejado. Não há um ordenação da numeração. As pessoas colocam, em suas casas, o número que bem entender. Assim, se considero bonito o número 2929, coloco em frente a minha residência, não importa se a numeração ao lado seja 15, 1234 ou qualquer outra. É a face do caos urbano! Experimente e siga uma numeração nas ruas da cidade! Experimente!

19 maio 2006

Por que a Prefeitura de Natal não limpa ruas e jardins

Pergunta que não quer calar: por que a Prefeitura de Natal não limpa, organiza as ruas e jardins centrais das avenidas? A população circula pela cidade e em todas as ruas encontra a mesma situação: sarjetas sujas, com muito lixo, muito mato devido a intensidade do inverno - generoso para os agricultores do semi-árido - , com os canteiros centrais também em estado de abandono. Há uma Avenida lateral da Av. Roberto Freire, que fica no fundo do CCAB Sul e vai do Conjunto dos Professores até Mirassol onde há um enorme buraco no meio da pista, bem na altura do CCAB Sul. Depois de muitos anos de passagem pelo mesmo buraco, enviei uma mensagem para a Prefeitura e denunciei a necessidade de tampar o buraco, fato corriqueiro nas principais cidades do país, cidades onde qualquer buraco em via pública pavimentada é logo tapado, pois a Secretaria encarregada desse serviço mantém equipes de vigilância nas ruas, principalmente após chuvas intensas. Pois bem! Enviei e mensagem no dia 17 de fevereiro e agora, depois de 3 meses, é não para rir (a situação é ilariante), recebo uma mensagem da SEMOV, Secretária encarregada desse tipo de serviço, onde diz que o problema é da SEMOV e não de outras secretaria e que quando denunciados, são resolvidos o mais breve possível. Pois é! São 3 meses de denúncia e os buracos em questão devem estar comemorando o 3º aniversário.
Só pode ser piada! Devemos recomendar os responsáveis pela Secretária, talvez o próprio Secretário para trabalho no Zorra Total. Imagine essa piada lá! O programa vai dobrar de audiência.

E as ruas continuam com as sarjetas sujas, contaminadas pelo mato e os canteiros centrais das principais avenidas de Natal cheio de sacos plásticos, lixo e muita sujeira. Será que a população que paga seus impostos merece isso?

13 maio 2006

Restaurante Mirante do Suiço - Natal (RN)

Um bom local, uma comida excelente! Até o último dia 12 de maio. No Brasil, em muitos estados e em muitos municípios, há uma lei que proíbe o fumo em locais fechados, em restaurantes e outros locais públicos. Na último quinta-feira, 12 de maio, como fiz várias vezes, fui almoçar no Restaurante Mirante do Suiço, no bairro de Ponta Negra em Natal. Não foi possível comer com a presença, na mesa vizinha, de uma fumante inveterada e mal educada. Perguntamos ao garçom sobre a proibição de fumo no local. Informou que, apesar da legislação municipal de Natal proibir o fumo em restaurantes, naquele local não se aplicava a lei. De certo o proprietário do restaurante, presumo de nacionalidade suiça, está acima da lei! Mudamos para outra mesa para evitar maiores constrangimentos e poluição no ar ao redor dos fumantes. Os não fumantes tiveram que se deslocar. Não foi para surpresa nossa que, posteriormente, uma das pessoas sentadas na mesa das "garbosas fumantes" era o proprietário do restaurante. Ou seja, se reclamássemos do fumo provavelmente seríamos expulsos pelo proprietário.

Uma questão é certa! O "Mirante do Suiço fumador" perdeu o cliente. E a depender deste autor, não receberá mais qualquer indicação. Enquanto não for respeitada a lei, ninguém está acima da lei, o Sr. "Suiço" deveria ter seu estabelecimento fiscalizado e fechado pelos órgãos da saúde pública. Nessa situação, quem garante que o "Suiço fumador" não prepara seu cardápio com cigarro na boca!

06 maio 2006

Greve na UERN

O descaso do governo com o ensino público é uma afronta às instituições democráticas. Ao invés de gastar kilometros, toneladas, uma quantia imensurável do dinheiro público para sua campanha eleitoral na televisão, deveria atender aos princípios básicos da governabilidade, da democracia e do respeito ao patrimônio público. O governo de quem se diz professora, determina o sucateamento e a privatização do ensino público, único bem que a população pode apostar para garantir seus direitos.

Leiam a nota da Associação dos Professores da UERN sobre a greve:

EM DEFESA DA UERN

NOTA À SOCIEDADE POTIGUAR

O papel da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN é produzir e transmitir conhecimentos que contribuam com o desenvolvimento sócio-econômico e cultural da sociedade potiguar. Para cumprir este papel, ela necessita de garantias de investimentos financeiros por parte do governo estadual para cumprir bem as suas funções. No entanto, a falta de compromisso dos sucessivos governos fez com que a UERN atingisse um estado crítico de funcionamento que compromete a qualidade de suas atividades.

O não repasse de parte do orçamento da UERN pelo atual governo do estado resulta em um gradativo sucateamento de nossa instituição, além de abrir espaço para sua privatização, por meio da oferta de cursos especiais pagos e de cobrança de taxas de serviços. Também a expansão não planejada, visível na criação de Núcleos de Ensino em todas as regiões do estado, atendendo a interesses políticos e eleitoreiros, sem garantias orçamentárias para o seu adequado funcionamento, contribui para agravar a atual crise da UERN. É necessário salientar que essa situação desestimula o trabalho acadêmico fazendo com que a UERN perca parte significativa de seu quadro docente para outras instituições de ensino, o que afeta diretamente a qualidade do seu trabalho acadêmico. Soma-se a isso, a falta de uma política de valorização do trabalho docente e técnico-administrativo expresso no descumprimento por parte do governo Wilma de Faria do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da UERN, implementado desde 1989. Entendemos que esse Plano não deve ser visto apenas como recurso de acréscimo salarial, mas como estímulo ao crescimento e desenvolvimento do pessoal docente e técnico-administrativo. O Plano também é um instrumento de realização profissional e mecanismo de garantia da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, condição necessária à qualificação para a Universidade em suas relações sociais. Assim, a luta pelo cumprimento desse Plano, fundamental para manter um quadro docente de qualidade atuando na instituição, insere-se num conjunto de ações políticas em defesa da permanência da UERN como universidade pública e gratuita, que possa desempenhar suas funções com qualidade.

Pelos motivos expostos acima, o movimento grevista da UERN iniciado no dia 17 de abril, tem por objetivo exigir do governo do estado, a garantia do cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e desenvolvimento de uma política orçamentária efetiva para o funcionamento de nossa Universidade, patrimônio de todos os norte-riograndenses.

VOCÊ FAZ PARTE DESTA LUTA. DEFENDA A NOSSA UNIVERSIDADE!

Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - ADUERN

Sindicato dos Técnico-Administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - SINTAUERN

08 abril 2006

Voa Varig!

A Varig está com dias contados. Os freqüentes atrasos denotam a situação da empresa. Infelizmente, um país de dimensões continentais terá apenas duas empresas áereas. Mas a pergunta que fica é: por que tantas empresas aéreas quebram no país? É muita ganância pelo lucro fácil? Ou são as tetas do governo que abastecem? Foi a Transbrasil, foi a Vasp e agora a Varig!!! Muitas dúvidas literalmente no "ar"!

24 fevereiro 2006

Caso Nilson Lage exige uma reação do campo do jornalismo

É lamentável o fato ocorrido com o professor Nilson Lage conforme Nota divulgada pelo FNPJ, FENAJ e SBPJor. As entidades do campo do jornalismo devem disseminar o fato e encaminhar ações que objetivem reparação do constrangimento sofrido pelo professor Lage, um dos ícones do jornalismo brasileiro.

17 fevereiro 2006

Seca no sertão potiguar

A paisagem é desoladora! De Macaíba, região metropolitana de Natal, até Mossoró a cena é deprimente, de angústia. São kilometros e kilometros de mata seca, rios sem água, pontes que indicam nomes de rios que não existem. A população residente está habituada, afinal, como todos dizem, é um fenômeno cíclico e acontece todos os anos. Não há chuvas consistentes desde setembro de 2005. Estamos em fevereiro! Segundo os meteorologistas norte-rio-grandenses, depois do carnaval começa o chamado período do inverno, que na região nordeste quer dizer tempo de chuva, tanto que o "inverno" começa em março e termina em junho.

A viagem pelo sertão é repleta de pequenos arbustos totalmente secos. Na beira da estrada, pontas de cigarros dos viajantes provoca pequenos incendios, que não são de maiores proporções nem se sabe porque, pois o mato, o capim está totalmente seco. Qual a solução para isso? Como proporcionar condições dignas de vida para o sertanejo, para o morador da seca?

14 fevereiro 2006

Jornalismo x Publicidade

Um fato muito interessante. No dia 11 de fevereiro a InterTV Cabugi, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Norte, veiculou reportagem na segunda edição do RN TV, programa jornalístico estadual exibido pela emissora, conforme modelo adotado pela Rede Globo em todo país, sobre as condições fisícas e de infra-estrutura de uma escola pública estadual, localizada em Natal. A escola, segundo a reportagem e demonstrado pelas imagens, não possui cobertura, não tem carteiras, as paredes com a pintura em visível estado de sujeira, com rascunhos e pixações. Na reportagem também foi mostrado que a escola sofre contínuos ataques de vandalos e ladrões que deixam a situação mais precária ainda. Na seqüência, no intervalo comercial, a emissora apresenta um vídeo publicitário do governo estadual que tem como slogan, chamada principal "O Rio Grande do Norte tá melhor"! É e foi trágico, para não dizer cômico. A reportagem sobre as condições extremamente precários de uma escola estudual, onde os alunos não podem freqüentar as aulas e de outro lado a propaganda do governo que informa que "escolas estão em ordem, que as estradas são novas e estão pavimentadas em todo estado, que a população tem moradia..."

Essa é a diferença entre jornalismo e publicidade. O jornalismo deve informar o real, a situação, o fato. A publicidade passa uma maquiagem e mostra o ideal ou a fantasia, ou ainda o irreal, pois se maquia a realidade, não é mais a realidade. É uma fantasia, uma falsidade, uma mentira.

Assistir TV nestes últimos dias se tornou algo desagrádavel, pois a veiculação da propaganda "O Rio Grande do Norte tá melhor" é intensa. De cada 10 veiculações publicitárias na TV, em qualquer emissora, 8 são do governo estadual. É massivo! Tanto que a musiquinha do "Rio Grande do Norte tá melhor" está quase incorporada nas pessoas. E aí uma das propriedades da publicidade, só que neste caso, pela veiculação excessiva, que nem mesmo as multinacionais tem cacife para bancar.

28 janeiro 2006

Caos em Capim Macio

Essa é a única forma de classificar a situação de calamidade em que estão as ruas do bairro na cidade de Natal. O bairro reúne residências e edifícios de apartamentos e não tem ruas pavimentadas e nem sequer sistema de saneamento. São inúmeros edifícios, prédios que são construídos, erguidos a cada semana sem a menor infra-estrutura urbana. Todos os dias caminhões trafegam pelo bairro para fazer a coleta das "fezes" dos prédios. As contrutoras, ou melhor, os donos das contrutores não têm qualquer preocupação se os prédios e os apartamentos terão um sistema de esgotamento sanitário ou não, não são eles que vão morar nos prédios. Que se danem os proprietários! A situação é calamitosa. E a prefeitura usa o IPTU do Bairro para fazer propaganda na TV e acumular caixa de campanha. Essa situação, cedo ou tarde, chegará na Europa e o grande fluxo de turistas deixarão de visitar Natal, pois a cidade tem uma grande maquiagem. Para quem circular pela avenidas de acesso a hotéis e praias, algumas poucas e principalmente Ponta Negra, visualiza uma cidade bonita, mas ao entrar um pouco no interior dos bairros vai perceber o caos da cidade, onde o poder público arrecada, mas não tem qualquer preocupação.

25 janeiro 2006

Rali em Capim Macio

É bom esclarecer de imediato que este texto não vai tratar de um evento esportivo automobilístico no Bairro de Capim Macio em Natal (RN), embora seja importante registrar que foi promovido recentemente um evento nessa modalidade no bairro.

O tema deste texto serve para avaliar a situação das ruas no bairro. Quando não é a chuva que cria inúmeras lagoas e ameaçam residências, agora no verão o pesadelo dos moradores e principalmente dos motoristas que circulam no bairro é a areia movediça que impede o livre trânsito e danifica carros e caminhões. Recentemente, na Rua Presbítero Porfírio Silva, entre as ruas Neuza e Antonio Farache, um caminhão, tipo carreta, ficou “atolado” na areia! As ruas do bairro foram abandonadas pela Prefeitura que está cuidando da maquiagem da cidade para que os turistas não percebam o caos de alguns bairros. Assim, é fácil verificar as ruas do Tirol e de Petrópolis limpas e pavimentadas com asfalto. Até mesmo em locais onde não há necessidade de pavimentação asfáltica, como a Avenida Silvio Pedrosa em Areia Preta, está sendo recoberta.

No final de 2005, moradores do bairro fizeram uma reunião para discutir a urgência da urbanização de Capim Macio, principalmente a pavimentação das ruas. Estiveram presentes mais de 280 moradores reunidos com um representante da Prefeitura. Nessa reunião, realizada em novembro de 2005, o engenheiro da Prefeitura informou que se faria a pavimentação de 9 (nove) ruas do Bairro, cujos moradores reclamam de ter o mais alto valor de IPTU da cidade e não ter qualquer infra-estrutura.

No Bairro todas as ruas não têm pavimentação, não há saneamento básico, não há galerias pluviais e muitas vias não tem iluminação pública. Na realidade a prefeitura realizou o calçamento com paralelepípedo em 7 (sete) travessas e não 9 (nove) ruas como alardeou. Todas as travessas pavimentadas, para quem quiser conferir, ficam após o Praiashopping em direção ao interior do Bairro. Com a chegada dos carnês para pagamento do IPTU, muitos moradores avaliam a possibilidade de fazer o pagamento em juízo. Esse fato foi contestado pelo representante da prefeitura que argumentou não ser finalidade dos recursos do IPTU o custeio da infra-estrutura de uma cidade. Se o IPTU não é para custear a melhoria da infra-estrutura de uma cidade, além da educação e da saúde, então deverá ser para preparar as eleições. São urgentes as providências do poder público municipal e estadual na solução dos problemas de urbanização de Capim Macio, principalmente no que se refere às condições das ruas. Nesse meio tempo, necessário se faz que o poder público municipal realize obras para acabar com os bancos de areia movediça localizados em várias ruas do bairro. As ruas Presbítero Porfírio Silva e Missionário Joel Carlson são exemplos dos buracos e dos bancos de areia que impedem o trânsito, seja de pedestres ou de veículos.

E antes mesmo deste texto ser publicado, houve um contato com o Diretor de Redação da Tribuna do Norte para acrescentar mais informações. No trecho citado da Rua Porfírio Silva foi constatado, em apenas um dia, 5 (cinco) veículos atolados no seco. A rua está intransitável! O que se ouvia dos motoristas que estavam com seus carros atolados é que na Prefeitura do Natal não tem gente decente, que seja capaz de resolver o problemas das ruas de Capim Macio.

15 janeiro 2006

InterTV Cabugi faz reportagem sobre praias no Rio Grande do Norte

A InterTV Cabugi, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Norte, apresenta nesta segunda-feira, 16 de janeiro, uma reportagem sobre a exploração inadequada dos terrenos de marinha no litoral do estado. A reportagem da emissora fez uma entrevista com o professor Gerson Martins que abordou o assunto em sua coluna na edição do último dia 10 de janeiro no jornal Tribuna do Norte, matéria também publicada neste Blog. A reportagem será exibida no RN TV e vai tratar também da instalação desordenada e irregular dos hotéis na Via Costeira. Um hotel recém construído fez inúmeros aterros sobre a faixa de praia em frente ao prédio. Vale a pena conferir!

Técnicos da Prefeitura de Natal têm problemas com a matemática

Os técnicos (engenheiros e funcionários, até mesmo o prefeito) da prefeitura do munícipio de Natal (RN) têm problemas com a matemática. Na reunião que realizou, em novembro de 2005, com moradores do Bairro de Capim Macio informou que faria a pavimentação de 9 (nove) ruas do Bairro, cujos moradores reclamam de ter o mais alto valor de IPTU da cidade e não ter qualquer infra-estrutura. No Bairro todas as ruas não têm pavimentação, não há saneamento básico, não galerias pluvias e muitas não tem iluminação pública. Na realidade a prefeitura realizou o calçamento com paralelepípedo em 7 (sete) travessas e não nove ruas como alardeou. Todas as travessas pavimentadas, para quem quiser conferir, ficam após o Praiashopping em direção ao interior do Bairro.

06 janeiro 2006

Praias do Rio Grande do Norte privatizadas III


Mais algumas fotos que comprovam o loteamento e privatização da praias no Rio Grande do Norte.

Praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas II


Aqui o leitor confere mais algumas fotos que testemunham a privatização das praias no litoral do Rio Grande do Norte. Um fato chama a atenção: os veranistas, turistas, aqueles que desejam usufruir de um litoral de praias lindas, em conseqüência da privatização das praias e da impossibilidade de acesso, terminam por congestionar alguns poucos pontos das praias. São centenas de banhistas em poucos locais. É um paradoxo num estado que possui uma grande faixa litorânea e quase 100% de balneabilidade.

As residências contruídas sobre a areia da praia impedem o acesso. Da estrada que leva aos balneários não existe como se chegar à praia. Pode-se observar o exemplo na foto acima. Na maré cheia, a água do mar bate nos muros da casa!

03 janeiro 2006

Praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas

As praias do Rio Grande do Norte estão privatizadas! O que deveria ser um patrimônio público, aqui pertence a alguns poucos privilegiados. No trânsito pelo litoral potiguar é muito comum se deparar com dezenas de praias sem qualquer forma de acesso, praias que estão privatizadas. A ocupação é feita de forma irregular e sabe-se lá que lei permite esse tipo de construção, mas encontram-se muitos imóveis construídos sobre a areia da praia. Há inúmeros exemplos em Pitangui, Tabatinga, Búzios, Camurupim, Muriú. Esse tipo de ocupação começa pelos hotéis na Via Costeira e em Ponta Negra. Há uma apropriação do espaço público.

O Governo Federal está a delimitar as áreas de praias públicas e o espaço em que não é permitido construções. Mas chegou tarde. A maior parte das praias potiguares está loteada. Há absurdos de casas construídas sobre a areia da praia. Os muros dessas casas sofrem o impacto do movimento das marés, mas nada que venha prejudicar as muralhas. Resultado: não há espaço para o lazer nem mesmo para o morador dessas residências. Há exemplos dessa ocupação em Tabatinga. Tanto do litoral sul quanto no litoral norte não há como ver as praias, pois uma barreira de casas impede a visão e não possibilita que veranistas, famílias, turistas e visitantes possam ver a praia, a beleza das praias potiguares.

O Rio Grande do Norte possui belíssimas paisagens, belíssimas praias, mas não há como admira-las. A paisagem está suja. Os casos mais esdrúxulos e gritantes estão em Búzios, Tabatinga, Pitangui e Muriú, mas há muitos mais.

A lei 7.661, de 16 de maio de 1988, que foi regulamentada pelo Decreto 5.300 de 7 de dezembro de 2004, no 21 do decreto diz que as praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse da segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica. E diz, no parágrafo primeiro que o Poder Público Municipal, em conjunto com o órgão ambiental, assegurará no âmbito do planejamento urbano, o acesso às praias e ao mar, ressalvadas as áreas de segurança nacional ou áreas protegidas por legislação específica.

A lei determina a faixa de domínio a ser respeitada, de cinqüenta metros em áreas urbanizadas ou duzentos metros em áreas não urbanizadas, demarcados na direção do continente a partir da linha de preamar ou do limite final de ecossistemas, tais como as caracterizadas por feições de praias, dunas, áreas de escarpas, falésias, costões rochosos, restingas, manguezais, marismas, lagunas, estuários, canais ou braços de mar, quando existentes. Muitas residências do litoral potiguar estão, sem qualquer dúvida, em situação ilegal, desrespeitam a lei e não existe autoridade pública competente para fazer cumprir a legislação. Todos perdem com isso. Os norte-rio-grandenses que não podem acessar e usufruir das belas praias do seu estado; perdem os turistas que nem podem conhecer a beleza desse litoral; perdem comerciantes, empresários da indústria hoteleira, pois teríamos uma demanda de turistas para conhecer nosso litoral.

São necessárias medidas urgentes para desocupar as praias, garantir o espaço público e, mais urgente ainda, criar mecanismos que garantam o cumprimento da legislação em possíveis novos loteamentos e posses irregulares. Provavelmente muitos natalenses devem ter visto algum turista estrangeiro ou brasileiro ficar perplexo ao saber que as dunas têm dono!

De outro lado, não podemos negligenciar a ação da natureza quando seus espaços são invadidos. A situação na praia de Ponta Negra é um exemplo disso. Estabelecimentos comerciais foram construídos quase dentro da água. O resultado disso é que a praia, os usuários, turistas e moradores sofrem com o esgoto na areia. Devido a ação das marés, a água do mar não poupa essa invasão e freqüentemente expõe a canalização do esgoto na praia. O fato traz poluição, mal cheiro e suja a praia. Não demora muito e a praia de Ponta Negra, na área do Morro do Careca, será interditada. O cartão postal de Natal ficará sujo devido a irresponsabilidade das autoridades políticas e de empresários gananciosos.

Notícia publicada pelo jornal TRIBUNA DO NORTE , edição do dia 5 de janeiro de 2006, mostra a situação em Maxaranguape e como o entendimento das autoridades e dos proprietários das praias para resolver o problema está na contramão das leis da natureza. Segundo as informações do jornal, se pretende construir barreiras de pedra para diminuir o impacto das marés. O cenário que se apresenta a partir da construção dessas barreiras é o de praias linda, mas cheia de barreiras de pedras. O leitor pode imaginar a paisagem cheia dessas barreiras? O correto seria retirar esses imóveis da faixa de praia e deixar a natureza em seu curso. E como diz o ditado: "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", não demorará muito tempo para que essas barreiras sejam destruídas e tragam mais prejuízo à praia, pois as pedras ficarão no meio da areia e vão estragar a praia como área de lazer. Em poucos anos o Rio Grande do Norte ficará sem praias! É um absurdo fazer uma afirmação dessas! Parece algo apocalíptico! Se o governo não tomar providências imediatas, é isso o que vai acontecer.